China, o maior cliente do Brasil, quer importar mais do país

Atenção: a última coisa que o Brasil precisa é se meter em conflitos internacionais. Somos um país neutro, portanto, estrategicamente vistos como um país da paz.

O Egito acaba de suspender a visita oficial do Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes, como uma resposta às ideias de Bolsonaro de, por exemplo, mudar a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém.

Uma equipe de brasileiros está neste momento em um grande evento chinês, numa mega feira em Shanghai feita por compradores e não vendedores.

Recebi mensagens do pessoal que está nessa feira dizendo estarem muito preocupados para o Presidente Bolsonaro não adotar posturas pró Estados Unidos e cuidar e manter as relações ótimas que temos com a China, o maior cliente do país.

A União Europeia quer fechar um acordo com o Mercosul antes da posse de Bolsonaro, que declarou não ser a América do Sul nossa prioridade. O líder chinês Xi Jinping quer importar mais do Brasil, e nessa feira, A China International Import Expo, estão reunidos cerca de 150 mil compradores, além de supermercados e o sucesso mundial de comércio eletrônico, o Alibaba, criado pelo chinês Jack Ma.

Imagem: http://english.mofcom.gov.cn

Estamos presentes com cerca de 200 empresas, o embaixador Caramuru, o Ministro Blairo Maggi, o Jaguaribe, da Apex e o ministro Aloysio, que estão reunidos para essa grande ação de vendas.

O Roberto Betancourt, do Cosag da Fiesp manda notícias entusiasmantes a respeito dessa feira de importadores e já menciona exemplos de como iremos comprar peras da China e vender melões.

O ex-ministro Francisco Turra, também na missão chinesa, mandou a seguinte mensagem para a Jovem Pan: “Não temo pelos discursos do candidato, formado o governo valerá a sua postura. Ninguém será tolo de jogar mercados fora… chineses, islâmicos e muitos outros devem ser tratados como parceiros.“

Então, que nos valha a máxima de Camões, o poeta português que escreveu: “Quem faz o comércio, não faz a guerra“.

Summit Agronegócio Estadão dia 13/nov – Eu recomendo!

O Summit Agronegócio Brasil 2018 é um evento que está sendo realizado e organizado pelo Estadão, e acontecerá no dia 13 de novembro, no Hotel Hilton, em São Paulo.

 Tratará sobre os desafios que devem ser resolvidos desde já para que de fato o Brasil desponte, nas próximas três décadas, como um dos principais, se não o principal, abastecedores de alimentos ao mundo em 2050.

Com apoio da Rede Jovem Pan, o Summit Estadão estará debatendo também tendências e expectativas essenciais para o agronegócio e o novo governo.

Uma das novidades no Summit deste ano são as salas Tech Trends, e já estão confirmados assuntos como as “smart farms“, com Nick Block, da John Deere; Daniel Trento, da Embrapa, trará o programa Pontes para a Inovação.

O Presidente da Comissão Brasileira de Agricultura e Precisão, Márcio Albuquerque, pelo Ministério da Agricultura. O Big Data no agro será outro tema, e a inteligência artificial e a lavoura com Georgia Palermo, general management da Taranis.

Os drones lá estarão com Fabrício Hertz, CEO da Horus Aeronaves; grãos conectados com Pedro Paiva e Fred Marques da Grão Direto, sintetizando a operação agrícola mais eficiente.

Boris Rotter, CEO da AgriConnected fará sua apresentação com a visão da gestão. As demais salas Tech Talk trarão os temas: automatizando as operações barther através de Renato Girotto, CEO da Bart Digital. Um novo jeito de comprar insumos com Guilherme Ferraudo, da Youagro e Beeagro.

O Painel Desafios para o Futuro encerrará o dia com as presenças de Daniel Latorraca, superintendente do Imea, Mateus Mondin (Mundinho), Prof. Dr. de Genética da Esalq-USP, Francisco Jardim, CEO Diretor Executivo da SP Ventures e Richard Zeiger, sócio da MSW, conselheiro da TBIT.

Temas centrais serão debatidos nas plenárias por grandes líderes do agro nacional, como a PL dos agrotóxicos, os desafios do novo governo, protecionismo e perspectivas do setor. Startups também se farão presentes ao longo da programação. Para mais informações e inscrições, acesse: http://estadaosummitagro.com.br/

Eu recomendo.

Os temas debatidos no 2° dia do 3° Congresso das Mulheres do Agro

Nos dias 23 e 24 de outubro aconteceu o 3° Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, com o apoio da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) no Transamerica Expocenter, em São Paulo. Foram dois dias de imersão, apresentação de estudos de casos com inovação e gestão, além de muita convivência para progredir. Participaram cerca de 1.500 mulheres.

No 2° dia do Congresso, Denise Campos de Toledo, jornalista de economia da Jovem Pan coordenou um painel com as especialistas Zeina Latif, Economista Chefe da XP Investimentos, com o tema dos compromissos da sociedade civil organizada.

Tatiana Gil Gomes, Economista do Banco Alfa, que abordou os desafios da economia no próximo mandato. Cristina Mendonça de Barros tratou do cenário da diversidade política versus sociedade civil organizada.

O Presidente do Bradesco, Otávio de Lazari Junuir comentou o engajamento feminino no agronegócio.

As incertezas estão predominantes, e as reformas serão fundamentais e vitais. “Ninguém gosta de reformar o que é seu”, salientou Zeina Latif.

Mas sem as reformas não haverá possibilidade de crescimento, e estamos atrasados.

Cristina Mendonça de Barros fez uma convocação importantíssima para que as mulheres atuem e participem mais ativamente de suas entidades, associações e sindicatos, pois precisaremos muito dessa responsabilidade, independentemente do poder público.

O Congresso trouxe ainda o Diretor Executivo da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Márcio Milan, Que coordenou outra arena, falando do cenário do futuro sob o ponto de vista sociológico; as relações estratégicas e a sociedade do futuro.

Sara Theurich, alemã radicada no Brasil e Associada para a América Latina da GeoEconomia traçou uma visão extraordinária de todos os aspectos que impactarão o alimento nos próximos 20 anos, inclusive o aquecimento global.

O mundo vai precisar de alimento bom, em quantidade e qualidade, mas precisará ser barato, acessível, e isso exigirá a agroindustrialização.

A indústria do alimento tem uma perspectiva imensa nesse futuro pleno de desafios, Assim como o desperdício, que será a outra batalha.

Como será o agro do futuro? Será uma bioeconomia? Água e carbono as chaves? Saúde humana será tudo.

O agronegócio virou sinônimo de saúde humana.

Enquanto ouvimos uma aula de bullying horroroso nas propagandas políticas do país, continua o movimento silencioso da evolução. A evolução é o presente como resultado do futuro, e o mundo não pára pra nos esperar.

Coimma está na lista das 10 mais inovadoras do Brasil pela Revista Forbes

Empresa da lista das 10 mais inovadoras do Brasil pela Revista Forbes esteve no 3° Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio.

Nos dias 23 e 24 de outubro aconteceu o 3° Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, com o apoio da Associação Brasileira do Agronegócio – Abag, no Transamerica Expocenter, em São Paulo.

Foram dois dias de imersão, apresentação de estudos de casos com inovação e gestão, além de muita convivência para progredir. Participaram cerca de 1500 mulheres.

Quero destacar um dos estudos de caso que foi apresentado pela primeira vez sob a metodologia de design innovation com a coordenação técnica do designer italiano Marco Zanini.

Este estudo de caso pertence a uma companhia que acabou de entrar na lista das 10 empresas mais inovadoras do Brasil pela revista Forbes.

Foto: Reprodução da revista Forbes

Trata-se da Coimma, uma tradicional empresa de equipamentos para o setor da pecuária brasileira, que recebeu uma revolução de gestão do neto do fundador, o CEO Paulo Dancieri.

Foto: Reprodução da revista Forbes

A liderança e os fundamentos de gestão levaram a Coimma para uma governança corporativa e com forte foco inovador. Lançou produtos para a gestão automática de fazendas pecuárias.

Os dois últimos lançamentos, o Megatron e outro revolucionário desenvolvido ao lado da Embrapa Pecuária de Corte, se trata de uma balança de passagem batizada de BalPass.

Um sistema que é instalado nos bebedouros, e com os animais já microchipados, ao passarem por ali. seus dados são enviados para uma central, o que permite a administração boi a boi.

Somos o maior exportador mundial de carne bovina e temos uma imensidão de áreas para ganhar em produtividade e qualidade na bovinocultura.

Paulo Dancieri cita que apenas 5% dos pecuaristas brasileiros têm balanças nas fazendas. Imagine só uma atividade que vive do peso e não tem balança para medir.

O estudo de caso apresentado foi o da Fazenda Água Branca, da produtora Lilica Telles de Menezes, onde é desenvolvido o Nelore do Golias, uma genética ótima em produtividade e qualidade da carne.

Ali a tecnologia Coimma é utilizada com a busca de métricas que permitam eficácia nos resultados.

Mas a boa notícia foi que uma empresa brasileira, administrada pelo neto dos fundadores italianos do setor da pecuária, está na lista das 10 empresas mais inovadoras do Brasil pela revista Forbes, estando a Coimma ao lado outras corporações de peso como a Cielo, Vivo, Pepsico e Raizen.

Na pecuária quem não entende de peso, não lucra, e o prejuízo pode ficar pesado.

O Poder 4.0: A cogovernança do Brasil totalmente apartidária

O que o brasileiro mais sente falta no próprio brasileiro?

Ser mais sábio. Eu tive uma conversa muito me impressionou para as posições que tenho assumido perante os internautas e amigos. O ex-Ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, nascido em Bambuí, Minas Gerais, agrônomo formado em Lavras-MG, ganhou o equivalente ao Nobel da Alimentação em 2006, o World Food Prize.

 

Foi Deputado Federal, Senador, Presidente do Banco de Minas Gerais, Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ergueu a Embrapa (quando ministro ainda no governo militar), e foi da Assembléia Constituinte em 1987, 1988.

 

Hoje, Paolinelli preside a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), e ao conversarmos, ele disse:

 

“A democracia é o melhor regime político até hoje inventado, e eu lutei pela democracia ainda nos governos militares. Porém, eu não creio mais em governo”.

 

Esse mesmo sábio, Alysson Paolinelli, me explicou: “Tejon, eu não creio mais na possibilidade de esperar por governo. A democracia não sobrevive sem a efetiva participação da Sociedade Civil Organizada.“

 

A democracia não resiste à omissão, submissão, a ausência ou ao conluio entre as forças empreendedoras e o Estado.

 

Estamos neste momento entre dois extremos a nível da presidência do Brasil, e a frente parlamentar da agropecuária, com 214 parlamentares, através de sua Presidente sul-mato-grossense, a Deputada Tereza Cristina, do Partido Democratas, declarou adesão à Jair Bolsonaro.

 

Sob o ponto de vista do mundo político-partidário, o poder político, não desejo aqui entrar em nenhuma seara deste mundo político-partidário, suas contradições, com uma categoria com muitos membros sendo julgados, outros já condenados e com suas lutas pelo poder.

 

Não desejo discutir a seara das decisões da frente parlamentar da agropecuária ou das táticas político-partidárias; Desejo convocar nestes 3 dias que antecedem as eleições, a sabedoria ouvida de Alysson Paolinelli e perguntar no dia 1 de janeiro de 2019, seja quem for o Presidente no Planalto, qual será o papel das Confederações Nacionais Empresariais.

Fonte: Pixabay

Estaremos aqui cobrando forte e veementemente o papel das estruturas grandes, importantes e representativas dessa sociedade brasileira empreendedora e cooperativista que tem por missão doravante significar não o 4º Poder, mas o novo Poder 4.0. A cogovernança do Brasil totalmente apartidária e reunida na visão estratégica de cadeias econômicas de valor.

 

Não haverá êxito do agronegócio brasileiro no futuro sem a indústria, sem o comércio, o transporte, o setor financeiro, sem o cooperativismo, sem os serviços, a comunicação, a saúde, e lógico, sem a própria agropecuária.

 

O agro é urbano, virou uma agrossociedade, como enfatiza outro brilhante ex-Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

 

As Confederações Nacionais Empresariais precisam jogar juntas para diminuir brutalmente o tamanho do custo do estado brasileiro, e terem um planejamento único e integrado de cadeias econômicas de valor.

 

Que a frente parlamentar da agropecuária faça suas aderências conforme as táticas políticas-partidárias, mas que as Confederações Nacionais Empresariais, que as Federações Estaduais Empresariais e que as Associações Empreendedoras Municipais se reúnam para um projeto brasileiro, federal, estadual e municipal.

 

E que fiquem cada vez mais Brasil e muito menos Brasília. Aliás, assim está escrito no próprio documento de intenções do candidato Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal, ao qual a Frente Parlamentar Agropecuária se integrou.

 

Boa sorte ao Brasil nestas eleições, que os melhores políticos prevaleçam. Mas, por segurança nacional, que saia da Sociedade Civil Organizada uma orquestração emergencial, apartidária.

 

O dia 1 de janeiro de 2019 precisará muito mais disso do que nossos analistas hoje refletem.

O agronegócio do futuro será com uma economia colaborativa

Para não dizer que não começamos pelas cooperativas (um exemplo secular da colaboração) e que no Brasil já significam quase 50% de tudo o que é produzido, com cerca de 1 milhão de produtores rurais cooperados. Vamos agora para o universo total do agro. Entramos na era da economia colaborativa, disruptiva, onde o negócio não é o ter a posse, mas sim ter acesso.

 

Vivemos em uma sociedade de fluxos de informações, com o novo jornalismo, e da mesma forma, passamos a ser o resultado dos fluxos de acessibilidade.

 

Já estamos com as bicicletas compartilhadas nas ruas, o Uber, Airbnb, e agora temos a história de duas amigas francesas chamadas Clemence, que fizeram uma viagem de 47 mil km pelo mundo totalmente colaborativa, chamada de “sharing roots”.

 

De olho no agronegócio. O colaborativo já explode com o compartilhamento de dados dos sensores das máquinas entre si, com os satélites e colocando o ser humano no centro desse sistema colaborativo como um monitor, monitorado, monitorando e gestor, e assim será na meteorologia compartilhada.

Na mecanização da agropecuária ter máquinas para movimento da terra para um produtor é uma posse extravagante, um compartilhamento e um acesso inteligente. Idem para balanças sensoriais de uma Coimma na pecuária, por exemplo.

 

Máquinas operacionais, como pulverizadores, plantadeiras, colheitadeiras, adubadeiras, tratores, sendo compartilhadas através de aluguel, é ótimo para quem já tem o parque instalado, para não deixá-lo ocioso e poder investir aceleradamente na sua inovação, e mesmo com a multiplicação de empresas prestadoras de serviços, compartilhando a inteligência do saber fazer.

 

Por exemplo, a Alluagro, de Uberlândia. É uma dessas pós startups atuando na economia colaborativa, no encontro da oferta com a demanda de equipamentos agropecuários numa plataforma de relações e com inteligência de geo locação.

 

Os distribuidores, as cooperativas do futuro, as tradings, as empresas de seguro, os cerealistas e os produtores: o que serão? Um processo de inteligência compartilhada e colaborativa, onde a sua interdependência significará a possibilidade do sucesso para a independência lucrativa de cada um dos seus membros, e tudo isso com muita velocidade.

 

No transporte, os nossos bravos caminhoneiros, principalmente os autônomos e independentes. O sucesso dessa categoria necessitará, sem dúvida, de uma plataforma colaborativa muito mais e muito acima das recaídas no passado dinossáurico de tabelas de preço mínimo.

 

O novo agro caminha velozmente para uma sociedade colaborativa e também circular. Quem não mudar, não vai rodar.

Independência é vida desde que tenhamos consciência de que somos interdependentes

Independência consciente da interdependência é vida. Caso contrário, pode ser morte.

Fonte: píxabay.com

“Independência ou Morte!”, gritou D. Pedro I nas margens do Rio Ipiranga vindo de Santos, onde de fato foi decidida a independência do Brasil da corte portuguesa.

E neste 7 de setembro falo aqui de Santos, onde observo dezenas de navios parados no largo aguardando para entrarem no maior porto da América Latina e o principal do agronegócio brasileiro.

E sem dúvida, ali parados, esses navios estão pagando o demurrage..

Mas aqui de Santos, no sudeste, o mar camarada, e no lado oeste, o interior companheiro. Olhando para os caminhões – e os caminhoneiros que são legítimos trabalhadores honrados brasileiros – lá está estampada a conta do aumento do custo do transporte.

 

A CNA diz que cresceu 204% com ida e volta, num frete de Sorriso, Mato Grosso, para o Porto de Santos. A CNI a disse: “Vamos esperar uma decisão célere da justiça” e outra entidade, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), explicou através do presidente Sérgio Mendes: “Não tem como produtor e exportador absorverem isso“.

Mais uma entidade, a Abiove, de óleos vegetais, com André Nassar como presidente exclamou: “A correção da tabela de preços passou por cima de questões técnicas e jurídicas, foi política, tememos que esse comportamento do governo se torne padrão“.

Enquanto as entidades gritam, parece que há uma lei universal ainda não deglutida pelas lideranças empresariais brasileiras: toda grande independência será totalmente dependente da união e da cooperação entre os membros que formam um sistema.

Isso significa agronegócio, um sistema interdependente. Ou seja, fora da negociação, dos contratos e da orquestração das cadeias produtivas, a independência de cada um dos seus elos, vira de fato morte, e não vida.

Pelo lado dos caminhoneiros, o presidente dos Autônomos de Cargas de Ponta Grossa, Neori Leobet afirmou: “O reajuste da tabela de preços é o que precisava ser feito“.

Outro líder dos caminhoneiros, Wallace Landim, disse que vai ter manifestação dia 12 de setembro, em frente à ANTT pressionando para que haja fiscalização sobre o tabelamento.

O que aprendemos com a lição da independência ou morte? Que a independência de um sistema, de uma nação, é totalmente dependente de sua organização interna.

Enquanto as confederações e as associações patronais não conversam entre elas mesmas, e enquanto não se define um líder para o comitê de crise dos fretes, e da mesma forma, enquanto isso não ocorre no lado dos caminhoneiros autônomos, ficam todos esperando pela decisão do Sr. juiz Luiz Fux, do STF, que disse: “Todas as decisões sobre a tabela do frete estão suspensas até que haja uma decisão sobre a constitucionalidade da medida”.

Enquanto isso, a morte, o lado malvado da independência sangra a todos os elos de sua corrente.

Semana da pátria. Semana de saber que independência é vida desde que tenhamos consciência de que somos todos interdependentes, caso contrário, pode ser morte. Viva o Brasil.

Em breve teremos um novo presidente da Embrapa

Teremos em breve um novo presidente da Embrapa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, organização com uma história e importância gigantesca no agro nacional.

Enquanto o processo sucessório é encaminhado com 16 candidatos, notícias muito boas recebo da Embrapa. Acabou de ser fechada uma parceria com a empresa suíça CEPTIS para rastreabilidade segura de produtos agropecuários.

Já estamos num mundo onde os consumidores de alimentos desejam segurança. Qualidade significa segurança alimentar. Ou seja, o zelo e a integridade do processo da origem, lá do campo até a mesa do cidadão.

Esse processo do acordo da Embrapa com a CEPTIS se trata de um modelo blockchain, ou seja, como se fosse um sistema lacrado, inviolável e que assegura a efetiva rastreabilidade daquele fim específico. Neste mês um projeto piloto está sendo preparado com uma área de soja convencional.

Fonte: pixabay.com

Imagine o futuro breve, onde deveremos ter não apenas um campo de uma lavoura de soja, mas múltiplos campos com fins diferentes entre si, não apenas de uma área convencional ou outra de edição gênica, mas para mais especificidades dentro de um grão de soja que seja voltado para um processamento industrial ou para um consumo de snacks, ou ainda para algum objetivo na ração de pets.

Não haverá apenas uma soja ou um milho, mas dezenas, e cada um desses campos exigirá rastreabilidade segura de ponta a ponta.

A agregação de valor já nasce no campo, não significa mais somente processamento industrial.

Como os produtores rurais são percebidos pelo consumidor brasileiro?

A FIESP e CIESP atualizaram a pesquisa Food Trends 2020 – “A mesa dos brasileiros – Transformações, Confirmações e Contradições” e constataram o seguinte: a cidade adora os produtores rurais!

Em 1° lugar: conveniência e praticidade, com 34%. Confiabilidade e qualidade: 23%. Sensorialidade e prazer: 23%. Saudabilidade e bem-estar mais sustentabilidade e ética: 21%.

Foram esses os grandes grupos que aparecem na população. Mas, chegou a crise econômica e passaram-se dois anos de queda do PIB. Então, o que mudou?

Com a chegada da crise, o fator “buscar o alimento mais barato” entrou após a a escolha da marca. A marca continua em 1° lugar. O consumidor pretende manter os mesmos hábitos, mas procurou a marca mas mais barata, e vai se manter assim.

A busca por alimentos com desconto cresceu, as redes sociais cresceram, assim como a mídia de pesquisa. Mas cuidado: preços baixos demais geram desconfiança.

Agora aqui vai a grande notícia, e espero que as lideranças do setor mudem o discurso ao falar que a cidade não gosta deles. A imagem dos produtores rurais é majoritariamente positiva, com 72%, e o agronegócio idem, com 62%, acima da indústria e das empresas de alimentos.

Para a indústria de alimentação é bom estar associada a origem dos produtores rurais. Contradições existem. Consumidores declaram preferir alimentação saudável, mas ao mesmo tempo, sentem a sensação de comerem demais.

Os alimentos mais gotosos são os mais preferidos, e comida significa prazer. Já a alimentação significa a regra, a dieta, a nutrição. Então, veja se você pensa da mesma forma ao ver esta expressão: “me alimento bem na semana para comer bem no final de semana”.

Salve as nossas contradições humanas.

Produtores rurais majoritariamente bem vistos pela população urbana, e da mesma forma, o agronegócio. O mundo mudou, o Brasil também.

O poder empreendedor precisa governar o Brasil

O empreendedorismo foi recentemente tema do Seminário Mitos e Fatos da rede Jovem Pan, e dentre os subtemas, havia um com o título: “Por que a livre iniciativa é o caminho para uma sociedade mais próspera?”.

Hoje, no Brasil, o setor mais próspero é o agronegócio. Mas, o que vem a ser o agronegócio?

Uma conjugação de construção de valores a partir da agropecuária, no caso brasileiro, tropical, só foi possível graças ao empreendedorismo.

O agronegócio brasileiro é o resultado do empreendedorismo, e leia-se nesse empreendedorismo pessoas no setor da pesquisa, ciência, e educação. Por exemplo, temos a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) dentre as 4 melhores instituições educadoras de ciências agrárias do mundo, o empreendedorismo brasileiro criou riqueza onde não havia nada, e fomos para o Brasil central, para as novas fronteiras com recursos humanos de muita coragem e ousadia. Basta olhar para o próprio Ministro da Agricultura Blairo Maggi, e ver a história do seu pai, e ali o veremos jovem num vídeo dizendo que podemos fazer o Brasil e que não dependemos de Brasília.

O empreendedorismo no cooperativismo do Brasil criou agroindústrias com sustentabilidade intensiva, e agora nas campanhas políticas temos um festival de besteiras que assolam o país, uma reedição do Febeapá, do eterno Stanislaw Ponte Preta.

Tem candidato falando que vai quebrar o cartel dos bancos e vai chamar a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil como se fossem os bancos os culpados pelos desvarios dos gastos do governo.

Bastaria olhar países como a Alemanha, por exemplo, e ver que se desejamos colocar forças de mercado competindo com os bancos, isso significa o cooperativismo de crédito, que ainda é pequeno no Brasil, mas forte em áreas do interior… e crescendo a dois dígitos. Empreendedorismo de base no setor financeiro é o cooperativismo bancário.

Da mesma forma, existem ideias tontas e legítimas besteiras que assolam o país em propostas como tributar a exportação de produtos da agropecuária, como se isso fosse permitir que nossa indústria progredisse, outra imbecilidade que pode destruir o que progride.

O empreendedorismo com o cooperativismo tem sido uma realidade concreta que explica o progresso do agronegócio brasileiro, e o que falta mesmo em toda essa discussão política é uma convocação, uma chamada para o papel da sociedade responsável empreendedora, que deveria estar organizada e reunida, minimamente via as suas confederações nacionais empresariais, num foro de emergência de crise, pois o que vivemos no plano do país para o próximo governo exige uma central de crise, e essa lucidez não sairá das disputas e dos partidos políticos e muito menos como resultado das eleições.

Está na hora dos empreendedores e de suas entidades aparecerem para o jogo.

Agronegócio, um exemplo vivo do empreendedorismo e cooperativismo, muito além do político partidarismo.