Ou jogamos juntos e vencemos, ou isolados, todos perdemos no campo do agronegócio

 

Perdemos no campo do futebol, mas futebol é jogo. Uma bola entra, ou não entra, existe o imponderável: sorte e azar.

O Brasil não pode perder no outro campo, o campo do agronegócio… mas estamos perdendo, perdendo valor na crise de mega empresas como a BRF e a JBS, campeões mundiais desvalorizados.

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Crise do frango um grande incômodo

E lá vamos nós para mais uma crise da carne, agora do frango.

 

frango assado

Algo chama atenção, a crise ocorre na indústria, no frigorífico, e quem cuida da bronca é o ministro da agricultura Blairo Maggi.

Enquanto Marcos Jorge de lima, o ministro da indústria e comércio não aparece.

 

Então o avicultor vai pagar o pato, ou melhor a salmonela do frango.

Não podemos alegar que a concorrência internacional nos quer mal, pois claro, óbvio, a concorrência nos odeia e sim, nos quer mal.

Mas vale a questão se o maior traidor ou concorrente não está aqui do lado de dentro, na gestão, e no não cumprimento dos exigentes rigores para ter um mercado como o europeu.

Que, claro não nos quer bem, pois aprendemos a produzir com qualidade e custo imbatíveis, mas, precisa ser olímpico, perfeito, impecável.

Assim para sempre será.
Cabe às organizações da sociedade civil organizada desenvolverem auto regulamentação, código de ética, auto vigilância e fiscalização.

Pois um, apenas um que não segue os padrões de conformidade estabelecidas, destrói a todos os outros que fazem corretamente.

Agora na BRF chamaram Pedro Parente para presidir o conselho.

Saímos do Sul e vamos para a Amazônia, estou no Estado do Pará, existe um Pará ilegal.

Com mais registros de terras do que terras físicas para entregar, e a insegurança jurídica gera um lado do Pará ilegal.

Mas tem um novo Para, cooperativas e empresas que trabalham dentro do mais alto rigor da lei.

A logística vai pelo Pará, e o meio ambiente é uma das maiores preocupações do paraense, a pecuária, o cacau hoje maior no Para do que na Bahia, frutas, e a palma, o dendê, onde a melhor do mundo hoje está no Pará.

O futuro do agronegócio brasileiro será do tamanho da inteligência dos seus líderes em serem éticos, sustentáveis, e agirem 100% dentro da lei.

A legalidade e a conformidade com os clientes e consumidores finais, e a justiça e relações corretas de cada cadeia produtiva é o segredo desse nosso futuro.

Na Amazônia brasileira, precisamos da lei, da vitória de um PARÁ LEGAL, acima do ilegal.

No agro como um todo, e no caso do frango, que entra numa nova crise, precisamos da responsabilidade dos líderes da cadeia produtiva.

Cabe a quem comanda a cadeia, zelar por ela e a representar como ninguém.

Que os avicultores brasileiros não paguem mais esse pato a culpa não é deles.

E você jovem brasileiro, o que estudar?

O agronegócio permite uma carreira sensacional.

 

Além dos cursos mais clássicos, como agronomia, veterinária, zootécnica, ou mesmo administração e economia, preciso registrar e incentivar ao estudo de um conhecimento que significará todo o futuro dos alimentos, da agroindústria, da nova agropecuária, do moderno produtor e produtora rural.

Se trata do Big data no agronegócio, e mecanização da agricultura de precisão.

É um curso superior de tecnologia do big data, e o outro de mecanização de agricultura de precisão voltado ao agronegócio.

O mercado de trabalho do agro se expande e passa a incluir empresas de tecnologia da informação, da agrometeorologia.

E o assunto da agricultura com mecanização de precisão, estão presentes nas corporações globais, distribuidores, revendedores e cooperativas do agronegócio.

Portanto, estudar big data no agronegócio e mecanização de agricultura de precisão é algo novo, não existem profissionais ainda para uma carreira de acelerada demanda em pouquíssimo tempo.

Fatec Pompeia

 

 

 

 

 

 

 

 

As inscrições para o vestibular da Big data no agronegócio e mecanização de agricultura de precisão estão abertas na Fatec Shunji Nishimura, da cidade de Pompeia no estado de São Paulo.

Ali, o Sr. Shunji Nishimura, fundador da jacto, deixou um legado, a sua fundação.

E com ela, reunida a Fatec, um lugar onde o ensino mais moderno, um local que passa a ser o Silicon Valley da mecanização de agricultura de precisão do país.

O jovem pode ter acesso a 3 anos de uma das melhores faculdades gratuitas do país e a única também com especialização em big data do agronegócio.

As inscrições ocorrem de 8 de maio a 8 de junho.

E as informações estão no site www.vestibularfatec.com.br
E pelo telefone (14) 3452-1294

Hora de vestibular para mecanização de agricultura de precisão e data base do agronegócio.

Airbnb no Salão Internacional de Agricultura em Paris

Da França direto pra Jovem Pan, para os meus leitores do blog Cabeça de Líder.

No Salão Internacional de Agricultura, em Paris, você encontra o mundo sob o tema central deste ano: “A agricultura, uma aventura coletiva”. São mais de mil expositores no Parque de Exposições da Porta de Versalles.

 

O foco é valorizar o trabalho coletivo como chave do setor. São seis gigantescos pavilhões divididos por assuntos, como o pavilhão de carnes, outro dedicado a cavalos e também a produtos culturais do campo, onde a jardinagem e o mundo vegetal se faz presente. Há um terceiro pavilhão com comidas e bebidas, e ali está presente a televisão francesa sendo transmitida ao vivo.

No 4° pavilhão, da agricultura de precisão, vi o recrutamento de jovens e o meio ambiente high tech. No quinto pavilhão uma mostra dos produtos de vários países do mundo, onde a Costa do Marfim apresentava o melhor stand falando de sua política de preservação das florestas, e Marrocos mandava ver num samba do Brasil, uma tímida participação apenas com a caipirinha e o nobre capim dourado.

Sem dúvida e com todo respeito, o Brasil faltou neste show.

E por último um pavilhão dedicado a cães e gatos.

 

Algumas coisas surpreendem. Você não imaginaria ver o Airbnb num evento da agricultura, imaginaria? Pois ali estava, com um grandioso stand. E qual a ideia do Airbnb estar num evento rural? Promover o turismo rural.

Airbnb está presente no Salão Internacional de Agricultura 2018, em Paris.

O Airbnb na França já conta com mais de 6 mil agricultores cadastrados. Oferecerem sua propriedade para o turismo agrícola. O que significa ganhar uma renda adicional, mostrar e promover a sua atividade agrícola e conhecer pessoas do mundo inteiro.

 

Por que 80% dos CEOs não confiam nos diretores de marketing?

Uma pesquisa publicada na revista Harvard Business Review (edição de novembro de 2017) aborda a alta rotatividade dos CMOs (Chief Marketing Officer) e acrescenta estarem os presidentes das companhias com baixa confiança ou insatisfeitos com seus profissionais de marketing.

 

A pesquisa apontou que mais de 40% desses profissionais ficam em suas cadeiras até dois anos, e 57% até três anos.

 

Distintas descrições para o mesmo cargo aparecem e podem significar um dos problemas pela não clareza das missões, das responsabilidades e consequentemente com a ausência de métricas ajustadas a uma avaliação meritocrática.

 

Apenas 23% das descrições do cargo encontrados no estudo posicionam ter o diretor de marketing responsabilidade pelo P&L (Profit and Loss Statement) é o demonstrativo de lucros e perdas de uma empresa e traz suas receitas, custos e despesas), na amplitude total da organização. Adiciona preparar estratégia, supervisão de vendas, inovação, design, distribuição, pricing e comunicação.

 

46% dos textos colocam responsabilidade pela comercialização, realizando isso através da comunicação de marketing, publicidade, conteúdo digital, mídias sociais, promoção e eventos; 31% tem uma descrição com foco na responsabilidade pela estratégia. Deve criar uma estratégia de crescimento responsável pela inovação, insight e avaliação de clientes, com design do produto.

 

O estudo conclui também que os dirigentes de marketing “não têm autoridade suficiente para fazer o que deles é esperado“. Os pesquisadores Kimberly A. Whitler (ex-CEO e hoje professora da Darden School of Business da University of Virginia) e Neil Morgan (professor de marketing da Indiana University), ao estudarem profundamente o assunto têm hoje uma fortíssima crença de que o grande drama que envolve a categoria dos profissionais de marketing nos Estados Unidos está no “modelo falho da função“.

 

Identificaram também não existir já resposta clara para uma pergunta: “O que faz um CMO?“

Existe ainda uma grande incompatibilidade de expectativas entre os candidatos não alinhados com as responsabilidades e métricas de desempenho. Seria como se num time de futebol contratasse um comandante de ataque e também esperássemos que fosse um goleiro, ou melhor, um “coringa“ para todas as posições.

As recomendações dos pesquisadores cobrem quatro procedimentos críticos para o sucesso:

1º: defina a função;

2º: alinhe responsabilidades com o escopo da função;

3°: alinhe métricas com expectativas;

4º: procure candidatos com o perfil correto.

Pensar profundamente antes de contratar faz parte do segredo do sucesso. Isso vale também para o candidato. Neste estudo, os autores adicionam outras poucas regras essenciais:

Que resultados você espera desse diretor de marketing dentro das realidades atuais enfrentadas pela empresa?

Que responsabilidade funcional é necessária para assimilar essa visão a respeito da função?

Como medir o sucesso?

Que habilidades e experiências são exigidas?

 

Como estaria essa questão no Brasil?

Estariam os nossos presidentes, diretores executivos, CEOs em qual grau de proporção satisfeitos, insatisfeitos ou sem “nada a declarar“ sobre essa questão?

E mais: qual a visão dos pares, o CIO, o CFO, CSO (sustentabilidade), o industrial, a área legal e compliance? Qual a opinião dos clientes B2B, principalmente, sentindo os impactos das decisões mercadológicas tomadas pela organização? O que pensam os veículos de comunicação, os jornalistas, e os stakeholders mais próximos com capacidade de oferecer opiniões sobre este complexo de marketing?

 

Talvez, um ingrediente não avaliado pelos pesquisadores deste estudo possa estar na competência necessária para liderar angulações tão subjetivas como marketing enfrenta, adicionando um talento corajoso, ousado e quem sabe, hoje em dia mais fundamental do que nunca: saber vender para dentro primeiro o que a empresa precisará vender para fora. E claro, romper uma expressão clássica nas escolas de marketing, a de que “existimos para atender necessidades e desejos de clientes“.

 

Isso foi passado, se é que algum dia foi. Não existimos para atender, existimos para inspirar e revelar aos clientes e consumidores o que eles não sabem que poderiam ter, e ao descobrir, se desmanchem em comoções.

 

 

Prof. Dr. José Luiz Tejon

Sócio diretor da Biomarketing

Esperar pelo próximo presidente é como acreditar que o cavalo de Troia era um presente dos gregos

Até quando a “Marcha da insensatez” (livro Extraordinário escrito por Bárbara Tuchman) continuará nublando, enganando e traindo a sociedade brasileira?

Existe um Brasil lúcido, sensato. Ele apenas não se manifesta, não se articula e talvez esteja ainda dominado por uma tenra infância de crianças disputando a manifestação de seus egos.

O Brasil não pode esperar pelo processo político, pela absurda incerteza de acreditar que o novo presidente venha de qual facção vier, conseguiria dar o salto histórico para o país não se ver mergulhado nas trevas da ausência de consciência, dos seus próximos 20 anos.

Nada será como antes. Agora seremos exigidos na educação, nas lutas competitivas, no poder da cooperação, na ciência, no comércio e seremos obrigados a forjar uma nação, uma pátria, uma república, ou então iremos agonizar no império da revolução dos bichos de George Orwell. Superação é o dever.

Superação como prefere Makiguti significará “criar valor a partir da sua própria vida, sob quaisquer circunstâncias. E valor quer dizer o bem, o benefício e o belo. “Só teremos superação com os fundamentos superantes da coragem, da confiança, da cooperação, da criação, da consciência, da conquista, da correção e da definição de um caráter de país.

 

Quem educa supera e faz superar. E quem tem o dever de não ficar mais esperando pelo entrópico processo político e sua relação mortífera com parte do empresariado, que desprovido de valores se locupletou como nunca dantes na corrupção, desmascarada pelos também inesperados e disruptivos jovens das lava jatos tropicais, esse dever cabe a nós. Cabe a sociedade civil organizada, cabe ao ponto mais precioso  da superação, assumir o protagonismo e abandonar a vitimização. Quem são os piores líderes para fracassarem nesse desafio? Aquele que se vitimiza, dessa forma, espante e enxote qualquer um que traga uma retórica vitimizadora e de vitimização. Quem pode nos levar a essa disruptiva fase mutante, não insensata?

 

Os brasileiros que trabalham, sensatos e representantes de um Brasil que aos trancos e barrancos se mantém entre as 10 maiores economias do mundo,  que está na lista mundial de países livres, que conseguiu liderar em diversos segmentos econômicos e tecnológicos, como o próprio agronegócio,  exemplificam um país formado de sofridos e pobres imigrantes de todos os cantos, com escravos e excluídos do planeta, assim como foram meus pais, meus avós, meus bisavós.

 

Precisamos convocar, sim, as estruturas formais e já organizadas da sociedade civil organizada. Para superar precisamos de liderança democrática e de entidades que aí estão, até agora caladas, escondidas deste momento de tão magnânima dimensão.Convoco as organizações empresariais nacionais, as confederações empresariais que reunidas representam todo o produto interno bruto do país. As 12 CN’s. Convoco as representações religiosas, a OAB, educadores, trabalhadores, estudantes e militares. Os colegas jornalistas e a mídia.

 

Só há uma regra de ouro para criarmos uma proposta de projeto brasileiro de governança, ao lado ou à parte do sistema político partidário isoladamente que, sem duvida, por ele só, nos conduzirá inexoravelmente ao cavalo de Tróia, um presente de grego, seja quem for o presidente oculto na sua barriga equina. Nenhuma entidade, organizada, pode ter qualquer vínculo ou elo com partidos políticos. A contaminação político partidária condena a representação da sociedade civil organizada a uma guerra de loucos, onde enganos e traições, vozes tumulares de ideologias passadas nos condenariam ao fracasso antes da partida. A ideologia do passado já morreu. Que venha, se precisar, a ideologia do futuro. Ela não se encontra nos baús enterrados nas suas tumbas.

O Brasil precisa superar, ultrapassar e ir muito além de ficar esperando por um processo político ou num debate pautado pela loucura entre este nome, ou aquele nome, como se fosse possível e aceitável esperar pelo que não virá, e que já faleceu na esquina próxima passada da história recente. O populismo é o veneno do futuro. O mornalismo, das normalidades mornas, a anestesia da ação. Não se enfrenta o populismo somente com o sonho democrático do voto. Precisa de mais, muito mais. Sem ajuda das organizações sensatas e estruturaras, o voto não fará milagre. Até porque milagres estão num campo de dimensões elevadas, e não seria justo esperar por eles. A Deus o que é de Deus e ao brasileiro o que é o dever de cada brasileiro.

Quem sofre mais: belos e belas ou feios e feias?

Quem paga maiores preços perante os espelhos de si mesmos ou nos reflexos das sociedades?

Catherine Deneuve, “La Belle De Jour“ ou “A Bela Da Tarde”, hipnotizadora e belíssima do cinema foi amaldiçoada por ter sido mal interpretada sob essa tsunami de assédios hollywoodianos ao ponderar de que os homens poderiam sim ter uma postura ativa na conquista das mulheres (coisas da moda antiga), mas a turma toda logo associou imaginar que a bela da França estaria autorizando o vil assédio. Catherine se desculpou para aquelas pessoas vítimas da coisa, e enfatizou: “Só me desculpo para essas pessoas…”.

Então, a bela e o belo pagam preços para adentrar no mercado da fama? Sim ou não? E mesmo fora do mercado da fama?

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Uma viagem através dos meus professores

magine contar a sua vida através dos seus professores. Volte no tempo e sinta o construir de si mesmo, a cada mestre inesquecível. Vamos viajar juntos, uma viagem através dos meus professores. A descoberta ao final é simplesmente surpreendente e impossível não chorar, logo em seguida sorrir, e transbordar de felicidade.

Nossa vida, nossos professores. Era uma vez a escolinha Nossa Senhora de Lourdes, anexa à Santa Casa de Santos. Ali tudo começou.


No jardim da infância, dona Silvia foi em casa e me elogiou muito. Meses depois, dona Silvia foi em casa e na frente dos meus pais me corrigiu muito.  Aprendi que aquele que te admira, também deve te corrigir.  Professora Judith me levou para o 2º ano do primário. Eu tinha feito o 1º ano numa escola especial da Santa Casa de Santos e a professora Judith, a diretora da escola municipal, achava que eu precisaria repetir o 1º ano. Fez um teste.  Me deu um livro para ler. Na sua frente e na frente da minha mãe que não sabia ler. Eu li e dona Judith me colocou no 2º ano do Colégio Olavo Bilac, em Santos. Que felicidade estava minha mãe.

Dona Ruth me fez aprender a tabuada com algumas reguadas. Foram poucas. Estalavam mais do que doíam. Dona Ruth era justa e democrática (“8×4? = 32”). Perfeito. “4×8? = 28”. Reguada! 32, corrigia e explicava que a ordem dos fatores não altera o produto. “Estude mais!”.

Professora Maria José, notas baixas. Ia repetir de ano. Chamou minha mãe e a obrigou a me colocar com uma professora particular. Lá fui, e isso pago com muito tricot que Dona Rosa, minha mãe adotiva, fazia para pagar a dona Cecília, minha professora particular. Tirei o diploma do primário entre os 20 melhores alunos do colégio Olavo Bilac. Tenho a foto, com medalha no peito e tudo, e a professora Maria José me entregando o diploma.

 

Ah, e as paixões? Dona Gilda, a mais linda e bela mulher do planeta. Que paixão! No meu 5º ano. Aprendi ali o que significa cair em profunda paixão, platônica. Claro, tudo em restrito segredo. Professor Marcelo, me deixou tocar na fanfarra do Colégio Canadá. Em Santos, era considerado um dos melhores do país. Também só consegui entrar nesse colégio pelo gigantesco esforço de minha mãe, nas filas da madrugada, e também porque o professor Santoro, o diretor, acho que ficou com pena de mim, e daquela Santa mãe, e me deu uma vaga.

 

Professora Angélica, me educou na biologia. Professora Maria Fonseca em história. Na matemática, que loucura, era o padre Adauto, jogava o apagador em alunos mal comportados. Dava broncas em alto e bom som. Aprendi que a diversidade humana não significa apenas cor, raça, credos, mas também saber olhar para os distintos em inteligência emocional. Marcante e eterno padre Adauto. Professor Solon, me fazia pensar em francês, e dona Maria Luiza, por meio das aulas com teatro de fantoches irrigou minha imaginação para sempre, muito além de ensinar português.

Meus professores, educadores, meus amores. Educadores não são somente os professores. São todas as pessoas que nos educam. Vovó Justina me dava um livro para ler todos os meses. Meu tio Joaquim me ensinava o que era um homem de caráter. Meu pai adotivo, Antônio, me queria corajoso e forte e me educava a jamais vir a ser uma vítima. Tia Geralda no hospital me fez enxergar a mim mesmo, e meus talentos que afloravam numa enfermaria de um hospital público de São Paulo, o Brigadeiro. Dona Helena me ensinou violão e muito mais, me deu saúde mental. Mas que sensação de gigantesca felicidade voltar no tempo e viajar através dos meus professores.

No cursinho, professora Sandra me admirava, dizia que eu ia ser um grande cara. Também me apaixonei por ela, mas nunca disse nada. Professor Mário, o mais engraçado e show man numa sala de aula. Aprendi com prof. Mário que nem só de conteúdo vive a aprendizagem. A forma, a criatividade, pode muitas vezes ser tudo, ou quase tudo, para abrir as janelas da nossa vontade e motivação interna. Professor Ricardo Ramos, filho do gigante escritor Graciliano Ramos. Aprendi com ele que podemos vir a gostar muito de uma matéria, não pela matéria em si, mas pela admiração que temos no professor.

Professor Torquato, um jornalista famoso que gostava de dedicar suas noites na faculdade ensinando . Aprendi que verdadeiros gênios tem a alma doadora, e com isso garantem perpetuidade na genialidade. Meus professores sempre estiveram comigo, e novos professores sempre estão comigo. Em Harvard o professor Ray Goldberg, que fascínio pela entrega da profundidade no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Que gigantesca admiração por Nicholas Negroponte e Umberto Eco. A síntese de explosões do profundo do profundo. No Insead o contato e a descoberta de que existem educadores que uma vez colocados em contato com nossa alma, jamais nos abandonarão. Professor Ketz de Vries. Existem ensinamentos para o momento. E ensinamentos que nos aceleram todo o tempo. E o maior educador do mundo é aquele que fica invisível, e está sempre presente na invisibilidade automática das nossas escolhas e decisões.

Na hora do mestrado, que elevação mergulhar no método Stanislavski com Hamilton Saraiva, ter o apoio para fazer diferente do professor Bairon, e a disruptura da diversidade com professor Stori, Mackenzistas com quem aprendi como o mundo dos negócios fica melhor amalgamado com a arte, a cultura e a educação. Viajar com meus professores! Portanto, amá-los. Fico sempre numa busca permanente de mais professores.
Muitas vezes não são aqueles que dão aulas formais para você. Mas professores com quem convivemos. Lógico também virei um professor. Mas aprendi imensamente com colegas professores. Dr. amigo Marcos Cobra da FGV. Professor Decio do Pensa USP. Professor Nussio da Esalq, professor Roque. Quantas aulas no simples conviver. Professor Menten do Conselho Científico do Agrossustentável. O mestre Francisco Gracioso que me fez escrever o meu primeiro livro, na ESPM.

Mas como o bom aluno, para sempre um aluno deseja ser, lá fui ao doutorado. E de novo, a doutora professora Lissette, do Uruguai, UDE. Nem pensar que seu papel foi o de transmitir uma matéria. Nem pensar que seu papel foi o de conquistar bons humores e motivos para ser bom aluno. Seu papel foi o de inspirar para muito além. Professora Lissette me inspirou a uma jornada inimaginável. De certa forma me levou a um desafio íntimo. Me trouxe a expectativa de um legado. Uma proposta de tese única, e que talvez, apenas pessoas que tenham vivido com experiências como a minha (assista o filme Extraordinário, em cartaz, e você verá algo similar), retratado nos meus livros “O Voo do Cisne” e “Guerreiros não nascem prontos” (capitulo 14), talvez somente tendo sido um laboratório de aprendizagens superantes em si mesmo, pudesse aceitar o desafio da professora doutora Lissette: a pedagogia da superação.

Ao viajar através dos meus professores, viajo sobre mim, e me revejo. E me reestudo. E me apaixono por aprender. Mas admito e sei que nada seríamos sós. Vejo nessa jornada de vida, como se fosse uma autoestrada. Placas sinalizadoras e ali segurando cada uma delas um professor. Vejo postos para recarregar o combustível e ali professoras e professores atendendo e servindo. Vejo os hotéis e pousadas para o descanso e ali as reflexões dos ensinamentos da vida e os sonhos inspirados pelos mestres, seus livros e nossos diálogos em classe. Também tem os pedágios e as infrações. E bendito seja o mestre que aprende a nos corrigir, sem medo e com carinho, mas corrigir. Na autoestrada da vida, por momentos, paramos num resort gostoso, agradável, com piscinas aquecidas, e sentimos a vontade de não mais voltar pra estrada. Mas surge de novo um professor que nos revela o prazer infinito que é o descobrir, o novo porvir, e que viver significa jamais parar. Voltamos pro carro, nos despedimos e partimos, pois a jornada da vida é interminável e pra sempre será.

E agora, nas curvas paralelas que somente se encontrarão um dia no mesmo infinito, vejo que piloto um gigantesco ônibus, imenso. E dentro dele comigo estão viajantes que me acompanham desde a primeira infância. Sentados nas poltronas, conversando, debatendo e vivendo, ali estão todos os meus professores, os amigos, as professoras, tias, donas, e também aquelas minhas paixões platônicas. Do jardim da infância ao doutorado, não sou um só. Sou a somatória de retalhos e pedaços dos meus educadores. E hoje me sinto guiado. Dirijo o ônibus na autoestrada infinita da vida, mas alguém está na minha direção. Quem? Vocês, meus professores. E quando surge o inesperado. O incerto da vida, o acaso? Eu sei que vocês irão me proteger. Mas se pudesse voltar no tempo e viver de novo essa nossa viagem, o que eu faria diferente? Simples essa pergunta, simples a resposta: “se eu pudesse voltar no tempo e viver tudo de novo eu só faria uma coisa diferente – prestaria muito mais atenção”. Então o que posso fazer daqui pra frente na vida que ainda tenho para viver, até quando não sei, pois esse mistério cabe ao educador maior do universo estabelecer? Eu vou prestar muito mais atenção, e admirar muito mais a toda professora, todo professor do mundo, pois eu sei que ali está e ali vai um mestre de todos os mestres, aqueles que nos ensinam a dignidade do viver.

Feliz 2018 educadores, professoras e professores. Boa viagem para todos nós.

Quatro pontos para uma Sociedade Civil Organizada

Sociedade Civil Organizada: os quatro pontos para chegarmos a uma síntese:

1° ponto: Onde o agronegócio progride e cresce a qualidade de vida. O PIB per capita de Correntina, no oeste da Bahia, era de quatro mil, duzentos e sessenta e sete reais no ano 2000. Em 2015, foi para trinta e nove mil e trinta e quatro reais.

São Desidério, outra cidade do oeste baiano, em 2000 o PIB per capita registrava quatro mil duzentos e setenta e seis reais, e passou em 2015 para oitenta e três mil, duzentos e trinta e quatro reais.

Temos uma realidade em todo interior brasileiro, acentuado positivamente onde cooperativas bem lideradas estão presentes. Isso é fato, e não mito.

 

2° ponto: Tiago Muniz, jornalista da Rede Jovem Pan, entrevistou o presidente reeleito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, João Martins, semana passada, com a presença do presidente Michel Temer, em Brasília, e mostrou na fala do Sr. João Martins, uma queixa contra ativistas que atacam o agronegócio. Tiago Muniz ainda ressaltou que nesse discurso o presidente reeleito da CNA não declarou quem são e quais forças seriam essas.

 

Ou seja, organizações fortes e poderosas, como a própria CNA, se consideram vítimas perante fatos concretos da importância do agro no país, cuja população reconhece hoje seu fundamental valor.

Está na hora de saber orquestrar a comunicação, pois a realidade é resultado de percepção, e parar de pôr a culpa nos outros…

3° ponto: Vera Magalhães, outra colunista da Rede Jovem Pan escreveu para o Jornal O Estado de S. Paulo:

“O adiamento da votação da reforma da previdência não mostra só a impossibilidade de o atual congresso desempenhar um papel minimamente responsável…”.

 

O mais assustador é a completa falta de cálculo político, com isso se explica que a história comprova, serem mais reeleitos os que votam em reformas do que aqueles que não votam em reformas. Portanto, são burros ao protelar fazer agora o que precisa ser feito já…

4º ponto: Manuel Castells, estudioso e o profeta das redes, numa entrevista para o jornal O Valor disse: “Entre 60% e 75% dos cidadãos das democracias ocidentais não acreditam que os partidos políticos os representem legitimamente”, e adiciona: “… em situações extremas, como a do Brasil, precisaria de algo que venha da sociedade e não do sistema político, deslegitimado”.

Qual a conclusão e a síntese? Simples…

 

Entidades como a CNA precisam parar de chorar e aprender a se comunicar com a sociedade de forma muito mais consistente, permanente e inteligente, e claro, precisam trazer ao seu lado a Confederação Nacional da Indústria – CNI, a do Comércio, de Finanças,  das Cooperativas e sete as demais.

Sabemos que são doze Confederações Nacionais Empresariais que representam todo o PIB do país, não o governo… são 12 órgãos estruturados da Sociedade Civil Organizada.

Perante as evidências, por quê não se unem para um projeto brasileiro? O agronegócio envolve a todas as doze Confederações Empresariais. Está na hora de assumir a profecia de Manuel Castells. Que nos valha a sensatez da sociedade civil organizada.