O Poder 4.0: A cogovernança do Brasil totalmente apartidária

O que o brasileiro mais sente falta no próprio brasileiro?

Ser mais sábio. Eu tive uma conversa muito me impressionou para as posições que tenho assumido perante os internautas e amigos. O ex-Ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, nascido em Bambuí, Minas Gerais, agrônomo formado em Lavras-MG, ganhou o equivalente ao Nobel da Alimentação em 2006, o World Food Prize.

 

Foi Deputado Federal, Senador, Presidente do Banco de Minas Gerais, Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ergueu a Embrapa (quando ministro ainda no governo militar), e foi da Assembléia Constituinte em 1987, 1988.

 

Hoje, Paolinelli preside a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), e ao conversarmos, ele disse:

 

“A democracia é o melhor regime político até hoje inventado, e eu lutei pela democracia ainda nos governos militares. Porém, eu não creio mais em governo”.

 

Esse mesmo sábio, Alysson Paolinelli, me explicou: “Tejon, eu não creio mais na possibilidade de esperar por governo. A democracia não sobrevive sem a efetiva participação da Sociedade Civil Organizada.“

 

A democracia não resiste à omissão, submissão, a ausência ou ao conluio entre as forças empreendedoras e o Estado.

 

Estamos neste momento entre dois extremos a nível da presidência do Brasil, e a frente parlamentar da agropecuária, com 214 parlamentares, através de sua Presidente sul-mato-grossense, a Deputada Tereza Cristina, do Partido Democratas, declarou adesão à Jair Bolsonaro.

 

Sob o ponto de vista do mundo político-partidário, o poder político, não desejo aqui entrar em nenhuma seara deste mundo político-partidário, suas contradições, com uma categoria com muitos membros sendo julgados, outros já condenados e com suas lutas pelo poder.

 

Não desejo discutir a seara das decisões da frente parlamentar da agropecuária ou das táticas político-partidárias; Desejo convocar nestes 3 dias que antecedem as eleições, a sabedoria ouvida de Alysson Paolinelli e perguntar no dia 1 de janeiro de 2019, seja quem for o Presidente no Planalto, qual será o papel das Confederações Nacionais Empresariais.

Fonte: Pixabay

Estaremos aqui cobrando forte e veementemente o papel das estruturas grandes, importantes e representativas dessa sociedade brasileira empreendedora e cooperativista que tem por missão doravante significar não o 4º Poder, mas o novo Poder 4.0. A cogovernança do Brasil totalmente apartidária e reunida na visão estratégica de cadeias econômicas de valor.

 

Não haverá êxito do agronegócio brasileiro no futuro sem a indústria, sem o comércio, o transporte, o setor financeiro, sem o cooperativismo, sem os serviços, a comunicação, a saúde, e lógico, sem a própria agropecuária.

 

O agro é urbano, virou uma agrossociedade, como enfatiza outro brilhante ex-Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

 

As Confederações Nacionais Empresariais precisam jogar juntas para diminuir brutalmente o tamanho do custo do estado brasileiro, e terem um planejamento único e integrado de cadeias econômicas de valor.

 

Que a frente parlamentar da agropecuária faça suas aderências conforme as táticas políticas-partidárias, mas que as Confederações Nacionais Empresariais, que as Federações Estaduais Empresariais e que as Associações Empreendedoras Municipais se reúnam para um projeto brasileiro, federal, estadual e municipal.

 

E que fiquem cada vez mais Brasil e muito menos Brasília. Aliás, assim está escrito no próprio documento de intenções do candidato Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal, ao qual a Frente Parlamentar Agropecuária se integrou.

 

Boa sorte ao Brasil nestas eleições, que os melhores políticos prevaleçam. Mas, por segurança nacional, que saia da Sociedade Civil Organizada uma orquestração emergencial, apartidária.

 

O dia 1 de janeiro de 2019 precisará muito mais disso do que nossos analistas hoje refletem.

Eleitores precisam considerar candidatos que tenham projetos para o agronegócio

No Congresso Brasileiro do Agronegócio 2018 da ABAG e B3 que aconteceu nesta semana (6) em São Paulo, um dos temas mais tratados foi o nível de insegurança e incertezas que assolam o Brasil.

A atenção voltada ao agronegócio está muito maior do que nas eleições do passado. Mostrou-se uma consciência da dimensão econômica, fundamental pro agro, para pagar as contas de um governo com rombos gigantescos, onde não deverá sobrar dinheiro para investimento.

 

Um plano de estado para o agronegócio e para toda a sociedade brasileira foi coordenado pelo ex-Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, hoje titular da Cátedra Luiz de Queiróz de Sistemas Agropecuários Integrados, da Esalq/USP e Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV-EESP.

A proposta desse plano é ser um trabalho que envolva toda a sociedade brasileira, e como Roberto Rodrigues ressaltou:

“O mundo é urbano, não haveriam máquinas sem o lado urbano, não teríamos os computadores na agropecuária se não fosse o urbano, não processaríamos nem transportaríamos nada se não fosse o urbano”.

Então, uma das filosofias do trabalho está em encerrar essa discussão entre cidade e rural, tudo se transformou numa coisa só.

Dessa forma, o voto, a consciência do eleitor de um país urbano precisa considerar candidatos que tenham projetos claros para o agronegócio. Nesse sentido, não iremos à frente sem infraestrutura, mantendo o mesmo nível de estradas de ferro no país, de 50 anos atrás, sem 1 quilômetro a mais, e ainda estradas como a BR 163, com trechos sem asfalto, para tortura dos caminhoneiros brasileiros.

Pressionar e cobrar governantes foi a palavra de ordem desse 17° Congresso Brasileiro do Agronegócio.

Ainda insisto e jamais irei parar de falar: ninguém governará o Brasil sem organizar a sua Sociedade Civil. Agronegócio é cadeia produtiva comandada e liderada desde o gene da genética até o meme, o padrão educador cultural do cidadão, o consumidor final. O Brasil que coopera, supera.

Manifestações do Agro

Manifestações! O agro também deixa suas marcas.

Manifestações rurais

Em Brasília, protestando e se manifestando sobre a incoerência do supremo tribunal federal no julgamento do funrural, quando a corte considerou constitucional a cobrança da arrecadação previdenciária que mudava o entendimento anterior.

Leitor você já ouviu falar em brigada de incêndio? Provavelmente sim, no seu prédio, condomínio, na empresa onde trabalha.

Você já deve ter ouvido falar também da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), em qualquer empresa.

Então todos nós sabemos a diferença entre prevenir e remediar, ou então protestar.

Na vida aprendemos com as crises, traumas e acidentes, e isso nos faz aumentar a segurança, o progresso da ciência, da administração, da prevenção de doenças e acidentes.

O que então tem a ver as manifestações com a história das brigadas de incêndio? Tudo!

O Brasil e o agronegócio precisam agora de um mega, hiper foco na prevenção das burradas, da insensatez e dos enganos do futuro. De uma egonomia da guerra de egos.

Quer dizer, já não estaria na hora das confederações empresariais nacionais, fortíssimas entidades da sociedade civil organizada, se reunirem para construírem uma proposta de prevenção e de ampliação da possibilidade dos fatores controláveis da economia, das finanças, das estruturas do país.

Permanecerem saudáveis? Independentemente do louco, ou do mais sensato que possa estar no governo no ano que vem? Pelo que já se vê, pela reeleição da maioria dos atuais do legislativo.

Quando os 3 poderes entram em colapso de credibilidade ética, e continuam funcionando, e o atrito aumentando, ou a sociedade civil organizada assume o bom senso do país, ou vai ser mais uma batendo bumbo e panelas nas manifestações que assolam o país, de todos os tipos.

E sem dúvida pagando o preço da mesma insensatez

O funrural é fruto da ausência de uma liderança convergente e única no agronegócio do país.

Das 12 confederações nacionais empresariais no país, agora sem mais as arrecadações obrigatórias dos impostos, pelo menos 6 delas.

Saiam da moita, se encontrem e apresentem um projeto comum para o agro do Brasil nos próximos 5 anos, são elas.

CNA (Confederação Nacional da Agropecuária), CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNC (Confederação Nacional do Comércio), CNCOOP (Confederação Nacional das Cooperativas), CNT (Confederação Nacional dos Transportes) e CN Financeira, (Confederação do Sistema Financeiro do País).

Juntas essas confederações poderiam encabeçar um projeto conjunto, coletivo e acima de tudo PREVENTIVO, perante a marcha da insensatez dos demais poderes neste que é o maior exemplo de sucesso do agronegócio em todo o cinturão tropical do planeta, o nosso Brasil.

Sociedade civil organizada com poderes estruturados, apareçam não esperem por governo!