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A comunicação do agro com a sociedade urbana

A comunicação do agro com a sociedade urbana
Fonte da arte: http://publicidademarketing.com/comunicacao-visual/

A comunicação do agro com a sociedade urbana precisa de uma revisão profunda. Toda hora sou abordado por líderes do setor reclamando das acusações e das inversões de fatos científicos. Sim, tem algo errado.

 

Veja só:

A Embrapa e a Nasa revelaram que somos o país que mais preserva florestas do mundo, com cerca de 66% de vegetação nativa intacta, mas continuamos apanhando na percepção pública no país e fora dele como desmatadores.

 

Uma nova proposta de modernização da legislação dos agrotóxicos, ou defensivos agrícolas, permitirá termos acesso às mesmas moléculas novas utilizadas nos nossos clientes, como Europa e Estados Unidos. Mas o setor apanha na comunicação, com gente dizendo que a reforma dessa lei significará uma inundação de veneno. Mas é ao contrário, irá diminuir e racionalizar, por acelerar a chegada das inovações, incluindo nisso os biodefensivos.

Fonte da arte: http://publicidademarketing.com/comunicacao-visual/

Temos uma agricultura familiar espetacular associada das cooperativas brasileiras. São cerca de 1 milhão de produtores rurais com ciência, progredindo e administrando com qualidade de vida.

 

Simplesmente 1 milhão de pequenos e médios produtores em cooperativas que significam quase metade de tudo o que se produz no Brasil.

 

Quando olhamos o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de uma região onde existe uma cooperativa, vemos que a qualidade de vida está acima da média brasileira.

 

Ao mesmo tempo, o conceito de agronegócio é considerado por parte da opinião pública como uma coisa dos grandes, dos barões, dos coronéis, como se micros, pequenos e médios produtores não estivessem todos necessariamente para serem bem sucedidos, envolvidos em negócios lucrativos idealmente.

 

Então, existe algo de errado com a comunicação do agronegócio ou com os seus comunicadores?

 

Estaria na hora das lideranças das entidades, federações e de todos os elos envolvidos nessa cadeia de valor darem uma pausa para uma reflexão?

 

O que estamos comunicando e quem está comunicando? Por quê está havendo uma percepção errada sobre verdades, transformadas em mitos, e num terrorismo virtual com suporte de Fake News?

 

A diferença entre a essência versus a aparência se constata na ciência. Tem algo de errado na comunicação do agro e nos seus comunicadores.

 

Hora de parar de colocar a culpa em detratores do agronegócio e buscar causas próprias numa boa e oportuna autocrítica.

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