O Brasil precisa também vender conhecimento

Será que poderemos dobrar nossa produção de alimentos para vender comida para o mundo?

Os países africanos da Ásia, Oriente, as grandes populações mundiais irão de fato demandar muitos alimentos nos próximos 30 anos. Porém, irão da mesma forma, desenvolver suas produções internas.

Não serão países que ficarão apenas comprando do exterior. Existem produtores rurais em todos eles, e sem dúvida, cada país possui seu projeto de busca de autossuficiência e empreendedorismo no agronegócio.

O Brasil não pode pensar em apenas em vender alimentos, precisa vender conhecimento. Temos o conhecimento de como produzir alimentos, fibras e agroenergia no ambiente tropical do planeta.

O cinturão tropical reúne a grande maioria da população mundial, e da mesma forma, as zonas mais carentes de produção.

Haverá oportunidade de oferecermos a todos esses países, não apenas o peixe, mas também ensinar a pescar. Se fizermos isso, teremos receitas e participações no desenvolvimento local desses países.

Além de vender tecnologia tropical, podemos vender sabedoria de gestão.

As cooperativas brasileiras, por exemplo, poderão organizar o cooperativismo em centenas de países com carências, pois sem o cooperativismo jamais será desenvolvido o empreendedorismo dos micros, pequenos e médios produtores.

Para esse futuro, dentro do maior negócio do mundo, o de alimentos e agronergia, com certeza, além de vender o produto, precisamos pensar na venda de conhecimentos.

A EMBRAPA, as universidades, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), os centros de pesquisa do país, as empresas brasileiras, startups do antes, dentro e pós porteira das fazendas, há um gigantesco campo de negócios.

Além do comércio, da agricultura e da indústria existe o setor de serviços, e devemos olhar para nossos serviços do agronegócio, ali também está uma imensa oportunidade para irmos globalmente ao futuro.

o Brasil deverá crescer 69% na produção de alimentos até 2027

Uma recente projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) afirma que o Brasil deverá crescer 69% na produção de alimentos até 2027.

Imagem: agroadvisor.com.br

A projeção para o crescimento brasileiro é a maior do mundo. A previsão para a Argentina fica em 44%, na Índia em torno de 48%, Austrália 22%, os Estados Unidos deverá crescer 12%, a Rússia 34% e a Ásia inteira 11%.

 

Esse crescimento brasileiro estará sobre produtividade, e sem dúvida, em cima da integração Lavoura Pecuária Floresta (iLPF), com a incorporação de áreas de pastagens, em ricas áreas de produção vegetal e também árvores.

 

A agricultura de baixo carbono irá prevalecer.

 

Outro dado que por si só revela o quanto iremos ter no Brasil a presença e os investimentos internacionais no agronegócio está na proporção que ocupamos com terras agrícolas.

 

Usamos apenas 7,6% do território do país com lavouras, enquanto a Alemanha utiliza 56,9%, o Reino Unido 63,9%.

 

Nossos produtores são os que contam com o menor subsídio no mundo inteiro, apenas de 3% a 5% comparado ao americano, que recebe 10%,e o chinês, com 15%.

 

Nesse aspecto, o próximo Congresso Nacional Brasileiro do Agronegócio, que acontecerá no dia 06 de agosto, em São Paulo, terá como tema “Exportar para Sustentar”. O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, nos informa:

“Em 1980, os produtos brasileiros representavam 0,99% do comércio mundial, à época era um pouco maior que a China, com 0,88%. Hoje o Brasil estacionou em algo perto de 1%, enquanto os chineses representam 13,8% do comércio mundial”.

 

Por isso, se não partirmos pra cima do comércio mundial, passarmos também a comprar e vender mais para o exterior, poderemos atrasar o Brasil e represar melhor qualidade de vida para todos os brasileiros.

Mulheres assumem o agro e decidirão sobre as Eleições 2018

Como as mulheres têm assumido um forte protagonismo na gestão do agronegócio, vale afirmar que serão as elas que decidirão quem ganhará as Eleições de 2018.

A última pesquisa do DataFolha de junho de 2018 mostrou que as indecisas somam 54%, e as que dizem querer anular o voto, são 26%.

Então, 80% do eleitorado feminino está esperando e ainda não decidiu seu voto.

Novos tempos no agro e novos tempos nas decisões eleitorais. Tanto no agro quanto na política, quem souber conquistar a preferência das mulheres irá, no caso do agro, vender mais, inovar, e ter as suas tecnologias preferidas.

 

Da mesma forma, o candidato ou candidata que souber conquistar a confiança feminina irá ganhar as próximas eleições.

 

Vem aí um Prêmio de Valorização da Mulher no Campo, que será lançado no 3° Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, que acontecerá nos dias 23 e 24 de outubro, no Transamérica Expocenter, em São Paulo.

O prêmio está destinado as mulheres que sejam gestoras de pequenas, médias e grandes propriedades, com uma iniciativa da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e da Bayer, com parceria da Ernest Young. O objetivo do prêmio é ressaltar o protagonismo feminino. 

 

E na política? Não há um prêmio em jogo, há uma realidade esperançosa. Que as mulheres avaliem até o último instante quem seria o ou a patriota a merecer o seu voto.

 

Daqui pra frente, a voz das mulheres falará cada vez mais alto no agronegócio brasileiro, e neste ano será o voto feminino que vai decidir quem levará à presidência do país.

 

Este ano, depois da presidente Kolinda, da Croácia, dar um show de conquista carismática do planeta, quem vai decidir os jogos no Brasil, no campo do agro ou do voto, serão as mulheres.

Projeto é solução, e não adianta reclamação

O rádio é fenomenal, é a mídia que mais cresce na audiência do produtor rural do Brasil, pois o rádio acompanha o produtor onde quer que ele esteja: no celular, no trator ou no computador.

 

Estamos numa fase crítica, muito importante para o nosso país. Eu recebi um e-mail de um ouvinte que vive ligado o tempo todo na Jovem Pan. Um estudioso que a acompanha o programa A Hora do Agronegócio.

 

Mas o genial da mensagem do Sr. Jorge Schujmann é que não foi reclamando, ou falando mal deste ou daquele, e nem passando a culpa para alguém. Ele nos enviou um projeto feito com outros pesquisadores, com uma ideia muito curiosa e diferente, pois ele está de olho nas nossas áreas mais pobres do país, microfúndios do norte e nordeste que vivem do Programa Bolsa Família.

 

Ele ressaltou em seu texto que, do total do valor bruto da produção agropecuária do Brasil, o norte e nordeste, produzem apenas 14%. Então, o Projeto batizado de Faixa Verde, pretende que esse ouvinte possa ser analisado por presidenciáveis.

 

Mas, independentemente de qualquer outra avaliação, desejo aplaudir o tempo dedicado e a iniciativa destes brasileiros que trabalharam numa visão criativa, diferente, e que patentearam o projeto e buscam agora a viabilização.

 

A ideia envolve o plantio de uma gramínea de fácil adaptação ao norte e nordeste, o capim elefante, e a partir desse vegetal, a produção de carvão vegetal e de alcatrão.

O projeto do nosso ouvinte, Sr. Jorge schujmann, inclui ainda o reaproveitamento dos resíduos do dendê, do babaçu e do açaí, para da mesma forma, serem processados e transformados em carvão vegetal e alcatrão.

 

Essa biomassa vegetal significaria energia limpa e viabilizaria renda para milhões de famílias que vivem hoje fora de uma cadeia viável de agronegócio… e outros pensadores mundiais já consideraram estar na bioenergia uma saída digna para milhões de micro produtores das zonas mais pobres do planeta.

 

Não sei o quanto esse Projeto Faixa Verde desse nosso dedicado ouvinte será ou não viável, mas eu só sei que o empenho e a paixão com a qual o descreve, mereceu deste colunista, minimamente um olhar, uma atenção e um comentário.

 

E que essa atitude inspire a milhares de outros brasileiros nessa hora crítica de liderança do país, a não ficarem reclamando, e sim a iniciarem uma jornada criadora e de luta digna pelo nosso Brasil.

 

Eu esperaria receber diariamente ideias e propostas para a evolução do nosso país, muito mais do que só pessimismo e reclamações.

A comunicação do agro com a sociedade urbana

A comunicação do agro com a sociedade urbana precisa de uma revisão profunda. Toda hora sou abordado por líderes do setor reclamando das acusações e das inversões de fatos científicos. Sim, tem algo errado.

 

Veja só:

A Embrapa e a Nasa revelaram que somos o país que mais preserva florestas do mundo, com cerca de 66% de vegetação nativa intacta, mas continuamos apanhando na percepção pública no país e fora dele como desmatadores.

 

Uma nova proposta de modernização da legislação dos agrotóxicos, ou defensivos agrícolas, permitirá termos acesso às mesmas moléculas novas utilizadas nos nossos clientes, como Europa e Estados Unidos. Mas o setor apanha na comunicação, com gente dizendo que a reforma dessa lei significará uma inundação de veneno. Mas é ao contrário, irá diminuir e racionalizar, por acelerar a chegada das inovações, incluindo nisso os biodefensivos.

Fonte da arte: http://publicidademarketing.com/comunicacao-visual/

Temos uma agricultura familiar espetacular associada das cooperativas brasileiras. São cerca de 1 milhão de produtores rurais com ciência, progredindo e administrando com qualidade de vida.

 

Simplesmente 1 milhão de pequenos e médios produtores em cooperativas que significam quase metade de tudo o que se produz no Brasil.

 

Quando olhamos o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de uma região onde existe uma cooperativa, vemos que a qualidade de vida está acima da média brasileira.

 

Ao mesmo tempo, o conceito de agronegócio é considerado por parte da opinião pública como uma coisa dos grandes, dos barões, dos coronéis, como se micros, pequenos e médios produtores não estivessem todos necessariamente para serem bem sucedidos, envolvidos em negócios lucrativos idealmente.

 

Então, existe algo de errado com a comunicação do agronegócio ou com os seus comunicadores?

 

Estaria na hora das lideranças das entidades, federações e de todos os elos envolvidos nessa cadeia de valor darem uma pausa para uma reflexão?

 

O que estamos comunicando e quem está comunicando? Por quê está havendo uma percepção errada sobre verdades, transformadas em mitos, e num terrorismo virtual com suporte de Fake News?

 

A diferença entre a essência versus a aparência se constata na ciência. Tem algo de errado na comunicação do agro e nos seus comunicadores.

 

Hora de parar de colocar a culpa em detratores do agronegócio e buscar causas próprias numa boa e oportuna autocrítica.

Global Agribusiness Forum 2018

Hoje acontece em São Paulo o Global Agribusiness Forum (GAF) realizado pela SRB (Sociedade Rural Brasileira), com autoridades internacionais numa visão cada vez mais globalizante do agronegócio. Você pode assistí-lo ao vivo em: https://bit.ly/2uZbyJl

Fonte: http://www.globalagribusinessforum.com/pt-br/

No próximo dia 6 de agosto, também na cidade de São Paulo, outro importantíssimo congresso acontecerá: O 16° Congresso Brasileiro de Agronegócio, com realização da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), e terá como tema: Exportar para Sustentar.

Você pode fazer sua inscrição clicando aqui: https://cbaabagb3.com.br/

16° Congresso Brasileiro do Agronegócio

A geopolítica e o mercado internacional com guerras comerciais em andamento, questões entre Estados Unidos, China, com também o Sr. Trump em paixões com o Sr. Putin, do outro lado a Europa, e nós aqui, em nosso grande país tropical brasileiro enfrentando nossas guerras intestinas e intestinais.

 

Apontamos agora para as eleições, que assim como a Copa, da mesma forma para o país, rouba totalmente o nosso foco.

 

O congresso da ABAG ainda vai abordar fontes de financiamento para o agronegócio, comércio exterior, limites e oportunidades, e sem dúvida, um tema mirabolante.

 

No dia 6 de agosto, sem esquecer a memória e nossa reverência histórica nessa data, da bomba atômica de Hiroshima, o último painel tratará do novo governo e prioridades.

 

É hora de refletir, pensar, debater e hora de fazer que a Sociedade Civil Organizada se reúna, atue e pare de esperar somente pelo governo.

Dra. Temple Grandin está no Brasil!

Quem é ela?

Uma especialista em bem-estar animal norte-americana. Se especializou em desenhar equipamentos que aumentam a qualidade de vida do gado nos estábulos, por exemplo, nas balanças e na forma de vacinar e de manejar bois e vacas.

 

Mas algo muito especial existe na Dra. Temple Grandin: ela é autista, e sua história já chegou a gerar até um filme “Temple Grandin”, que ganhou o prêmio Emmy do Primetime em 2010.

 

Por ser autista, Dra. Temple Grandin conseguiu desenvolver uma sensibilidade especial, sentindo, ouvindo e percebendo os animais. Hoje ela percorre o mundo dando palestras e treinamentos sobre como melhorar as práticas do bem-estar animal.

 

Aqui no Brasil, esteve em fazendas brasileiras, uma delas na Fazenda Vale das Rosas, da pecuarista Carmen Perez, presidente do Núcleo Feminino do Agronegócio (NFA), onde também trabalhou por um dia ao lado da equipe da fazenda.

 

Dra. Temple disse que nos Estados Unidos melhorou muito as práticas de bem-estar animal apesar de ainda existirem 10% dos pecuaristas com práticas ruins. O negócio da carne será cada vez mais determinado pelas realidades praticadas com relação aos tratos, cuidados e ao bem-estar animal.

 

O que além de tudo, assegura melhor performance e lucratividade no negócio da proteína animal, pois evolui a qualidade dos colaboradores envolvidos na pecuária.

 

Abertura da Campo Grande Expo 2018

Marcelo Vieira,Presidente da Sociedade Rural Brasileira, Alessandra Piano, Diretora do Grupo CertFica e José Luiz Tejon Megido, jornalista da rádio Jovem Pan.

Direto de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, nos debates iniciais da Campo Grande Expo 2018, estamos hoje ao lado da Deputada Federal Tereza Cristina, líder da Frente Parlamentar da Agropecuária, Francisco Matturro, presidente da Agrishow e vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Marcelo Vieira, presidente da Sociedade Rural Brasileira e Rogério Rizzardi, da feira de Coopavel, Cascavel/PR.

 

Neste evento o tema central é a integração Lavoura Pecuária Floresta, onde o Mato Grosso do Sul se destaca por estar em primeiro lugar na adoção desta tecnologia que permite realizar na mesma área não apenas a monocultura, ao contrário, reúne e integra a pecuária com grãos, florestas e sendo possível ainda adicionar a aquacultura e a hortifruticultura, melhorando a segurança econômica e financeira de quem produz, e ao mesmo tempo, premiando a sustentabilidade.

O poder da criatividade corajosa no novo agro brasileiro será a essência dos debates.

Sob o ponto de vista da política, aspectos como tabelamento dos fretes, a lei nova dos agroquímicos, Funrural e segurança jurídica, com a deputada Teresa Cristina, com a sociedade rural brasileira, a competitividade do produtor brasileiro num mundo globalizado e com governos que subsidiam a atividade, além de criarem barreiras comerciais com as grandes feiras da Agrishow e Coopavel, numa revolução de inovações transformadoras do agronegócio.

 

As mulheres, o jovem, o leite, o pantaneiro e a lavoura, estarão de 16 a 20 de julho em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Esse é o Brasil que queremos e que já temos… com a bola no pé perdemos e não temos mais o Pelé, mas na pecuária e na plantação, o brasileiro segue campeão.

Mídia zero para criminoso político condenado

Montagem: Catherine Pestl

 

Dar mídia para criminoso político condenado significa creditar ao mesmo um patrimônio considerável como ativo mediático.

Se computarmos os minutos mensais concedidos a determinados nomes políticos e se os considerássemos como marcas, não haveria nenhuma empresa anunciante no país, com uma verba possível de os igualar.

A estratégia existente, por exemplo, no recente caso do desembargador plantonista envolvendo condenado do PT, está totalmente vinculada à conquista de mídia vasta, abundante e gratuita.

Na Inglaterra, uma das fórmulas utilizadas para o combate aos hooligans foi a determinação dos veículos não oferecerem nenhuma exposição aos seus atos.

Mídia zero para criminosos políticos já condenados significaria a maior dentre todas as punições existentes.

“Falem bem ou mal, mas falem de mim”. Velhíssimo ditado da sabedoria das malícias populares.

Parem de falar, comentar, e dar mídia para condenados políticos por crimes nada políticos. Por crimes de corrupção efetiva, roubo e desonestidade intelectual.

Vivemos uma impressionante liberdade democrática no Brasil contemporâneo. Ignorar o poder dos traumas virtuais e dos poderes mediáticos é ingenuidade. Responsabilidade com os impactos das percepções é o dever de educadores e comunicadores.

Touradas existem porque o touro foca no pano do toureiro,  não no toureiro.

Cuidado. Estamos colocando o foco do brasileiro nos panos, nas capas dos toureiros e não no legitimo alvo a ser focado.