China, o maior cliente do Brasil, quer importar mais do país

Atenção: a última coisa que o Brasil precisa é se meter em conflitos internacionais. Somos um país neutro, portanto, estrategicamente vistos como um país da paz.

O Egito acaba de suspender a visita oficial do Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes, como uma resposta às ideias de Bolsonaro de, por exemplo, mudar a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém.

Uma equipe de brasileiros está neste momento em um grande evento chinês, numa mega feira em Shanghai feita por compradores e não vendedores.

Recebi mensagens do pessoal que está nessa feira dizendo estarem muito preocupados para o Presidente Bolsonaro não adotar posturas pró Estados Unidos e cuidar e manter as relações ótimas que temos com a China, o maior cliente do país.

A União Europeia quer fechar um acordo com o Mercosul antes da posse de Bolsonaro, que declarou não ser a América do Sul nossa prioridade. O líder chinês Xi Jinping quer importar mais do Brasil, e nessa feira, A China International Import Expo, estão reunidos cerca de 150 mil compradores, além de supermercados e o sucesso mundial de comércio eletrônico, o Alibaba, criado pelo chinês Jack Ma.

Imagem: http://english.mofcom.gov.cn

Estamos presentes com cerca de 200 empresas, o embaixador Caramuru, o Ministro Blairo Maggi, o Jaguaribe, da Apex e o ministro Aloysio, que estão reunidos para essa grande ação de vendas.

O Roberto Betancourt, do Cosag da Fiesp manda notícias entusiasmantes a respeito dessa feira de importadores e já menciona exemplos de como iremos comprar peras da China e vender melões.

O ex-ministro Francisco Turra, também na missão chinesa, mandou a seguinte mensagem para a Jovem Pan: “Não temo pelos discursos do candidato, formado o governo valerá a sua postura. Ninguém será tolo de jogar mercados fora… chineses, islâmicos e muitos outros devem ser tratados como parceiros.“

Então, que nos valha a máxima de Camões, o poeta português que escreveu: “Quem faz o comércio, não faz a guerra“.

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