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Sociedade Civil Organizada precisa se impor

Sociedade Civil Organizada precisa se impor

O tabelamento dos fretes e a confusão originada no ano passado com a greve dos caminhoneiros, sem dúvida, impactou negativamente o PIB do país, os custos dos alimentos e o abastecimento.

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos e Bebidas – Abia apresentou os resultados de 2018. Houve um movimento de 656 bilhões de reais, a maior indústria do país, mas ressaltou que a greve dos caminhoneiros não permitiu que o setor tivesse uma performance muito melhor.

Durante agosto e setembro do ano passado foi a menor venda desde 2015. A Confederação Nacional da Indústria – CNI, revela números onde a conjugação dos fatores do aumento do combustível de 15,6% entre julho e agosto, mais a tabela do frete, provocou uma alta de 1,07 pontos percentuais sobre o índice nacional de preços ao consumidor ampliado.

E esse problema está herdado para 2019. Agora, uma curiosidade. Todas as vozes se voltam contra o governo, à época Temer, considerados como algemados, reféns dos grevistas. Todos se voltam para a ANTT e para o Supremo Tribunal Federal, que deveria julgar a respeito da constitucionalidade ou não do tabelamento do frete.

Mas quero deixar aqui uma pergunta, principalmente agora que começamos a entrar numa era de liberalismo, sob o Ministro Paulo Guedes e a promessa de Bolsonaro de menos Brasília e mais Brasil:

Esse grave problema do transporte atinge diretamente pelo menos quatro Confederações Nacionais Empresariais… diretamente e duramente a CNC, do Comércio, a CNI, da Indústria, a CNA, da Agropecuária e a própria CNT, dos Transportes. Em algum momento, essas 4 Confederações Nacionais Empresariais, que têm como dever e obrigação a representação das categorias empreendedoras e desses 4 macro setores da economia do país, alguma vez se reuniram?

Alguma vez estabeleceram um plano, uma ideia, uma articulação para ações integradas e conjuntas frente ao gigantesco problema que deveriam e precisariam enfrentar juntos?

Se sim, por favor, me informem a respeito.

Ou não. Ao contrário e a moda antiga, cada um tentou cuidar do seu e olhar para o governo, um governo fragilizado a época, governo Temer, na esperança de milagres oriundos do mundo extraterrestre?

Dramas imensos com o setor de transporte não são de hoje. Mas deveríamos parar de esperar por governo, e as representações legítimas da Sociedade Civil Empresarial organizada, precisam assumir protagonismo. Não isoladamente, mas juntas.

Em época de liberalismo, ou a Sociedade Civil Organizada cresce e aparece, ou não passará de discurso querer uma Brasília liberal.

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