Dra. Temple Grandin está no Brasil!

Quem é ela?

Uma especialista em bem-estar animal norte-americana. Se especializou em desenhar equipamentos que aumentam a qualidade de vida do gado nos estábulos, por exemplo, nas balanças e na forma de vacinar e de manejar bois e vacas.

 

Mas algo muito especial existe na Dra. Temple Grandin: ela é autista, e sua história já chegou a gerar até um filme “Temple Grandin”, que ganhou o prêmio Emmy do Primetime em 2010.

 

Por ser autista, Dra. Temple Grandin conseguiu desenvolver uma sensibilidade especial, sentindo, ouvindo e percebendo os animais. Hoje ela percorre o mundo dando palestras e treinamentos sobre como melhorar as práticas do bem-estar animal.

 

Aqui no Brasil, esteve em fazendas brasileiras, uma delas na Fazenda Vale das Rosas, da pecuarista Carmen Perez, presidente do Núcleo Feminino do Agronegócio (NFA), onde também trabalhou por um dia ao lado da equipe da fazenda.

 

Dra. Temple disse que nos Estados Unidos melhorou muito as práticas de bem-estar animal apesar de ainda existirem 10% dos pecuaristas com práticas ruins. O negócio da carne será cada vez mais determinado pelas realidades praticadas com relação aos tratos, cuidados e ao bem-estar animal.

 

O que além de tudo, assegura melhor performance e lucratividade no negócio da proteína animal, pois evolui a qualidade dos colaboradores envolvidos na pecuária.

 

Abertura da Campo Grande Expo 2018

Marcelo Vieira,Presidente da Sociedade Rural Brasileira, Alessandra Piano, Diretora do Grupo CertFica e José Luiz Tejon Megido, jornalista da rádio Jovem Pan.

Direto de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, nos debates iniciais da Campo Grande Expo 2018, estamos hoje ao lado da Deputada Federal Tereza Cristina, líder da Frente Parlamentar da Agropecuária, Francisco Matturro, presidente da Agrishow e vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Marcelo Vieira, presidente da Sociedade Rural Brasileira e Rogério Rizzardi, da feira de Coopavel, Cascavel/PR.

 

Neste evento o tema central é a integração Lavoura Pecuária Floresta, onde o Mato Grosso do Sul se destaca por estar em primeiro lugar na adoção desta tecnologia que permite realizar na mesma área não apenas a monocultura, ao contrário, reúne e integra a pecuária com grãos, florestas e sendo possível ainda adicionar a aquacultura e a hortifruticultura, melhorando a segurança econômica e financeira de quem produz, e ao mesmo tempo, premiando a sustentabilidade.

O poder da criatividade corajosa no novo agro brasileiro será a essência dos debates.

Sob o ponto de vista da política, aspectos como tabelamento dos fretes, a lei nova dos agroquímicos, Funrural e segurança jurídica, com a deputada Teresa Cristina, com a sociedade rural brasileira, a competitividade do produtor brasileiro num mundo globalizado e com governos que subsidiam a atividade, além de criarem barreiras comerciais com as grandes feiras da Agrishow e Coopavel, numa revolução de inovações transformadoras do agronegócio.

 

As mulheres, o jovem, o leite, o pantaneiro e a lavoura, estarão de 16 a 20 de julho em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Esse é o Brasil que queremos e que já temos… com a bola no pé perdemos e não temos mais o Pelé, mas na pecuária e na plantação, o brasileiro segue campeão.

Mídia zero para criminoso político condenado

Montagem: Catherine Pestl

 

Dar mídia para criminoso político condenado significa creditar ao mesmo um patrimônio considerável como ativo mediático.

Se computarmos os minutos mensais concedidos a determinados nomes políticos e se os considerássemos como marcas, não haveria nenhuma empresa anunciante no país, com uma verba possível de os igualar.

A estratégia existente, por exemplo, no recente caso do desembargador plantonista envolvendo condenado do PT, está totalmente vinculada à conquista de mídia vasta, abundante e gratuita.

Na Inglaterra, uma das fórmulas utilizadas para o combate aos hooligans foi a determinação dos veículos não oferecerem nenhuma exposição aos seus atos.

Mídia zero para criminosos políticos já condenados significaria a maior dentre todas as punições existentes.

“Falem bem ou mal, mas falem de mim”. Velhíssimo ditado da sabedoria das malícias populares.

Parem de falar, comentar, e dar mídia para condenados políticos por crimes nada políticos. Por crimes de corrupção efetiva, roubo e desonestidade intelectual.

Vivemos uma impressionante liberdade democrática no Brasil contemporâneo. Ignorar o poder dos traumas virtuais e dos poderes mediáticos é ingenuidade. Responsabilidade com os impactos das percepções é o dever de educadores e comunicadores.

Touradas existem porque o touro foca no pano do toureiro,  não no toureiro.

Cuidado. Estamos colocando o foco do brasileiro nos panos, nas capas dos toureiros e não no legitimo alvo a ser focado.

Ou jogamos juntos e vencemos, ou isolados, todos perdemos no campo do agronegócio

 

Perdemos no campo do futebol, mas futebol é jogo. Uma bola entra, ou não entra, existe o imponderável: sorte e azar.

O Brasil não pode perder no outro campo, o campo do agronegócio… mas estamos perdendo, perdendo valor na crise de mega empresas como a BRF e a JBS, campeões mundiais desvalorizados.

Continue lendo “Ou jogamos juntos e vencemos, ou isolados, todos perdemos no campo do agronegócio”

Maconha para fins medicinais é uma nova área do agronegócio

Mais de 2 bilhões de reais por ano é quanto se estima obter dos negócios com fitoterápicos, ou seja, a maconha medicinal.

Sim, a maconha medicinal já é permitida por lei, mas agora precisa de regulamentação.

Atenção:

O canabidiol é uma substância química extraída da maconha (Cannabis sativa).
Para o que serve: analgésico, sedativo e anticonfulviso.

O Tetrahidrocanabinol é o prinícipio ativo da maconha que “dá barato”, e é extraído da Cannabis sativa.
Para o que serve: antidepressivo, estimulante do apetite e anticonvulsivo.

 

A Anvisa estuda como o plantio será em estufas ou em locais abertos, como será a segurança disso e a plantação da maconha medicinal na hidroponia.

 

Uma empresa dos Estados Unidos, que já atua nesse ramo da maconha medicinal, a Knox Medical, já procura áreas no Brasil.

 

Em Valinhos, próximo de São Paulo, a empresa Entourage Phytolab já investiu cerca de 4 milhões de dólares, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, e ali a pesquisa se desenvolve para os caminhos desse novo agronegócio no país.

 

Remédios com base na cannabis sativa, a denominação científica da maconha, são usados para por exemplo, reduzir a epilepsia refratária.

Os estudos, segundo as empresas, servirão para doenças também como Alzheimer, Parkinson, Glaucoma, fibromialgia e doença de Crohn.

 

As pesquisas hoje para serem feitas no Brasil precisam de importação da maconha. A autorização para o plantio no Brasil, para os fins medicinais aguarda então a regulamentação.

 

Países como Holanda, Canadá e Israel, quando se trata do uso da maconha para os fins medicinais, a libera sem passar por esses procedimentos que costumam existir nas questões da liberação dos medicamentos clássicos.

 

Dessa forma, as empresas aguardam as definições de como proceder no país, se com pesquisas para desenvolvimento de formulações ou com testes em pacientes locais.

 

De qualquer forma, maconha para fins medicinais, é uma nova área do agronegócio, os fitoterápicos.

Sábado, 30 de junho, é o Dia Nacional do Cooperativismo

O cooperativismo no Brasil

Foi no início do século XX que surgiu a primeira cooperativa do país. Uma cooperativa de consumo em Ouro Preto/MG. Já em 1902, surge a primeira cooperativa de crédito brasileira, no Rio Grande do Sul. E, em 1906, começam a se desenvolver as primeiras cooperativas agropecuárias nacionais. Essas são as primeiras instituições do Movimento Cooperativo Brasileiro de que se tem registro.

Montagem: Catherine Pestl

Entraremos na semana do cooperativismo no Brasil, e conversando com o ex-Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues (que hoje é o primeiro titular da Cátedra Luiz de Queiroz da ESALQ-USP, que foi presidente da Organização das cooperativas Brasileiras – OCB e também presidente mundial da Aliança Cooperativa Internacional – ACI, me dizia do momento especial que viveu ao incluir na constituinte do Brasil, que originou a nossa Constituição Brasileira, o texto que liberava no país a criação das cooperativas de crédito.

Roberto Rodrigues acreditava que a alavanca, o instrumento essencial para o agronegócio brasileiro, estaria na possibilidade do desenvolvimento dos bancos cooperativados.

E da mesma forma, ainda em 1974, na cidade de Guariba/SP, quando ocorria o fechamento da única agência bancária da cidade, com a alegação de ser deficitária, Roberto Rodrigues liderava a criação de uma cooperativa de crédito no estado de São Paulo.

Voltando no tempo, em 1902, na cidade de Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul, o padre jesuíta Theodor Amstad, fundava a primeira cooperativa brasileira: o Sicredi.

Hoje, na cidade de São Paulo, precisamente na Av. Paulista, há uma moderna agência da Sicredi que representa na mais financeira e simbólica avenida dos negócios do país uma bandeira do cooperativismo brasileiro.

Todo o cooperativismo brasileiro representa cerca de 300 bilhões de reais de movimento econômico, envolve mais de 14 milhões de brasileiros diretamente e mais de 40 milhões indiretamente.

Onde existe uma cooperativa bem constituída e liderada, o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, é o melhor e maior do que onde não existe uma cooperativa.

Ninguém governará o Brasil se não organizar a Sociedade Civil, e as cooperativas do país já estão dando exemplo de gigantesca realidade e dimensão, mostrando como é possível progredir com dignidade humana.

Cooperativismo não é mais uma invenção, é realidade concreta do resultado da cooperação.

 

Embrapa abre vaga para novo presidente

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa abriu a vaga para a escolha do seu novo presidente. Sai Maurício Lopes, a quem aplaudo, e vem aí uma demanda com grandes expectativas.

A Embrapa é uma empresa brasileira de pesquisa agropecuária, uma casa fundamental para o agro nacional e toda a civilização do planeta no seu cinturão tropical.

Alguns dizem que a Embrapa precisa de um perfil executivo, um legítimo gestor, outros propõem nomes, como já ouvi, de Evaristo Miranda, que hoje dirige a Embrapa Territorial de Campinas, ou de Cleber Oliveira Soares, atual diretor de inovação e tecnologia da Embrapa e ex-dirigente da Embrapa Gado de Corte do Mato Grosso do Sul.

 

Porém, vozes importantes da Embrapa acreditam que o posto hoje de presidente da instituição exigirá, acima de tudo, talento e vocação como gestor.

 

O candidato deveria já ter passado com sucesso pela gestão de organizações públicas, um executivo ou administrador com sensibilidade para ter ao seu lado assessores estratégicos e principalmente capacidade para ouvir a sociedade, dialogar com o setor do agronegócio brasileiro, com as entidades representativas dos produtores rurais do país, com as grandes corporações internacionais que investem bilhões de dólares em inovação, e com isso, buscar um planejamento estratégico priorizando as necessidades que nos levarão ao futuro no campo da pesquisa e na implementação do conhecimento pesquisado junto ao campo brasileiro.

 

Como o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, importantíssimo na história da Embrapa, enfatiza que ainda falta muito para dominarmos todo o conhecimento necessário de cada bioma brasileiro.

 

Da mesma forma, ao dominarmos a tropicalização da ciência, seu uso no cinturão tropical do planeta, temos uma bandeira internacional da legítima paz.

Podemos apoiar, pesquisar e trabalhar junto aos países nessa faixa da terra, que reúnem cerca de 5 bilhões de habitantes e, exatamente nas zonas mais necessitadas de produção e de dignidade humana. Um projeto de estado brasileiro, sem dúvida.

 

Seria o próximo presidente da Embrapa um profissional da pesquisa ou uma pessoa com legítimos e profundos conhecimentos da administração em empresas públicas?

 

Uma boa questão, que possa vencer a sensatez, mas que seja ela por um caminho ou outro, que fique livre e blindada de facções políticas… prioridade total no país.

 

Porém, como jornalista e observador, faz sentido a proposta dele para presidente da Embrapa; agora é uma boa hora para um ótimo e preparado administrador.

Como dizia Peter Drucker: “Não existem países subdesenvolvidos, existem países subadministrados.”.

Caminhoneiros negociam e dão exemplo de luta

O assunto da greve dos caminhoneiros e suas consequências com o impasse da tabela dos fretes já tem sido alvo de análises intensas de toda a mídia com quantificações que variam, conforme a dimensão do analista econômico de 3 bilhões de reais, num sentido mais estrito, a mais de 70 bilhões de reais, numa angulação mais ampla de seus prejuízos numa cascata econômica desde exportações até o desabastecimento, inflação e o brutal impacto negativo que atiça ainda mais nossas incertezas num ano de eleições e crise de liderança nos poderes.

A vantagem de dialogarmos nas redes sociais é que escrevemos e também lemos sobre o feedback do povo, não só do setor de produtores rurais, mas de toda gente envolvida ao longo das cadeias produtivas do agronegócio, afinal agro é tudo, e agro também é caminhão e motorista de caminhão.

 

Um dos caminhoneiros, independente, autônomo, me mandou mensagem pelo meu Facebook (onde posto também artigos e as notícias do programa A hora do agronegócio) e divulgo textos pelo blog Cabeça de Líder, da Jovem Pan.

Ao estabelecermos um diálogo, ele me mostrou sua realidade, as agruras e a vida dura do seu caminhão. O nome dele é Sérgio Rabelo. Me escreveu reclamando, dizendo que era preciso ver o lado difícil da categoria. Eu agradeci e pedi para que me mandasse notícias, coisas reais e verdadeiras, como: “Onde você está agora, amigo caminhoneiro, e como está se virando com esse enrosco da tabela? Está parado? Como fica a situação… o que você está vendo nas estradas?

 

Sérgio me respondeu: “Estou negociando Tejon, negociando… agora vou pegar um frete de borracha, látex da fazenda que fica no município de Palmeirópolis… a fazenda Serra Dourada. Palmeirópolis fica a 449 km de Palmas-Tocantins, município com cerca de 8 mil habitantes. Lugar de minérios também, produz soja, milho, banana, leite, melão, abóbora, e é considerado um dos maiores potenciais da borracha, de seringueiras do látex do estado de Tocantins e do país…”.

 

Eu perguntei: “E como é a negociação?” Ele disse: “Eu queria a tabela, R$ 280,00 a tonelada. queriam pagar R$ 250,00, consegui R$ 270,00”.

Ou seja, enquanto esperamos pela justiça, a decisão, na impossibilidade de sua aplicação, o que resta mesmo é a força, a criatividade e a luta do caminhoneiro, que faz da tabela agora uma base para negociar, não parar e sua vida continuar.

 

“Eu estou negociando…”, enfatiza ele, “…e procuro pegar e carregar com quem mais se aproxima da tabela.”

 

Fica aqui de novo, a nossa posição, ninguém governará o Brasil se não organizar a Sociedade Civil.

 

Nosso amigo caminhoneiro, autônomo, lutador e guerreiro fala: “Vamos levando, negociando… até onde dá.”.

 

Um Brasil que já temos com brasileiros que contra tudo e muitos, não param. Por isso, desde 1970, o Brasil continua entre as 10 maiores economias do mundo. Imagina se os governos ajudassem… onde estaríamos?