O segredo para ter sucesso no agro em 2019

O segredo para ter sucesso no agro 2019, 2020, está em cuidar e muito bem dos fatores controláveis.

Gestão, liderança da propriedade, controles, olho nos custos sem perder a produtividade, buscar o seguro rural, praticar a diversificação com integração lavoura e pecuária, e para quem puder, com floresta.

Quer dizer, os fatores controláveis decidirão o sucesso do agro neste novo ano.

De resto é só resta rezar. Donald Trump, o maior vendedor do mundo, um hard sell “Tio Patinhas” – aliás, de Pato Donald ele não tem nada, fechou um acordo na semana passada com o presidente da China, Xi Jinping, e a ordem era: “Uma trégua na guerra comercial, agora senhores chineses venham comprar muito dos fazendeiros americanos”.

Já imaginei que os navios na rota do Atlântico e Pacífico Sul iriam todos na busca do Norte pelo canal do Panamá, ou nas saídas americanas pelo Pacífico.

Trump parece ter dado uma de Pluto, com uma certa trapalhice. Prendem a executiva chinesa da gigantesca Huawei, acusada de passar tecnologias americanas para inimigos dos Estados Unidos; e a moça é simplesmente filha do fundador desse império.

Imagine só! Prenderam a herdeira, princesa de um império empresarial chinês.

Logo, o acordo da semana passada, creio que não será exercido.

Dessa forma, estamos num ano absolutamente incerto, dentro e fora do país. O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, mandou proibir a cobrança de multa de empresas que não seguiram a tabela da ANTT.

Iremos entrar em 2019 dentro do reino internacional da imprevisibilidade, da incerteza; e dentro do país, num governo totalmente novo e cheio de decisões a tomar, extremamente conflituosas.

Dessa forma, fique de olho nos fatores controláveis, e os incontroláveis, previna-se e nada de jogar dados com o incerto.

Quem mais sofreria com desmatamento na Amazônia seria o próprio agronegócio

A Amazônia tem 62 milhões de ha sem regularização.

Ai está o maior de todos os focos para o governo novo atuar; regularizar terras na Amazônia. Se não, a grilagem, o desmatamento e tudo que é ilegal não pode ser atribuído a ninguém, pois não existem donos formais das terras.

Então, só pegam os legalizados. Os legalizados são as maiores vítimas, pois existem e estão nos radares. Os ilegais atuam criminosamente na ilegalidade.

Mas, onde está a culpa? Nesses 62 milhões de ha sem destinação, como publicou o jornal O Valor Econômico nesta semana.

O professor Britaldo Soares Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais, afirmou que, se essas áreas não regularizadas e sem designação fossem desmatadas, o prejuízo seria cerca de meio bilhão de dólares anualmente.

Em um estudo feito com o economista Jon Strand, do Banco Mundial, os pesquisadores registraram que a contribuição das florestas significa algo em torno de 420 bilhões de dólares para a agropecuária, se considerarmos o benefício que provocam na regulação das chuvas.

Esse valor significa 35% do total da rentabilidade líquida da soja, em Mato Grosso.

Esse trabalho foi feito ao longo de 13 anos, e um artigo publicado na revista Nature Sustainability, afirma que, somando castanhas, madeira sustentável e serviços ambientais, o prejuízo seria da ordem de 737 dólares por ha, valor maior do que a pecuária de baixa produtividade.

Albert Einstein dizia que tem números que são contados e que contam, e números que não são contados e que contam.

Existem muitos números a serem contados, e que permanecem na invisibilidade de uma contabilidade que ainda não valora o intangível.

Mas, ao ver esse estudo, cresce sim a importância do produtor brasileiro legalizado, pois esse está sob controle dos satélites do mundo, e qualquer ilegalidade o atinge, e ele pode ser identificado e por seus crimes responder.

 

Por isso, o produtor brasileiro é um importante ambientalista do país.

Por enquanto vemos a velha lógica, a lei pune o legal. O ilegal não existe, se esconde e destrói.

Como punir ilegais numa área gigantesca onde as terras não pertencem a ninguém, e por outro lado, se é assim, a todos pertencem?

É hora de legalizar todas as terras do país e apontar os responsáveis pelas mesmas. Ai sim, completaremos a ordem e a lei no meio ambiente.

O agronegócio pode movimentar 1 trilhão de dólares em 2024

Movimentar 1 trilhão de dólares no agronegócio em 2024? Por quê não?

Sim, 1 trilhão de dólares. Poderíamos movimentar 1 trilhão de dólares no agronegócio em 2024, no início do governo posterior a este que iniciará em janeiro de 2019.

Imagine em 2024, um novo governo, e só do PIB do agronegócio computaríamos 1 trilhão de dólares. Seria uma injeção de cerca de 25% em cima do PIB total do país hoje, um pouco mais do que 2 trilhões de dólares no total.

Mas, quanto o agronegócio movimenta hoje?

Depende da taxa do dólar; cerca de 500 bilhões de dólares/ano.

Então, como dobrar isso em quatro anos?

Isso só seria possível com um planejamento integrado de agronegócio. Significa convocar a agroindústria, o comércio, os serviços, além dos produtores rurais e suas cooperativas para um plano, onde sem agregação de valor jamais conseguiríamos.

Precisaríamos ter marcas, vender produtos agroindustrializados, vender serviços, ter o turismo agro ambiental hightech, bebidas, algodão e seda com grife assinada por Gisele Bündchen. Frutas, hortaliças, pescado… sem perder o que já conquistamos.

Precisamos de um planejamento estratégico e de um plano de marketing. “Mas seria possível?” Toda vez que alguém me diz ser algo impossível, mais eu creio na sua possibilidade.

Dobrar o agribusiness brasileiro e injetar 25% bruto no total do PIB do país, e com isso representar em torno de 6,5% do movimento planetário do agribusiness, calculado em torno de 15 trilhões de dólares? Eu creio, até porquê, não existirá outro caminho para fazer o país voltar a crescer.

Ministra Tereza Cristina, desde já, articule a indústria, o comércio e o serviço, pois os produtores rurais estão prontos, basta dar as condições e a segurança de mercado com inteligência tributária e velocidade legal.

Ministra Tereza Cristina, crie desde agora o Ministério do Agronegócio.

Logo: Ministério do Agronegócio
Arte: Catherine Pestl

E o governo? Ele que siga a sociedade empreendedora organizada!

Tereza Cristina é anunciada como ministra da Agricultura

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (7) a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) como ministra da Agricultura. Ela será a segunda mulher a comandar a pasta.

A diversidade e o apoio de todo o setor do agro conduziu a deputada federal Tereza Cristina para o posto de ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pois ela possui talentos para tal.

Estive com Tereza Cristina na Campo Grande Expo 2018 participando de um debate, e confesso que gostei das palavras e da visão da então deputada.

Tereza Cristina e José Luiz Tejon na Campo Grande Expo 2018.
Imagem: arquivo pessoal.

Algo que me atraiu também foi poder perceber que a senhora Tereza Cristina é um ser com inteligência emocional.

Sim, a consciência emocional. Precisamos ter no novo governo seres humanos com o dom de serem firmes, porém conciliadores, sensíveis e apresentarem o importantíssimo dom da amabilidade.

A nova ministra terá fortes lutas internas para travar no campo da continuidade do que foi bem iniciado pelo ministro Blairo Maggi e seu secretário executivo Eumar Novacki.

Foco no resultado e compliance severo, convocando todo o setor empresarial nas questões sanitárias.

Da mesma forma, diálogo e negociações internacionais com clientes de todo o mundo, onde de novo, a intuição e a sensibilidade farão toda a diferença.

O Brasil significa segurança alimentar para o planeta e jamais devemos nos envolver em conflitos e na geopolítica de blocos, onde alimento tem sido usado como arma militar.

A ministra Tereza Cristina deve se aproximar dos supermercados, das associações, como a Abras e a Abia, pois reunidas somamos quase 1 trilhão de reais e significam os maiores clientes da agropecuária brasileira.

Que a ciência, a tecnologia junto a Embrapa sejam a abertura para a educação. Que haja um novo papel acelerador do conhecimento, do design thinking, da mulher no agro, do jovem e da sustentabilidade, o bem-estar animal, a sucessão e a atração do empreendedorismo para este campo e a cidade, que reunidos formam uma agrossociedade.

Que a ministra Tereza Cristina prepare o ministério do Agronegócio atuando em toda a cadeia produtiva e estimule o cooperativismo agropecuário e de crédito.

Inteligência emocional, um talento fundamental para os bons e saudáveis debates e negociações.

E agora, quem será o novo Ministro da Agricultura?

Ontem conversei com Francisco Turra, que já foi nosso Ministro da Agricultura e hoje preside a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Imagem: Édi Pereira

O Ministro Turra me relembrou que ficamos falando de 230 milhões de toneladas de grãos, quando no Brasil produzimos mais de 1 bilhão de toneladas de alimentos e derivados do campo quando reunimos tudo o que é produzido.

 

De fato, Ministro Turra, um erro imperdoável de marketing para mostrar a dimensão do Brasil.

 

O Ministro Turra é uma pessoa a qual faço questão publicamente de declarar ser admirável. Gosto do caráter, da integridade, do trabalho e da visão estratégica dele.

 

Turra me contava do momento no seu Ministério em que lançou o Moderfrota, um plano de apoio à renovação da frota de tratores, colheitadeiras e máquinas agrícolas de imenso sucesso, tanto para reerguer a indústria, quanto para aparelhar os produtores com modernas tecnologias.

 

E nunca se esquecendo de que tudo o que é colocado na terra, na planta e na pecuária, passa pela mecanização.

 

Agora, o Ministro Turra teve outra ótima ideia a qual já estará levando ao novo governo em formação. Ele a batizou de “Modermaquina”, uma versão para a agroindústria e as cooperativas.

 

Um incentivo para a modernização das máquinas processadoras de alimentos, bebidas e dos derivados do campo.

 

Precisamos agregar valor, e para isso o ponto nevrálgico está na agroindustrialização.

 

Gera renda, empregos, acesso a mercados, gera maior demanda para os produtores rurais e cria empreendedorismo, inclusive nas cooperativas por poderem transformar as matérias-primas em marcas e produtos que irão atender muito mais consumidores.

 

O “Modermaquinas” de agroindustrialização é uma ótima ideia. Significa a multiplicação dos pães. E afirma Francisco Turra, que criou Moderfrota no seu Ministério, que tudo isso será feito com respaldo do BNDES, com longo prazo e juros acessíveis.

 

Precisamos de ousadia, empreendedorismo, criatividade e, como tenho dito, chega de discussões de esquerda ou de direita. Vamos partir pra cima, como dizemos aqui na Jovem Pan.

 

Que o novo governo tenha a inteligência e humildade de captar o que de melhor nossos sábios no agro têm a oferecer.

Chegou a hora H, das Eleições 2018 no Brasil

E chegou a hora H, das Eleições 2018 no Brasil. O agro neste instante segue o fluxo da natureza, plantando a safra 2018/2019.

 

Os criadores de aves, suínos, bois e vacas seguem criando, ordenhando leite, coletando ovos; os pescadores pescando, o látex sendo colhido das seringueiras, o cacau gerando chocolate, a cana-de-açúcar crescendo no etanol, o biocombustível com o RenovaBio ampliando e entrando nos grãos. Papel e celulose virando cadernos e livros, hortaliças e frutas (viva a banana campeã nacional) sendo cultivadas.

 

E as eleições chegaram…

 

Questões críticas para o nosso futuro no agro. A famosa infraestrutura dependente da ação firme e decisão do governo. Parar com o leilão de cargos vitais para o agro a partir das facções políticas-partidárias.

 

Pelo amor de Deus, o Porto de Santos, sagrado Porto de Santos, que fique livre das mãos danosas de gestores incompetentes nos leilões de cargos.

Da mesma forma, os Ceasas, o Banco do Brasil, empresas públicas e estatais: que seus melhores especialistas e técnicos liderem e que não permitam que a Embrapa jamais caia na mesma tentação.

 

E o que podemos fazer para criarmos um 4º Poder no Brasil que atue ao lado e muitas vezes acima do poder político-partidário?

 

Viva Santa Catarina, que inaugurou o Observatório Social do Brasil, o primeiro a nível estadual. No país já são mais de 130 cidades com o Observatório Social do Brasil totalmente apartidário.

 

Precisamos engrossar, ter em todos os municípios do país e a nível estadual e federal, o Observatório Social do Brasil. Vigilância e zeladoria sobre a qualidade da gestão pública. E ao lado disso, precisamos – e reitero enfaticamente da união e integração das forças empreendedoras e cooperativistas no Brasil – das Confederações Nacionais Empresariais.

 

São dez: Indústria, Comércio, Agropecuária, Serviços, Finanças, Transportes, Saúde, Comunicação, Cooperativas, Turismo e o turismo rural high tech e ecológico, imagine o bem que não faria para a imagem do Brasil no mundo?!

 

Mas agronegócio é construção de cadeias produtivas. As 10 Confederações precisam dialogar e planejar juntas, como nos estados e nos municípios com as associações comerciais, industriais de serviços. Agropecuária ao lado de clubes de serviços.

 

O 4º Poder, ou melhor, o novo Poder 4.0, da Sociedade Civil Organizada, articulada e conectada em fluxos de informação e estratégicos entre si.

 

Bom voto. E acima de tudo, bem-vindos todos ao novo mundo. O agronegócio e a agrossociedade com o Observatório Social do Brasil e a integração das cadeias empreendedoras e cooperativistas produtivas.

O Poder 4.0: A cogovernança do Brasil totalmente apartidária

O que o brasileiro mais sente falta no próprio brasileiro?

Ser mais sábio. Eu tive uma conversa muito me impressionou para as posições que tenho assumido perante os internautas e amigos. O ex-Ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, nascido em Bambuí, Minas Gerais, agrônomo formado em Lavras-MG, ganhou o equivalente ao Nobel da Alimentação em 2006, o World Food Prize.

 

Foi Deputado Federal, Senador, Presidente do Banco de Minas Gerais, Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ergueu a Embrapa (quando ministro ainda no governo militar), e foi da Assembléia Constituinte em 1987, 1988.

 

Hoje, Paolinelli preside a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), e ao conversarmos, ele disse:

 

“A democracia é o melhor regime político até hoje inventado, e eu lutei pela democracia ainda nos governos militares. Porém, eu não creio mais em governo”.

 

Esse mesmo sábio, Alysson Paolinelli, me explicou: “Tejon, eu não creio mais na possibilidade de esperar por governo. A democracia não sobrevive sem a efetiva participação da Sociedade Civil Organizada.“

 

A democracia não resiste à omissão, submissão, a ausência ou ao conluio entre as forças empreendedoras e o Estado.

 

Estamos neste momento entre dois extremos a nível da presidência do Brasil, e a frente parlamentar da agropecuária, com 214 parlamentares, através de sua Presidente sul-mato-grossense, a Deputada Tereza Cristina, do Partido Democratas, declarou adesão à Jair Bolsonaro.

 

Sob o ponto de vista do mundo político-partidário, o poder político, não desejo aqui entrar em nenhuma seara deste mundo político-partidário, suas contradições, com uma categoria com muitos membros sendo julgados, outros já condenados e com suas lutas pelo poder.

 

Não desejo discutir a seara das decisões da frente parlamentar da agropecuária ou das táticas político-partidárias; Desejo convocar nestes 3 dias que antecedem as eleições, a sabedoria ouvida de Alysson Paolinelli e perguntar no dia 1 de janeiro de 2019, seja quem for o Presidente no Planalto, qual será o papel das Confederações Nacionais Empresariais.

Fonte: Pixabay

Estaremos aqui cobrando forte e veementemente o papel das estruturas grandes, importantes e representativas dessa sociedade brasileira empreendedora e cooperativista que tem por missão doravante significar não o 4º Poder, mas o novo Poder 4.0. A cogovernança do Brasil totalmente apartidária e reunida na visão estratégica de cadeias econômicas de valor.

 

Não haverá êxito do agronegócio brasileiro no futuro sem a indústria, sem o comércio, o transporte, o setor financeiro, sem o cooperativismo, sem os serviços, a comunicação, a saúde, e lógico, sem a própria agropecuária.

 

O agro é urbano, virou uma agrossociedade, como enfatiza outro brilhante ex-Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

 

As Confederações Nacionais Empresariais precisam jogar juntas para diminuir brutalmente o tamanho do custo do estado brasileiro, e terem um planejamento único e integrado de cadeias econômicas de valor.

 

Que a frente parlamentar da agropecuária faça suas aderências conforme as táticas políticas-partidárias, mas que as Confederações Nacionais Empresariais, que as Federações Estaduais Empresariais e que as Associações Empreendedoras Municipais se reúnam para um projeto brasileiro, federal, estadual e municipal.

 

E que fiquem cada vez mais Brasil e muito menos Brasília. Aliás, assim está escrito no próprio documento de intenções do candidato Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal, ao qual a Frente Parlamentar Agropecuária se integrou.

 

Boa sorte ao Brasil nestas eleições, que os melhores políticos prevaleçam. Mas, por segurança nacional, que saia da Sociedade Civil Organizada uma orquestração emergencial, apartidária.

 

O dia 1 de janeiro de 2019 precisará muito mais disso do que nossos analistas hoje refletem.

Rádio: a mídia que mais cresce no agronegócio

O Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) reuniu nos dias 21 e 22 de setembro, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, líderes do agronegócio.

As principais conclusões foram sintetizadas num documento chamado de Legado do Fórum LIDE de Agronegócios.

O relator do legado foi o ex-Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, e quero destacar como uma conclusão das mais importantes deste evento a consciência das lideranças do agro brasileiro a respeito da comunicação.

O legado é marcante e enfatiza investir em comunicação no sentido de educar a população sobre verdades e fatos.

Dr. José Luiz Tejon, Especialista em Agronegócio e apresentador do programa A Hora do Agronegócio – Via Jovem Pan

Vivemos uma autêntica guerra de comunicação, uma batalha pelas percepções dos consumidores, um tsunami de Fake News e constatamos que a ciência para predominar precisará de muita comunicação educadora e permanente.

Wilson Mello, Presidente do Conselho da Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (ABIA) disse que os ataques aos alimentos da indústria podem significar prejuízos de bilhões e desemprego se prevalecerem.

Para isso, um termo foi inventado, “ultraprocessados”, e a mesma agressividade com que os cigarros foram tratados no consumo organizações propõem que sejam utilizadas nos alimentos como triângulos nos rótulos.

Wilson Mello afirma que a indústria é lenta nas respostas, enquanto os detratores atuam em alta velocidade e sensibilizam a população com inverdades e generalizações manipuladoras.

O documento do legado aposta num Brasil campeão mundial da segurança alimentar, pois temos tecnologia tropical sustentável, terras e gente competente no agro ao longo de todas as suas cadeias produtivas.

Significa produzir 40% a mais nos próximos 10 anos.

Este legado aborda e assevera sobre ser fundamental a articulação público-privada, a integração de governo com a sociedade empreendedora, o aporte da tecnologia disruptiva (agricultura 4.0), educação e formação de talentos.

E sem dúvida, uma forte política de compliance na luta contra erros, desperdícios e na segurança dos alimentos, tanto por parte do Ministério da Agricultura e órgãos do governo, quanto pelas empresas envolvidas na produção de alimentos.

A Rede Jovem Pan foi parceira desse evento, e ressaltamos o crescimento da mídia na rádio no agronegócio como a que mais cresceu na audiência dos produtores rurais do Brasil, conforme constata a Pesquisa de Hábitos de Mídia da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA).

Hora e vez da voz do rádio na educação e comunicação do agro, tanto para o campo quanto para a cidade.

O pão nosso de cada dia carece de um plano nacional do trigo

A indústria do trigo se reúne em Foz do Iguaçu nesta semana (24). O 25° Congresso da Abitrigo que acontece entre os dias 23 a 25 de setembro em Foz do Iguaçu/PR, significa uma saudável tentativa de estabelecer uma coordenação dessa abandonada cadeia, e que é de imensa importância para o país.

Fonte: Pixabay

Me disseram o trigo ficou de escanteio. Eu digo muito pior, pois escanteio ainda tem perigo de gol o trigo foi jogado pra lateral da bandeirinha do seu próprio campo.

Trigo faz parte da mesa dos brasileiros, está presente nas padarias todos os dias, na pizza, farinhas, doces e até nas cervejas de trigo – aliás, a cerveja era chamada de pão líquido no passado.

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo diz que somos dependentes de importação. Consumimos cerca de 11 milhões de toneladas de trigo, importamos cerca da metade da necessidade, e afirmam que produzimos mal e importamos mal.

A intenção da Abitrigo é boa. Gerar um plano de governo, uma diretriz, um plano nacional do trigo. Já temos trigo desenvolvido pela Embrapa adaptado às condições do cerrado brasileiro.

Uma carta de Foz do Iguaçu será preparada, e alguns pontos importantes lá estarão, como estes:

  • Reafirmar o compromisso com a segurança alimentar;
  • Investir no desenvolvimento e inovação de produtos que atendam necessidades nutricionais da população;
  • Combater a desinformação e veiculação de Fake News sobre os alimentos e derivados do trigo;
  • Acompanhar mudanças de hábitos dos consumidores;
  • Produzir mais e melhor.

Cooperativas, moinhos, cerealistas, fornecedores de máquinas e equipamentos estarão reunidos com pesquisadores, incluindo um painel sobre sustentabilidade e hábitos alimentares, com a presença de experts como a Embaixadora do Barilla Center for Food and Nutrition, Alessandra Luglio, e Valter Bianchini, da FAO e o Presidente da ABIMAPI, Cláudio Zanão.

Independência é vida desde que tenhamos consciência de que somos interdependentes

Independência consciente da interdependência é vida. Caso contrário, pode ser morte.

Fonte: píxabay.com

“Independência ou Morte!”, gritou D. Pedro I nas margens do Rio Ipiranga vindo de Santos, onde de fato foi decidida a independência do Brasil da corte portuguesa.

E neste 7 de setembro falo aqui de Santos, onde observo dezenas de navios parados no largo aguardando para entrarem no maior porto da América Latina e o principal do agronegócio brasileiro.

E sem dúvida, ali parados, esses navios estão pagando o demurrage..

Mas aqui de Santos, no sudeste, o mar camarada, e no lado oeste, o interior companheiro. Olhando para os caminhões – e os caminhoneiros que são legítimos trabalhadores honrados brasileiros – lá está estampada a conta do aumento do custo do transporte.

 

A CNA diz que cresceu 204% com ida e volta, num frete de Sorriso, Mato Grosso, para o Porto de Santos. A CNI a disse: “Vamos esperar uma decisão célere da justiça” e outra entidade, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), explicou através do presidente Sérgio Mendes: “Não tem como produtor e exportador absorverem isso“.

Mais uma entidade, a Abiove, de óleos vegetais, com André Nassar como presidente exclamou: “A correção da tabela de preços passou por cima de questões técnicas e jurídicas, foi política, tememos que esse comportamento do governo se torne padrão“.

Enquanto as entidades gritam, parece que há uma lei universal ainda não deglutida pelas lideranças empresariais brasileiras: toda grande independência será totalmente dependente da união e da cooperação entre os membros que formam um sistema.

Isso significa agronegócio, um sistema interdependente. Ou seja, fora da negociação, dos contratos e da orquestração das cadeias produtivas, a independência de cada um dos seus elos, vira de fato morte, e não vida.

Pelo lado dos caminhoneiros, o presidente dos Autônomos de Cargas de Ponta Grossa, Neori Leobet afirmou: “O reajuste da tabela de preços é o que precisava ser feito“.

Outro líder dos caminhoneiros, Wallace Landim, disse que vai ter manifestação dia 12 de setembro, em frente à ANTT pressionando para que haja fiscalização sobre o tabelamento.

O que aprendemos com a lição da independência ou morte? Que a independência de um sistema, de uma nação, é totalmente dependente de sua organização interna.

Enquanto as confederações e as associações patronais não conversam entre elas mesmas, e enquanto não se define um líder para o comitê de crise dos fretes, e da mesma forma, enquanto isso não ocorre no lado dos caminhoneiros autônomos, ficam todos esperando pela decisão do Sr. juiz Luiz Fux, do STF, que disse: “Todas as decisões sobre a tabela do frete estão suspensas até que haja uma decisão sobre a constitucionalidade da medida”.

Enquanto isso, a morte, o lado malvado da independência sangra a todos os elos de sua corrente.

Semana da pátria. Semana de saber que independência é vida desde que tenhamos consciência de que somos todos interdependentes, caso contrário, pode ser morte. Viva o Brasil.