E agora, quem será o novo Ministro da Agricultura?

Ontem conversei com Francisco Turra, que já foi nosso Ministro da Agricultura e hoje preside a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Imagem: Édi Pereira

O Ministro Turra me relembrou que ficamos falando de 230 milhões de toneladas de grãos, quando no Brasil produzimos mais de 1 bilhão de toneladas de alimentos e derivados do campo quando reunimos tudo o que é produzido.

 

De fato, Ministro Turra, um erro imperdoável de marketing para mostrar a dimensão do Brasil.

 

O Ministro Turra é uma pessoa a qual faço questão publicamente de declarar ser admirável. Gosto do caráter, da integridade, do trabalho e da visão estratégica dele.

 

Turra me contava do momento no seu Ministério em que lançou o Moderfrota, um plano de apoio à renovação da frota de tratores, colheitadeiras e máquinas agrícolas de imenso sucesso, tanto para reerguer a indústria, quanto para aparelhar os produtores com modernas tecnologias.

 

E nunca se esquecendo de que tudo o que é colocado na terra, na planta e na pecuária, passa pela mecanização.

 

Agora, o Ministro Turra teve outra ótima ideia a qual já estará levando ao novo governo em formação. Ele a batizou de “Modermaquina”, uma versão para a agroindústria e as cooperativas.

 

Um incentivo para a modernização das máquinas processadoras de alimentos, bebidas e dos derivados do campo.

 

Precisamos agregar valor, e para isso o ponto nevrálgico está na agroindustrialização.

 

Gera renda, empregos, acesso a mercados, gera maior demanda para os produtores rurais e cria empreendedorismo, inclusive nas cooperativas por poderem transformar as matérias-primas em marcas e produtos que irão atender muito mais consumidores.

 

O “Modermaquinas” de agroindustrialização é uma ótima ideia. Significa a multiplicação dos pães. E afirma Francisco Turra, que criou Moderfrota no seu Ministério, que tudo isso será feito com respaldo do BNDES, com longo prazo e juros acessíveis.

 

Precisamos de ousadia, empreendedorismo, criatividade e, como tenho dito, chega de discussões de esquerda ou de direita. Vamos partir pra cima, como dizemos aqui na Jovem Pan.

 

Que o novo governo tenha a inteligência e humildade de captar o que de melhor nossos sábios no agro têm a oferecer.

Eventos do agro discutem a necessidade de comunicação e marketing para o setor

Dois eventos de alta relevância ocorreram nesta semana em São Paulo. Um dos eventos é o Esalqshow 2018, que estará acontecendo até o dia 11 de outubro na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) em Piracicaba, interior do estado de São Paulo.

Um fórum que está sendo debatido sobre diversos itens fundamentais para o agronegócio, como educação intensa, a interconexão das várias matérias, a inovação, a ciência e o surgimento forte da importância do marketing e da comunicação para uma luta pela educação consciente dos consumidores e da sociedade.

O Prof. Luiz Gustavo Nussio, diretor da ESALQ, afirmou que, de cada 5 reais direcionados para projetos e pesquisas, 4 reais vêm de acordos com a iniciativa privada. Um caminho inexorável a parceria público-privada.

Outro evento, o Horizons, que aconteceu nos dias 09 e 10 de outubro, em Atibaia, também no interior do estado de São Paulo, contou com a presença de mais de 200 líderes da produção de alimentos no Brasil.

Horizons – the future agribusiness Brazil é uma iniciativa da Trouw Nutrition, uma das maiores indústrias de nutrição animal do mundo, pertencente ao grupo holandês Nutreco, com apoio de Rabobank, Elanco, Rafitec Embalagens e Yes Nutrição Animal.

O evento contou com conferencistas internacionais e líderes de todas as cadeias produtivas da proteína animal brasileira. Da mesma forma, além dos aspectos vitais da reorganização da defesa sanitária do país, onde o ex-Ministro da Agricultura, Francisco Turra, atual presidente da Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA) foi parar numa UTI de hospital pela carga das emoções da forma equivocada como foi tratado e difundido o assunto da Operação Carne Fraca.

Então, dentre todos os aspectos estruturais, tributários, tecnológicos e de ações muito mais integradas das cadeias para acesso aos mercados mundiais, surgiu, brotou e está explodindo a necessidade de uma organização que reúna todas as entidades do setor para um plano de marketing e de propaganda educadora no Brasil e nos mercados mundiais.

Stefan Mihailov, presidente da Trouw Nutrition Brasil, coordenador geral do HORIZONS e Prof. Dr. José Luiz Tejon.

Nos eventos, tanto o Fórum EsalqShow quanto no evento Horizons, o marketing e a propaganda educadora estavam falando com toda a sociedade, e foram enfatizados quando uma outra boa ideia passou a ser explicitada, principalmente após a gigantesca mudança do cenário político-partidário.

A união da Sociedade Civil Organizada, das classes econômicas empreendedoras e cooperativistas servirão para não esperarmos mais pelo governo.

Que possamos ter doravante muito mais empreendedores se organizando e se orquestrando como cadeia produtiva. Que o Estado fique como regulador, e não interferindo como produtor, o que não consegue e não deve ser.

É hora do agronegócio, hora de uma gestão de marketing e de comunicação educadora para a sociedade brasileira e mundial. A luta pelas percepções das pessoas define realidades e o sucesso.

Liberdade para o empreendedor e marketing: duas demandas para o agronegócio do futuro.

Rede Jovem Pan, a melhor rede de rádio do país, que está na internet, tem canal no YouTube,  e tem a melhor programação voltada ao jornalismo, esporte e entretenimento. Aqui na Jovem Pan já falamos com toda a sociedade brasileira e internautas do mundo inteiro.

O Poder 4.0: A cogovernança do Brasil totalmente apartidária

O que o brasileiro mais sente falta no próprio brasileiro?

Ser mais sábio. Eu tive uma conversa muito me impressionou para as posições que tenho assumido perante os internautas e amigos. O ex-Ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, nascido em Bambuí, Minas Gerais, agrônomo formado em Lavras-MG, ganhou o equivalente ao Nobel da Alimentação em 2006, o World Food Prize.

 

Foi Deputado Federal, Senador, Presidente do Banco de Minas Gerais, Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ergueu a Embrapa (quando ministro ainda no governo militar), e foi da Assembléia Constituinte em 1987, 1988.

 

Hoje, Paolinelli preside a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), e ao conversarmos, ele disse:

 

“A democracia é o melhor regime político até hoje inventado, e eu lutei pela democracia ainda nos governos militares. Porém, eu não creio mais em governo”.

 

Esse mesmo sábio, Alysson Paolinelli, me explicou: “Tejon, eu não creio mais na possibilidade de esperar por governo. A democracia não sobrevive sem a efetiva participação da Sociedade Civil Organizada.“

 

A democracia não resiste à omissão, submissão, a ausência ou ao conluio entre as forças empreendedoras e o Estado.

 

Estamos neste momento entre dois extremos a nível da presidência do Brasil, e a frente parlamentar da agropecuária, com 214 parlamentares, através de sua Presidente sul-mato-grossense, a Deputada Tereza Cristina, do Partido Democratas, declarou adesão à Jair Bolsonaro.

 

Sob o ponto de vista do mundo político-partidário, o poder político, não desejo aqui entrar em nenhuma seara deste mundo político-partidário, suas contradições, com uma categoria com muitos membros sendo julgados, outros já condenados e com suas lutas pelo poder.

 

Não desejo discutir a seara das decisões da frente parlamentar da agropecuária ou das táticas político-partidárias; Desejo convocar nestes 3 dias que antecedem as eleições, a sabedoria ouvida de Alysson Paolinelli e perguntar no dia 1 de janeiro de 2019, seja quem for o Presidente no Planalto, qual será o papel das Confederações Nacionais Empresariais.

Fonte: Pixabay

Estaremos aqui cobrando forte e veementemente o papel das estruturas grandes, importantes e representativas dessa sociedade brasileira empreendedora e cooperativista que tem por missão doravante significar não o 4º Poder, mas o novo Poder 4.0. A cogovernança do Brasil totalmente apartidária e reunida na visão estratégica de cadeias econômicas de valor.

 

Não haverá êxito do agronegócio brasileiro no futuro sem a indústria, sem o comércio, o transporte, o setor financeiro, sem o cooperativismo, sem os serviços, a comunicação, a saúde, e lógico, sem a própria agropecuária.

 

O agro é urbano, virou uma agrossociedade, como enfatiza outro brilhante ex-Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

 

As Confederações Nacionais Empresariais precisam jogar juntas para diminuir brutalmente o tamanho do custo do estado brasileiro, e terem um planejamento único e integrado de cadeias econômicas de valor.

 

Que a frente parlamentar da agropecuária faça suas aderências conforme as táticas políticas-partidárias, mas que as Confederações Nacionais Empresariais, que as Federações Estaduais Empresariais e que as Associações Empreendedoras Municipais se reúnam para um projeto brasileiro, federal, estadual e municipal.

 

E que fiquem cada vez mais Brasil e muito menos Brasília. Aliás, assim está escrito no próprio documento de intenções do candidato Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal, ao qual a Frente Parlamentar Agropecuária se integrou.

 

Boa sorte ao Brasil nestas eleições, que os melhores políticos prevaleçam. Mas, por segurança nacional, que saia da Sociedade Civil Organizada uma orquestração emergencial, apartidária.

 

O dia 1 de janeiro de 2019 precisará muito mais disso do que nossos analistas hoje refletem.

Embrapa, inovações e competitividade de heróis

A genética desenvolvida pela Embrapa está mudando o agronegócio do maracujá no Brasil. O Distrito Federal é o maior estado produtor de maracujá, apresenta pelo último Censo do IBGE um incremento na produtividade do maracujá de 70%.

Maracujá tem sabor, teor de vitamina e qualidade para o processamento industrial. Novas áreas do país estão plantando maracujá, e graças a genética da Embrapa e com a nova geração de híbridos, estima-se uma contribuição econômica de 400 milhões de reais, na colheita, 5 mil empregos diretos, e mais de 10 mil empregos indiretos no maracujá business.

Fonte: freepik

Os cultivares das novas variedades da Embrapa maracujá significam apenas um dos exemplos de uma série de contribuições no setor da hortifruticultura nacional, da qual pouco falamos e comentamos, e que o público desconhece.

A Embrapa está em fase de escolha de um novo presidente. Há muitos burburinhos, manifestações e cartas enviadas ao Ministro por entidades, associações e, em meio a uma belíssima crise de liderança das classes políticas nacionais, parece que as poucas coisas que se salvam, acima do mar de incompetências, viram as joias, as pérolas da coroa, e todos a querem.

Tratamos disso no último Encontro MIRA – Mesa dos Incômodos Reinantes do Agro, realizado em agosto, no PENSA, da FEA USP.

O orçamento de toda a Embrapa é de cerca de 3 bilhões e trezentos milhões de reais. Agora, compare só: o orçamento de uma companhia internacional, como a Bayer, em pesquisa é de mais de 22 bilhões de reais.

Ou seja, uma Embrapa inteira significa menos do que 15% comparado a apenas uma grande corporação de pesquisa privada como a Bayer. E que ótimo, continuem investindo!

Se quisermos mais da Embrapa, o problema está na dimensão dos seus recursos e de uma clara necessidade de investirmos acentuadamente em pesquisa e educação no país, além de lideranças do agro que se integrem como cadeia produtiva.

Para onde o agro vai neste ano?

O agro exportador, se permanecer os quatro reais por dólar, será bom pra quem idealmente já travou seus custos. Para o agro local, menos margens e custos maiores sem o benefício da moeda internacional, o dólar.

Quem ainda não acertou o adubo, o fertilizante, a tensão pra lavoura nova de setembro, está elevadíssima; a questão do frete faz com que a logística esteja toda atrasada, e já ouvimos pelo interior do país, comentário de plantar este ano com menor tecnologia.

Menos adubo. Teremos uma safra menor do que a anterior. Produziremos com um custo maior do que o anterior… e emoções não faltarão.

O tabelamento do frete com tabela mínima continua bailando pelo planalto tropical brasiliense e vai parar no Tribunal de Justiça.

A lei contra o glifosato, herbicida com o qual a agricultura brasileira se acostumou e que oferece elevada competitividade de custo, e que está da mesma forma sob ameaça de proibição de uso, o que não deve ocorrer de uma hora pra outra, mas contribui para as emoções tensas da próxima safra.

Montagem: Catherine Pestl

A próxima safra será plantada em meio a uma eleição incerta, de um governo frágil, e será colhida com um novo governo incerto também.

Sobre os fatores externos saiu o último relatório do Departamento de Agricultura Americano, onde os Estados Unidos já apresenta a safra recorde de soja e milho, e Chicago já botou os preços pra baixo.

Portanto, com fatores controláveis em risco e fatores incontroláveis como sempre incertos, vamos para a próxima safra.

Que Deus seja brasileiro, que São Pedro nos ajude, que o próximo presidente seja dentre todos, o de maior bom sendo e o menos pirado e maluco possível. Viva a sensatez.

Que a Sociedade Civil Organizada se reúna de forma mais inteligente e articulada, ativa e generosa, mas que ou lidere ou será por terceiros liderada.

O Brasil que coopera supera.

Airbnb no Salão Internacional de Agricultura em Paris

Da França direto pra Jovem Pan, para os meus leitores do blog Cabeça de Líder.

No Salão Internacional de Agricultura, em Paris, você encontra o mundo sob o tema central deste ano: “A agricultura, uma aventura coletiva”. São mais de mil expositores no Parque de Exposições da Porta de Versalles.

 

O foco é valorizar o trabalho coletivo como chave do setor. São seis gigantescos pavilhões divididos por assuntos, como o pavilhão de carnes, outro dedicado a cavalos e também a produtos culturais do campo, onde a jardinagem e o mundo vegetal se faz presente. Há um terceiro pavilhão com comidas e bebidas, e ali está presente a televisão francesa sendo transmitida ao vivo.

No 4° pavilhão, da agricultura de precisão, vi o recrutamento de jovens e o meio ambiente high tech. No quinto pavilhão uma mostra dos produtos de vários países do mundo, onde a Costa do Marfim apresentava o melhor stand falando de sua política de preservação das florestas, e Marrocos mandava ver num samba do Brasil, uma tímida participação apenas com a caipirinha e o nobre capim dourado.

Sem dúvida e com todo respeito, o Brasil faltou neste show.

E por último um pavilhão dedicado a cães e gatos.

 

Algumas coisas surpreendem. Você não imaginaria ver o Airbnb num evento da agricultura, imaginaria? Pois ali estava, com um grandioso stand. E qual a ideia do Airbnb estar num evento rural? Promover o turismo rural.

Airbnb está presente no Salão Internacional de Agricultura 2018, em Paris.

O Airbnb na França já conta com mais de 6 mil agricultores cadastrados. Oferecerem sua propriedade para o turismo agrícola. O que significa ganhar uma renda adicional, mostrar e promover a sua atividade agrícola e conhecer pessoas do mundo inteiro.

 

Por que 80% dos CEOs não confiam nos diretores de marketing?

Uma pesquisa publicada na revista Harvard Business Review (edição de novembro de 2017) aborda a alta rotatividade dos CMOs (Chief Marketing Officer) e acrescenta estarem os presidentes das companhias com baixa confiança ou insatisfeitos com seus profissionais de marketing.

 

A pesquisa apontou que mais de 40% desses profissionais ficam em suas cadeiras até dois anos, e 57% até três anos.

 

Distintas descrições para o mesmo cargo aparecem e podem significar um dos problemas pela não clareza das missões, das responsabilidades e consequentemente com a ausência de métricas ajustadas a uma avaliação meritocrática.

 

Apenas 23% das descrições do cargo encontrados no estudo posicionam ter o diretor de marketing responsabilidade pelo P&L (Profit and Loss Statement) é o demonstrativo de lucros e perdas de uma empresa e traz suas receitas, custos e despesas), na amplitude total da organização. Adiciona preparar estratégia, supervisão de vendas, inovação, design, distribuição, pricing e comunicação.

 

46% dos textos colocam responsabilidade pela comercialização, realizando isso através da comunicação de marketing, publicidade, conteúdo digital, mídias sociais, promoção e eventos; 31% tem uma descrição com foco na responsabilidade pela estratégia. Deve criar uma estratégia de crescimento responsável pela inovação, insight e avaliação de clientes, com design do produto.

 

O estudo conclui também que os dirigentes de marketing “não têm autoridade suficiente para fazer o que deles é esperado“. Os pesquisadores Kimberly A. Whitler (ex-CEO e hoje professora da Darden School of Business da University of Virginia) e Neil Morgan (professor de marketing da Indiana University), ao estudarem profundamente o assunto têm hoje uma fortíssima crença de que o grande drama que envolve a categoria dos profissionais de marketing nos Estados Unidos está no “modelo falho da função“.

 

Identificaram também não existir já resposta clara para uma pergunta: “O que faz um CMO?“

Existe ainda uma grande incompatibilidade de expectativas entre os candidatos não alinhados com as responsabilidades e métricas de desempenho. Seria como se num time de futebol contratasse um comandante de ataque e também esperássemos que fosse um goleiro, ou melhor, um “coringa“ para todas as posições.

As recomendações dos pesquisadores cobrem quatro procedimentos críticos para o sucesso:

1º: defina a função;

2º: alinhe responsabilidades com o escopo da função;

3°: alinhe métricas com expectativas;

4º: procure candidatos com o perfil correto.

Pensar profundamente antes de contratar faz parte do segredo do sucesso. Isso vale também para o candidato. Neste estudo, os autores adicionam outras poucas regras essenciais:

Que resultados você espera desse diretor de marketing dentro das realidades atuais enfrentadas pela empresa?

Que responsabilidade funcional é necessária para assimilar essa visão a respeito da função?

Como medir o sucesso?

Que habilidades e experiências são exigidas?

 

Como estaria essa questão no Brasil?

Estariam os nossos presidentes, diretores executivos, CEOs em qual grau de proporção satisfeitos, insatisfeitos ou sem “nada a declarar“ sobre essa questão?

E mais: qual a visão dos pares, o CIO, o CFO, CSO (sustentabilidade), o industrial, a área legal e compliance? Qual a opinião dos clientes B2B, principalmente, sentindo os impactos das decisões mercadológicas tomadas pela organização? O que pensam os veículos de comunicação, os jornalistas, e os stakeholders mais próximos com capacidade de oferecer opiniões sobre este complexo de marketing?

 

Talvez, um ingrediente não avaliado pelos pesquisadores deste estudo possa estar na competência necessária para liderar angulações tão subjetivas como marketing enfrenta, adicionando um talento corajoso, ousado e quem sabe, hoje em dia mais fundamental do que nunca: saber vender para dentro primeiro o que a empresa precisará vender para fora. E claro, romper uma expressão clássica nas escolas de marketing, a de que “existimos para atender necessidades e desejos de clientes“.

 

Isso foi passado, se é que algum dia foi. Não existimos para atender, existimos para inspirar e revelar aos clientes e consumidores o que eles não sabem que poderiam ter, e ao descobrir, se desmanchem em comoções.

 

 

Prof. Dr. José Luiz Tejon

Sócio diretor da Biomarketing

Esperar pelo próximo presidente é como acreditar que o cavalo de Troia era um presente dos gregos

Até quando a “Marcha da insensatez” (livro Extraordinário escrito por Bárbara Tuchman) continuará nublando, enganando e traindo a sociedade brasileira?

Existe um Brasil lúcido, sensato. Ele apenas não se manifesta, não se articula e talvez esteja ainda dominado por uma tenra infância de crianças disputando a manifestação de seus egos.

O Brasil não pode esperar pelo processo político, pela absurda incerteza de acreditar que o novo presidente venha de qual facção vier, conseguiria dar o salto histórico para o país não se ver mergulhado nas trevas da ausência de consciência, dos seus próximos 20 anos.

Nada será como antes. Agora seremos exigidos na educação, nas lutas competitivas, no poder da cooperação, na ciência, no comércio e seremos obrigados a forjar uma nação, uma pátria, uma república, ou então iremos agonizar no império da revolução dos bichos de George Orwell. Superação é o dever.

Superação como prefere Makiguti significará “criar valor a partir da sua própria vida, sob quaisquer circunstâncias. E valor quer dizer o bem, o benefício e o belo. “Só teremos superação com os fundamentos superantes da coragem, da confiança, da cooperação, da criação, da consciência, da conquista, da correção e da definição de um caráter de país.

 

Quem educa supera e faz superar. E quem tem o dever de não ficar mais esperando pelo entrópico processo político e sua relação mortífera com parte do empresariado, que desprovido de valores se locupletou como nunca dantes na corrupção, desmascarada pelos também inesperados e disruptivos jovens das lava jatos tropicais, esse dever cabe a nós. Cabe a sociedade civil organizada, cabe ao ponto mais precioso  da superação, assumir o protagonismo e abandonar a vitimização. Quem são os piores líderes para fracassarem nesse desafio? Aquele que se vitimiza, dessa forma, espante e enxote qualquer um que traga uma retórica vitimizadora e de vitimização. Quem pode nos levar a essa disruptiva fase mutante, não insensata?

 

Os brasileiros que trabalham, sensatos e representantes de um Brasil que aos trancos e barrancos se mantém entre as 10 maiores economias do mundo,  que está na lista mundial de países livres, que conseguiu liderar em diversos segmentos econômicos e tecnológicos, como o próprio agronegócio,  exemplificam um país formado de sofridos e pobres imigrantes de todos os cantos, com escravos e excluídos do planeta, assim como foram meus pais, meus avós, meus bisavós.

 

Precisamos convocar, sim, as estruturas formais e já organizadas da sociedade civil organizada. Para superar precisamos de liderança democrática e de entidades que aí estão, até agora caladas, escondidas deste momento de tão magnânima dimensão.Convoco as organizações empresariais nacionais, as confederações empresariais que reunidas representam todo o produto interno bruto do país. As 12 CN’s. Convoco as representações religiosas, a OAB, educadores, trabalhadores, estudantes e militares. Os colegas jornalistas e a mídia.

 

Só há uma regra de ouro para criarmos uma proposta de projeto brasileiro de governança, ao lado ou à parte do sistema político partidário isoladamente que, sem duvida, por ele só, nos conduzirá inexoravelmente ao cavalo de Tróia, um presente de grego, seja quem for o presidente oculto na sua barriga equina. Nenhuma entidade, organizada, pode ter qualquer vínculo ou elo com partidos políticos. A contaminação político partidária condena a representação da sociedade civil organizada a uma guerra de loucos, onde enganos e traições, vozes tumulares de ideologias passadas nos condenariam ao fracasso antes da partida. A ideologia do passado já morreu. Que venha, se precisar, a ideologia do futuro. Ela não se encontra nos baús enterrados nas suas tumbas.

O Brasil precisa superar, ultrapassar e ir muito além de ficar esperando por um processo político ou num debate pautado pela loucura entre este nome, ou aquele nome, como se fosse possível e aceitável esperar pelo que não virá, e que já faleceu na esquina próxima passada da história recente. O populismo é o veneno do futuro. O mornalismo, das normalidades mornas, a anestesia da ação. Não se enfrenta o populismo somente com o sonho democrático do voto. Precisa de mais, muito mais. Sem ajuda das organizações sensatas e estruturaras, o voto não fará milagre. Até porque milagres estão num campo de dimensões elevadas, e não seria justo esperar por eles. A Deus o que é de Deus e ao brasileiro o que é o dever de cada brasileiro.

Quem sofre mais: belos e belas ou feios e feias?

Quem paga maiores preços perante os espelhos de si mesmos ou nos reflexos das sociedades?

Catherine Deneuve, “La Belle De Jour“ ou “A Bela Da Tarde”, hipnotizadora e belíssima do cinema foi amaldiçoada por ter sido mal interpretada sob essa tsunami de assédios hollywoodianos ao ponderar de que os homens poderiam sim ter uma postura ativa na conquista das mulheres (coisas da moda antiga), mas a turma toda logo associou imaginar que a bela da França estaria autorizando o vil assédio. Catherine se desculpou para aquelas pessoas vítimas da coisa, e enfatizou: “Só me desculpo para essas pessoas…”.

Então, a bela e o belo pagam preços para adentrar no mercado da fama? Sim ou não? E mesmo fora do mercado da fama?

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