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Caminhoneiros negociam e dão exemplo de luta

Caminhoneiros negociam e dão exemplo de luta

O assunto da greve dos caminhoneiros e suas consequências com o impasse da tabela dos fretes já tem sido alvo de análises intensas de toda a mídia com quantificações que variam, conforme a dimensão do analista econômico de 3 bilhões de reais, num sentido mais estrito, a mais de 70 bilhões de reais, numa angulação mais ampla de seus prejuízos numa cascata econômica desde exportações até o desabastecimento, inflação e o brutal impacto negativo que atiça ainda mais nossas incertezas num ano de eleições e crise de liderança nos poderes.

A vantagem de dialogarmos nas redes sociais é que escrevemos e também lemos sobre o feedback do povo, não só do setor de produtores rurais, mas de toda gente envolvida ao longo das cadeias produtivas do agronegócio, afinal agro é tudo, e agro também é caminhão e motorista de caminhão.

 

Um dos caminhoneiros, independente, autônomo, me mandou mensagem pelo meu Facebook (onde posto também artigos e as notícias do programa A hora do agronegócio) e divulgo textos pelo blog Cabeça de Líder, da Jovem Pan.

Ao estabelecermos um diálogo, ele me mostrou sua realidade, as agruras e a vida dura do seu caminhão. O nome dele é Sérgio Rabelo. Me escreveu reclamando, dizendo que era preciso ver o lado difícil da categoria. Eu agradeci e pedi para que me mandasse notícias, coisas reais e verdadeiras, como: “Onde você está agora, amigo caminhoneiro, e como está se virando com esse enrosco da tabela? Está parado? Como fica a situação… o que você está vendo nas estradas?

 

Sérgio me respondeu: “Estou negociando Tejon, negociando… agora vou pegar um frete de borracha, látex da fazenda que fica no município de Palmeirópolis… a fazenda Serra Dourada. Palmeirópolis fica a 449 km de Palmas-Tocantins, município com cerca de 8 mil habitantes. Lugar de minérios também, produz soja, milho, banana, leite, melão, abóbora, e é considerado um dos maiores potenciais da borracha, de seringueiras do látex do estado de Tocantins e do país…”.

 

Eu perguntei: “E como é a negociação?” Ele disse: “Eu queria a tabela, R$ 280,00 a tonelada. queriam pagar R$ 250,00, consegui R$ 270,00”.

Ou seja, enquanto esperamos pela justiça, a decisão, na impossibilidade de sua aplicação, o que resta mesmo é a força, a criatividade e a luta do caminhoneiro, que faz da tabela agora uma base para negociar, não parar e sua vida continuar.

 

“Eu estou negociando…”, enfatiza ele, “…e procuro pegar e carregar com quem mais se aproxima da tabela.”

 

Fica aqui de novo, a nossa posição, ninguém governará o Brasil se não organizar a Sociedade Civil.

 

Nosso amigo caminhoneiro, autônomo, lutador e guerreiro fala: “Vamos levando, negociando… até onde dá.”.

 

Um Brasil que já temos com brasileiros que contra tudo e muitos, não param. Por isso, desde 1970, o Brasil continua entre as 10 maiores economias do mundo. Imagina se os governos ajudassem… onde estaríamos?

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