Pular para o conteúdo

O Poder 4.0: A cogovernança do Brasil totalmente apartidária

O Poder 4.0: A cogovernança do Brasil totalmente apartidária
Fonte: Pixabay

O que o brasileiro mais sente falta no próprio brasileiro?

Ser mais sábio. Eu tive uma conversa muito me impressionou para as posições que tenho assumido perante os internautas e amigos. O ex-Ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, nascido em Bambuí, Minas Gerais, agrônomo formado em Lavras-MG, ganhou o equivalente ao Nobel da Alimentação em 2006, o World Food Prize.

 

Foi Deputado Federal, Senador, Presidente do Banco de Minas Gerais, Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ergueu a Embrapa (quando ministro ainda no governo militar), e foi da Assembléia Constituinte em 1987, 1988.

 

Hoje, Paolinelli preside a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), e ao conversarmos, ele disse:

 

“A democracia é o melhor regime político até hoje inventado, e eu lutei pela democracia ainda nos governos militares. Porém, eu não creio mais em governo”.

 

Esse mesmo sábio, Alysson Paolinelli, me explicou: “Tejon, eu não creio mais na possibilidade de esperar por governo. A democracia não sobrevive sem a efetiva participação da Sociedade Civil Organizada.“

 

A democracia não resiste à omissão, submissão, a ausência ou ao conluio entre as forças empreendedoras e o Estado.

 

Estamos neste momento entre dois extremos a nível da presidência do Brasil, e a frente parlamentar da agropecuária, com 214 parlamentares, através de sua Presidente sul-mato-grossense, a Deputada Tereza Cristina, do Partido Democratas, declarou adesão à Jair Bolsonaro.

 

Sob o ponto de vista do mundo político-partidário, o poder político, não desejo aqui entrar em nenhuma seara deste mundo político-partidário, suas contradições, com uma categoria com muitos membros sendo julgados, outros já condenados e com suas lutas pelo poder.

 

Não desejo discutir a seara das decisões da frente parlamentar da agropecuária ou das táticas político-partidárias; Desejo convocar nestes 3 dias que antecedem as eleições, a sabedoria ouvida de Alysson Paolinelli e perguntar no dia 1 de janeiro de 2019, seja quem for o Presidente no Planalto, qual será o papel das Confederações Nacionais Empresariais.

Fonte: Pixabay

Estaremos aqui cobrando forte e veementemente o papel das estruturas grandes, importantes e representativas dessa sociedade brasileira empreendedora e cooperativista que tem por missão doravante significar não o 4º Poder, mas o novo Poder 4.0. A cogovernança do Brasil totalmente apartidária e reunida na visão estratégica de cadeias econômicas de valor.

 

Não haverá êxito do agronegócio brasileiro no futuro sem a indústria, sem o comércio, o transporte, o setor financeiro, sem o cooperativismo, sem os serviços, a comunicação, a saúde, e lógico, sem a própria agropecuária.

 

O agro é urbano, virou uma agrossociedade, como enfatiza outro brilhante ex-Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

 

As Confederações Nacionais Empresariais precisam jogar juntas para diminuir brutalmente o tamanho do custo do estado brasileiro, e terem um planejamento único e integrado de cadeias econômicas de valor.

 

Que a frente parlamentar da agropecuária faça suas aderências conforme as táticas políticas-partidárias, mas que as Confederações Nacionais Empresariais, que as Federações Estaduais Empresariais e que as Associações Empreendedoras Municipais se reúnam para um projeto brasileiro, federal, estadual e municipal.

 

E que fiquem cada vez mais Brasil e muito menos Brasília. Aliás, assim está escrito no próprio documento de intenções do candidato Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal, ao qual a Frente Parlamentar Agropecuária se integrou.

 

Boa sorte ao Brasil nestas eleições, que os melhores políticos prevaleçam. Mas, por segurança nacional, que saia da Sociedade Civil Organizada uma orquestração emergencial, apartidária.

 

O dia 1 de janeiro de 2019 precisará muito mais disso do que nossos analistas hoje refletem.

%d blogueiros gostam disto: