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Como foi o 1° encontro do MIRA – Mesa dos Incômodos Reinantes do Agronegócio?

Como foi o 1° encontro do MIRA – Mesa dos Incômodos Reinantes do Agronegócio?

Na Mesa dos Incômodos Reinantes do Agronegócio, o MIRA, que aconteceu ontem (30) na Universidade São Paulo, foi debatido o futuro da pesquisa agrícola nacional.

O Prof. Dr. Joaquim Machado apresentou sua visão da necessidade de uma nova governança para o país, e que a pesquisa passará a ser determinada por uma brutal aceleração dos mecanismos de informação, e que teremos mais cedo ou mais tarde, uma siderúrgica robótica de argamassa no centro do país, processando soja e milho em abundância para distintos fins.

A Dra. Anita Gutierrez, do Ceagesp de São Paulo, enfatizou que deveríamos seguir o modelo já adotado por vários países, como Estados Unidos, Canadá e Austrália, onde foram criados os comitês de produtores das diversas categorias, chamados de Comissions.

Esses grupos, que representam os produtores das várias áreas, como maçã, batatas, soja, trigo, milho, etc., definem as suas prioridades, e são eles quem conduzem e determinam onde e como os investimentos da pesquisa serão realizados.

Isso evita desperdício dos recursos e um foco concentrado no que é prioritário sob o ponto de vista dos próprios agricultores dos seus países.

Já o Prof. Decio Zylbersztajn, titular do Programa de Estudos dos Negócios Agroindustriais da USP, salientou a necessidade de construirmos redes de pesquisa que se comuniquem, que interajam entre si. Revelou que, mesmo no café, tradicional na cultura brasileira, pesquisadores têm atuado sem interligação, o que diminui enormemente a convergência e a riqueza da geração das inovações.

Ainda no encontro, com a presença de especialistas de pesquisa, foi salientado a importância de termos no país um planejamento de cadeias produtivas, e que as 500 maiores corporações do agro do mundo deveriam ser fonte de permanente de diálogo por parte das lideranças do agro nacional.

Da mesma forma, sob o ponto de vista das pesquisas inovadoras, que tenham foco nas necessidades tropicais do Brasil, hoje um dos 3 maiores clientes de tudo o que é gerado no planeta de insumos, tecnologias e mecanização para a agropecuária.

A Embrapa deverá escolher um novo presidente até o dia 15 de outubro deste ano. Já são 16 inscritos, dentre eles existem candidatos de fora da instituição. O comitê de análise terá um belo trabalho para definir 3 candidatos dentre os 16 candidatáveis.

A pesquisa brasileira precisará ser alvo de uma estratégia e de uma gestão de todas as cadeias do agro nacional, e sem dúvida, que a sociedade civil dos produtores rurais tenha muito mais atuação nesse comando do que realizou até hoje.

Há muita pesquisa oculta no país, precisa ser coordenada e aparecer; precisamos criar uma rede visível da pesquisa integrando todos os pesquisadores e seus diferentes centros.

 

É hora de repensar o comando e a estratégia da pesquisa agropecuária do país.

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