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Cuidado com as palavras… a nova guerra do comércio são as “palavras”

Cuidado com as palavras… a nova guerra do comércio são as “palavras”

Em marcha para a eleição das eleições – e estamos numa bela encruzilhada – de um lado, uma pseudo Esquerda que não pode reclamar, pois é a principal responsável pela eleição da Direita, na pessoa do seu candidato Bolsonaro.

Agora, deve-se corrigir as ilusões e a incompetência da pseudo Esquerda, um drama gigantesco. Por outro lado, será tenebroso ter que cuidar e corrigir erros de palavras soltas sem cuidado da nossa ilustre Direita, o que com certeza será gasolina na fogueira dos enfrentamentos que iremos todos viver a partir da virada deste ano.

Uma dessas declarações veio do General Oswaldo Ferreira, na matéria do Estadão da semana passada , onde é considerado o cérebro estrategista e que comandava o Departamento de Engenharia e Construção do Exército.

Ele disse em sua entrevista  que poderá vir a ser o Ministro dos Transportes, e aqui registra-se independentemente de suas firmes e nacionalistas intenções, onde inclusive se declara apartidário (sem partidos políticos) mas as palavras do General podem servir e já antever para uma guerra comercial, onde nossos concorrentes as usarão com uma série de exigências e barreiras via o meio ambiente.

Isso pode atrapalhar muito, mesmo o Brasil já fazendo tudo direitinho, e tendo mais de 65% do seu território preservado, mesmo assim temos uma imagem de desmatadores. Imagine se ainda falarmos que os órgãos ambientalistas “enchem o saco“?!

O General Oswaldo Ferreira expressou uma opinião a qual ouvimos muito no campo, no agronegócio e nos entraves burocráticos. O grave problema ambiental não está nas fazendas, está em tudo o que ocorre antes e depois das fazendas.

Estudos nesse sentido, da sustentabilidade do berço ao berço, comprovam que cerca de 80% do drama e do que precisa ser consertado está antes e depois das porteiras, desde as minas de fertilizantes, passando pelo transporte e pelo desperdício de 1/3 de tudo o que se produz.

Creio que um novo olhar e um foco correto seria o de canalizar os órgãos competentes e com muita gente valorosa para um olhar de cadeia produtiva sobre as áreas urbanas do país.

Aos produtores, a lei. E a lei já é a mais séria e severa do mundo. A sociedade como um todo, um novo planejamento, e que se tire exclusivamente dos ombros dos agricultores essa carga gigantesca, como se fossem eles os carregadores exclusivos desse assunto que pertence a todos nós.

O General está cheio de boas intenções. Cuidado… não existem realidades, existem percepções que criam realidades, e na arte da guerra o poder da comunicação sem dúvida faz parte de um capaz estrategista, que o senhor deve ser.

Que a sensatez e o bom senso possam prevalecer neste país. A voz do povo é a voz de Deus, mas seus ouvidos, nem sempre a Deus pertence.

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