Foi exonerado da Presidência da Funai

Se trata do doutor em ciências militares Franklimberg Ribeiro de Freitas.

 

Funai

O general da 1ª brigada de infantaria da selva em Roraima, e que também foi chefe de operações do Comando Militar da Amazônia.

E curiosamente, foi demitido dias antes do principal encontro indígena do país, a ser realizado em Brasília.

 

O acampamento terra livre, entre os dias 23 e 27 de abril.
E nesse evento, o maior da nação indígena, há uma expectativa de mais de 5 mil índios.

Fico com a pulga atrás da orelha, por que o presidente temer demitiu o general da presidência da Funai (Fundação Nacional do Índio), dias antes desse maior encontro indígena do país?

Foi apresentado um pedido assinado por cerca de 40 deputados e senadores, ligados a bancada ruralista, falam em 170 lideranças , nesse pedido havia a motivação de que o atual presidente da Funai não estaria colaborando com o setor.

Ainda acrescentavam ser o general um “ ongueiro”, ou seja, andar com as ONGs.

E acusam o general, ex presidente da Funai de ter ideias bolivarianas, associadas a Hugo Chaves e Maduro.

Essa motivação me parece um tanto quanto coisa do teatro do absurdo , imaginar que um general formado na escola de comando e Estado maior do exército brasileiro, tenha filosofias “ bolivarianas como Chaves e maduro” soa tão estranho que intriga este comentarista.

O assunto índios, Funai, relação com produtores rurais não tem sido, ao longo da história alvo da boa administração e do bom senso.

Radicais da direita e da esquerda manipulam a causa indígena e sofremos com a ausência do bom senso e de uma liderança que seja ao mesmo tempo correta, legal, e justa na questão.

As discussões sobre Marcos temporais ou não, sempre aguçam as divisões entre indígenas e produtores.

O supremo tribunal federal passou a considerar o marco temporal da constituição de 1988, para decidir se a área é tradicional de indígenas e consequentemente poder ser demarcada ou não.

Como foi por exemplo a decisão de reintegração de posse em Sananduva no Rio Grande do Sul.

Mas voltando ao general do exército considerado bolivariano, Chavista e Madurista.

Fica aqui o meu estranhar, e vamos aguardar as repercussões e consequências, na mão de quem estará a Funai, após a demissão a pedidos do general Franklimberg Ribeiro de Freitas, da presidência da Funai, poucos dias antes do maior evento indígena do país, em Brasília.

Índios, terras, Funai, ONGs, produtores rurais, onde não há bom senso e razão, os interesses dominantes nunca estão de fato a serviço do Brasil, da nação.

O general e a Funai, não se pronunciaram a respeito.

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