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O agronegócio do futuro será com uma economia colaborativa

O agronegócio do futuro será com uma economia colaborativa

Para não dizer que não começamos pelas cooperativas (um exemplo secular da colaboração) e que no Brasil já significam quase 50% de tudo o que é produzido, com cerca de 1 milhão de produtores rurais cooperados. Vamos agora para o universo total do agro. Entramos na era da economia colaborativa, disruptiva, onde o negócio não é o ter a posse, mas sim ter acesso.

 

Vivemos em uma sociedade de fluxos de informações, com o novo jornalismo, e da mesma forma, passamos a ser o resultado dos fluxos de acessibilidade.

 

Já estamos com as bicicletas compartilhadas nas ruas, o Uber, Airbnb, e agora temos a história de duas amigas francesas chamadas Clemence, que fizeram uma viagem de 47 mil km pelo mundo totalmente colaborativa, chamada de “sharing roots”.

 

De olho no agronegócio. O colaborativo já explode com o compartilhamento de dados dos sensores das máquinas entre si, com os satélites e colocando o ser humano no centro desse sistema colaborativo como um monitor, monitorado, monitorando e gestor, e assim será na meteorologia compartilhada.

Na mecanização da agropecuária ter máquinas para movimento da terra para um produtor é uma posse extravagante, um compartilhamento e um acesso inteligente. Idem para balanças sensoriais de uma Coimma na pecuária, por exemplo.

 

Máquinas operacionais, como pulverizadores, plantadeiras, colheitadeiras, adubadeiras, tratores, sendo compartilhadas através de aluguel, é ótimo para quem já tem o parque instalado, para não deixá-lo ocioso e poder investir aceleradamente na sua inovação, e mesmo com a multiplicação de empresas prestadoras de serviços, compartilhando a inteligência do saber fazer.

 

Por exemplo, a Alluagro, de Uberlândia. É uma dessas pós startups atuando na economia colaborativa, no encontro da oferta com a demanda de equipamentos agropecuários numa plataforma de relações e com inteligência de geo locação.

 

Os distribuidores, as cooperativas do futuro, as tradings, as empresas de seguro, os cerealistas e os produtores: o que serão? Um processo de inteligência compartilhada e colaborativa, onde a sua interdependência significará a possibilidade do sucesso para a independência lucrativa de cada um dos seus membros, e tudo isso com muita velocidade.

 

No transporte, os nossos bravos caminhoneiros, principalmente os autônomos e independentes. O sucesso dessa categoria necessitará, sem dúvida, de uma plataforma colaborativa muito mais e muito acima das recaídas no passado dinossáurico de tabelas de preço mínimo.

 

O novo agro caminha velozmente para uma sociedade colaborativa e também circular. Quem não mudar, não vai rodar.

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