Ou jogamos juntos e vencemos, ou isolados, todos perdemos no campo do agronegócio

 

Perdemos no campo do futebol, mas futebol é jogo. Uma bola entra, ou não entra, existe o imponderável: sorte e azar.

O Brasil não pode perder no outro campo, o campo do agronegócio… mas estamos perdendo, perdendo valor na crise de mega empresas como a BRF e a JBS, campeões mundiais desvalorizados.

Estamos perdendo valor numa crise como nunca vista nos últimos 10 anos no campo da avicultura. Somos o maior exportador mundial de frangos, com embargos implantados.

Perdemos valor na suinocultura também, e agora o Banco do Brasil realiza a prorrogação de dívidas com suinocultores, que não podem pagar os empréstimos assumidos.

Perdemos valor com os bloqueios ocorridos nas estradas, com a Operação Carne Fraca, onde a corrupção virou sinônimo de insegurança alimentar.

Perdemos valor pela incompetência nas negociações sobre o tabelamento do frete, perdemos valor porque uma tabela nova de preços de diesel funcionou como a centelha do incêndio, que foi pessimamente apresentada a nação.

Estamos perdendo valor numa sociedade do medo, onde o terror virtual, a invasão de nossos corações e mentes pelo poder mediático de Fake News abomina tudo o que possa ser científico.

A química passa a ser demoníaca, a genética e as sementes passam a ser obras de Frankestein, as vacinas e remédios veterinários viraram vampiros e as novas maquinas agrícolas se passam agora por tenebrosos robots de Blade Runner.

Foto: Jonas Oliveira

Perdemos valor ao distrair o país com críticas exacerbadas à Embrapa, onde não se reconhece o feito e o fato de uma alavancagem fenomenal da integração Lavoura, Pecuária e Floresta ou a uma revolução que transforma o semiárido brasileiro com 1.262 municípios, 23 milhões de pessoas, em um bioma da mata branca a caatinga, viável para a dignidade humana.

Estamos perdendo valor com as distrações da guerra contra os alimentos industrializados, esquecendo que a agroindústria brasileira é o cliente número um da agropecuária do país, e estamos perdendo valor porque as diversas entidades do agronegócio não sabem jogar juntos.

A Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA tem feito um ótimo trabalho, a Aprosoja também, a ABRAPA idem, a ABIEC da mesma forma, a CNA faz sua luta, a SRB, idem… a OCB é fundamental, a Abag é exemplar, a AbramilhoAbitrigo, ANDA, Asbram, Abia, Abras e muitas outras… mas está na hora dessas entidades se reunirem, definirem um comitê de crise para o agronegócio brasileiro

Os graves problemas que temos não serão resolvidos isoladamente. Ninguém mais governará o Brasil sem organizar a sua Sociedade Civil.

 

Perdemos no campo da bola, não vamos perder no campo do alimento, bioenergia, fibras, da comida e da economia. Ou jogamos juntos e vencemos, ou então isolados todos perdemos.

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