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Para onde o agro vai neste ano?

Para onde o agro vai neste ano?
Montagem: Catherine Pestl

O agro exportador, se permanecer os quatro reais por dólar, será bom pra quem idealmente já travou seus custos. Para o agro local, menos margens e custos maiores sem o benefício da moeda internacional, o dólar.

Quem ainda não acertou o adubo, o fertilizante, a tensão pra lavoura nova de setembro, está elevadíssima; a questão do frete faz com que a logística esteja toda atrasada, e já ouvimos pelo interior do país, comentário de plantar este ano com menor tecnologia.

Menos adubo. Teremos uma safra menor do que a anterior. Produziremos com um custo maior do que o anterior… e emoções não faltarão.

O tabelamento do frete com tabela mínima continua bailando pelo planalto tropical brasiliense e vai parar no Tribunal de Justiça.

A lei contra o glifosato, herbicida com o qual a agricultura brasileira se acostumou e que oferece elevada competitividade de custo, e que está da mesma forma sob ameaça de proibição de uso, o que não deve ocorrer de uma hora pra outra, mas contribui para as emoções tensas da próxima safra.

Montagem: Catherine Pestl

A próxima safra será plantada em meio a uma eleição incerta, de um governo frágil, e será colhida com um novo governo incerto também.

Sobre os fatores externos saiu o último relatório do Departamento de Agricultura Americano, onde os Estados Unidos já apresenta a safra recorde de soja e milho, e Chicago já botou os preços pra baixo.

Portanto, com fatores controláveis em risco e fatores incontroláveis como sempre incertos, vamos para a próxima safra.

Que Deus seja brasileiro, que São Pedro nos ajude, que o próximo presidente seja dentre todos, o de maior bom sendo e o menos pirado e maluco possível. Viva a sensatez.

Que a Sociedade Civil Organizada se reúna de forma mais inteligente e articulada, ativa e generosa, mas que ou lidere ou será por terceiros liderada.

O Brasil que coopera supera.

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