Ana Furtado usou o perfil do Instagram, nesta terça-feira (11), para celebrar o fim do tratamento contra o câncer de mama.

Na legenda de um vídeo em que aparece festejando, ela fez alguns agradecimentos e desabafou.

“Aplausos, abraços, afeto e muito AMOR! 💗 Obrigada a toda equipe que me acompanhou ao longo desse processo. Trouxeram luz e alegria a cada etapa. E ontem, conseguiram tornar meu dia ainda mais especial! A vocês, todo meu respeito, admiração e carinho. Gratidão eterna 🙏🏻 Quero agradecer também ao meu amor e parceiro da vida @zeboninho, à minha família e a todos e todas que mandaram lindas mensagens aqui pelas redes. Me emociono com cada palavra. Vocês também são e foram muito maravilhosos e fundamentais. Sigamos compartilhando afeto sempre! Com amor vamos longe… e vencemos!”, escreveu, mencionando o marido, diretor da TV Globo.

Nessa segunda-feira (10), ela já havia mencionado o assunto e postado uma foto.

“Hoje encerro o ciclo do meu tratamento. É dia de retirar o Port Cath (catéter), que foi o meu companheiro durante todo esse tempo. Através dele eu recebi os meus medicamentos para a minha cura. Foi o meu amigo do peito. Então, hoje é dia de festa! Muita emoção. Agradecimento!!!! A todos!!! Eu venci!!!! ‘E guardemos a certeza pelas próprias dificuldades já superadas que não há mal que dure para sempre.’ – Chico Xavier”, escreveu a apresentadora da Globo.

Com informações de Vera Lúcia Teixeira, oncologista da Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico, selecionamos 10 tópicos para entender a doença:

1.   O mais frequente em mulheres: O câncer de mama feminino é o mais comum entre as mulheres no mundo. No Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, é responsável por 25% dos casos novos a cada ano. 

2.   Bons exemplos: Histórias de cura, com final feliz e de superação, ajudam na recuperação de pacientes em tratamento;

3.   Principais sintomas: Sinais como nódulos nas mamas e/ou axilas e pescoço, assimetria das mamas com alterações de pele como vermelhidão, edema que faz lembrar casca de laranja e retração e drenagem de secreção pelos mamilos são os principais indícios do câncer de mama.

4.    Rotina de exames: Manter sempre a agenda de exames preventivos em dia é fator decisivo na identificação precoce do câncer de mama;

5.    Diagnóstico precoce: A mamografia ainda cumpre papel decisivo na identificação precoce do câncer de mama. A realização anual é recomendada após os 40 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia.

6.    Autoexame: Todas as mulheres podem e devem fazer o autoexame, mas tal prática não exclui a obrigatoriedade dos exames de imagem como mamografia e ultrassonografia das mamas;

7.    Idade: O tumor de mama é relativamente raro antes dos 35 anos. Acima desta idade, a incidência cresce de maneira progressiva, especialmente após os 50 anos;

8.    Informação como arma de prevenção: Popularizar os sintomas, as formas de prevenção e disseminar e reforçar sempre a importância de bons hábitos de saúde – como prática de exercício físico e alimentação saudável – são tão fundamentais quanto conhecer os fatores de risco;

9.    Principais fatores de risco: Sedentarismo, obesidade e sobrepeso, consumo de bebida alcoólica, tabagismo, exposição à radiação ionizante, histórico familiar genético (que corresponde de 5% a 10% do total de casos), reposição hormonal e uso de contraceptivos (embora muitos estudos sobre o tema tenham resultados controversos, a OMS considera como fator de risco). 

10.  Câncer de mama em homens: Representa apenas 1% dos casos da doença, sendo considerado raro, quando comparado à incidência em mulheres. E, por ser pouco comum, costuma ter diagnóstico tardio pelo desconhecimento da possibilidade da doença em pacientes masculinos e a consequente falta de atenção aos sintomas. O sinal mais comum do câncer de mama no homem é o mesmo que na mulher: um nódulo endurecido na região mamária ou na axila que pode ou não atingir a pele e provocar uma ferida”, finaliza a oncoclínica Vera Lúcia Teixeira.

Paty Moraes Nobre

https://jovempan.uol.com.br/guiasp

Jornalista e agitadora cultural, atuou como repórter em rádios como Jovem Pan e Band, videorrepórter na TV Cultura, editora de notícias, lifestyle, TV e Cultura nas empresas Globo.com, Editora Globo, Caras e Portal iG. Casada e mãe, escreve sobre gastronomia no Portal UOL, é colunista da Exame Vip, da Editora Abril, e coordenadora das plataformas EVA e Revista Guia SP, da Jovem Pan.

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