O termo “inteligência emocional” apareceu como uma das buscas mais realizadas na Internet nos últimos meses, segundo um levantamento feito pelo Google em diversos países.

No estudo, das 100 perguntas mais pesquisadas que começavam com variações da expressão “como ser”, a inteligência emocional surgiu em destaque.

No Brasil, a mesma pesquisa mostrou que carreira, evolução pessoal e inteligência emocional foram os campeões de buscas.

Crédito: Unsplash / Juan Jose

 

O que é inteligência emocional?

“Você não conseguirá obter sucesso pessoal, profissional ou em qualquer tipo de relacionamento se não souber gerenciar suas emoções e sentimentos. A inteligência emocional é um dos grandes trunfos para quem almeja ter sucesso na vida. A autoconsciência emocional é uma necessidade e não um luxo”, explica o psicólogo, coach e treinador de equipes Fredy Figner.

Em teoria, inteligência emocional é a possibilidade do ser humano aprender a lidar com as próprias emoções e usufruir delas em benefício próprio. “Aprender, também, a compreender os sentimentos e comportamentos do outro, e ter empatia, ajudam muito na vida”, acrescenta Figner.

Ainda de acordo com o especialista, é importante conciliar os lados emocional e racional do cérebro, neutralizando as emoções negativas, que produzem comportamentos destrutivos.  Potencializar as emoções positivas ajuda a gerar os resultados desejados.

Assim, ele garante, a pessoa terá relações saudáveis e tomará decisões mais conscientes, evitando que o indivíduo venha a se arrepender de seus atos impulsivos.

 

Sucesso na vida

Inteligência emocional não é modismo, garante Fredy Figner. Os especialistas que estudam os benefícios da inteligência emocional dizem que existem garantias para ter sucesso na vida, sem perder a saúde, a família e a alegria.

“Quando seus sentimentos e emoções começam a dominar o seu comportamento e a lhe trazer prejuízos, você não tem consciência de como está se comportando e acaba explodindo com os outros ou se implodindo”, comenta Figner.

Mas, como os problemas começam? “Geralmente, recebemos um feedback negativo de alguém coerente, mas não damos ouvidos. Em casos mais graves, a falta de inteligência emocional começa a prejudicar o nosso cotidiano, as nossas relações, a nossa habilidade para tomar decisões e, inclusive, o nosso trabalho. E você fica sendo reconhecido como o estressado ou irritado pela equipe/liderança e seu rendimento cai“, afirma ele.

Nesse processo, que afeta a empatia das pessoas – que é a capacidade de gerar confiança, vínculo e conexão com as outras pessoas – , alguém com pouca inteligência emocional acaba tendo dificuldade de estabelecer relações interpessoais e prejudicando sua habilidade de se relacionar socialmente.

 

Mulheres tem mais inteligência emocional

De acordo com o escritor norte-americano, psicólogo e jornalista científico Daniel Goleman, as mulheres têm, em média, uma maior inteligência emocional.

“As mulheres tendem a ser melhores em média, especialmente no nível da empatia emocional, ao terem uma maior facilidade em sentirem o que o outro sente sentir. Também nas competências sociais, elas revelam melhores capacidades, ao terem uma maior facilidade em fazer os outros sentirem-se bem entre si e em grupo. Quanto à autoconfiança, especialmente em grupos e no gerir das emoções mais estressantes, também conseguem destacar-se”, explica.

 

3 dicas valiosas

Para ajudar a colocar em prática as dicas, o psicólogo, coach e treinador de equipes Fredy Figner dá três dicas valiosas para ter inteligência emocional:

1 –  Atividades físicas – “Elas reduzem o nível de stress/ansiedade e liberar substâncias positivas no cérebro como endorfina, serotonina, etc”.

2 – Cuidado emocional – “Investimos muito em roupas, baladas, jantares, etc. Investir em si é necessário e fundamental. Fazer um processo com um coach (experiente), terapia ou cursos (sérios) que provocam autoconhecimento podem ajudar muito para conseguir lidar com os gatilhos que desestabilizam”.

3) Metas alcançáveis – “Não se pode ter automotivação se não se tem objetivos a serem alcançados. Seja mais comprometida com as metas que te deixam feliz e motivada”.

Crédito: Unsplash/Clarke Sanders

Paty Moraes Nobre

Jornalista e agitadora cultural, atuou como repórter em rádios como Jovem Pan e Band, videorrepórter na TV Cultura, editora de notícias, lifestyle, TV e Cultura nas empresas Globo.com, Editora Globo, Caras e Portal iG. Casada e mãe, escreve sobre gastronomia no Portal UOL, é colunista da revista Exame, da Editora Abril, e produtora do programa EVA, da Jovem Pan.

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