O assunto não esfriou mesmo após dias do anúncio sobre a nova versão de Ariel no remake live-action de “A Pequena Sereia”. Ao que tudo indica, tem muita gente incomodada, muitos fãs indignados e muita polêmica sobre a protagonista do filme ser uma artista negra.

Quem é a nova Ariel

A escolhida foi a atriz e cantora Halle Bailey, de 19 anos. O critério, ao contrário do que alguns supõem, foi o talento da garota para interpretar o papel. Muito longe de ser uma atitude pensada, uma ação de marketing sobre inclusão ou diversidade. Pelo menos é o que garante o diretor, Rob Marshall. Segundo ele, Halle tem “aquela rara combinação de espírito, coração, juventude, inocência e substância, além de uma voz gloriosa”.

A repercussão

Nas redes sociais – e também nas rodas de conversa do mundo real -, muito se fala sobre a diferença entre a nova Ariel e aquela eternizada nas nossas mentes pelo filme da Disney. E o ponto em discussão é a cor da pele: de branca, a protagonista passa a ser negra. São tempos de ressignificação dos contos de fadas: Malévola pode ser boa, Jasmine, do filme “Aladin”, ficou mais empoderada… Mas a repercussão tomou muito mais corpo com a transformação de Ariel.

Amizades desfeitas

Nesta quarta-feira (10), histórias de amizade que teriam se desfeito por conta das divergências em torno do assunto surgiram no Twitter. “Minha amiga saiu do grupo porque eu disse que ela estava sendo racista se ela estava vendo algum problema na Ariel negra”, relata um internauta. “Ainda incrédula que a Dani me deu block por tentar explicar pra ela o motivo de a Ariel ser negra não é algo tosco” (sic), diz outro.

Se ainda der tempo, é bom observar que a cor da pele, a etnia, a forma física ou a língua da sereia, seja desenho ou não, em nada interfere na narrativa. Sobre a história, também vale a pena ressaltar que fala sobre amor e amizade entre seres humanos, meio humanos e animais.

Inclusive, se quisessem fazer uma nova versão da vilã Úrsula magra, seria plausível também, por que não? Não se trata de uma provocação descabida, mas as maldades dela não têm nada a ver com o tamanho da bruxa-polvo, ou têm?

Paty Moraes Nobre

https://jovempan.uol.com.br/guiasp

Jornalista e agitadora cultural, atuou como repórter em rádios como Jovem Pan e Band, videorrepórter na TV Cultura, editora de notícias, lifestyle, TV e Cultura nas empresas Globo.com, Editora Globo, Caras e Portal iG. Casada e mãe, escreve sobre gastronomia no Portal UOL, é colunista da Exame Vip, da Editora Abril, e coordenadora das plataformas EVA e Revista Guia SP, da Jovem Pan.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *