Com novos estilistas no line-up, começa hoje, a 47º edição da São Paulo Fashion Week com a proposta de que a moda tem que se reinventar para conversar com as novas gerações que não se interessam por luxo, exclusividade e acumulo de bens.
“Há uma disrupção tão grande na forma de criar, de vender, de consumir. Precisamos ter flexibilidade e entender que, enquanto algumas marcas se lançam, outras se recolhem para um momento de rearranjo, seja por questões financeiras seja por questões de imagem”, diz Paulo Borges, idealizador do evento.

Valores como inclusão, inovação, coletividade e diversidade são alguns dos elementos da moda disruptiva que o evento se propõe a apresentar. Um dos destaques é a marca Another Place, que nasceu no gender, focada em ideias e não em padrões e que defende que roupa é expressão, que todo mundo pode e deve usar o que quiser, o que couber, independente do sexo, estilo ou profissão.

Nesta edição, saem grandes marcas como Osklen e Água de Coco e entram nomes que levantam a bandeira da sustentabilidade como Flávia Aranha, nome forte da moda sustentável, que quer provar que esse modelo de negócio pode ser rentável e não precisa ser “bege”, apesar de não ter nada contra essa cor.

A moda que conecta ganha espaço e uma passarela com visibilidade internacional na maior semana de moda brasileira: marcas que não tem cadeias de lojas, vendem online e têm seguidores tão críticos quanto formadores de opinião. Resta saber se esse sangue novo vai trazer a resposta para o tema da SPFW desta edição: Qual a sua utopia? Vamos torcer para que a criatividade promova, além do agito nas redes, uma revolução no consumo de moda.

 

 

 

 

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