O caso envolvendo a professora Joana D’arc Félix, que apresentou um diploma supostamente falso de Harvard, caiu como uma bomba e trouxe a tona muitas controvérsias.

Joana fez o seu doutorado pela Unicamp e venceu diversas adversidades, mas mentiu sobre ter cursado Harvard e agora está com a sua credibilidade abalada. Negra e de origem humilde, chegou ao topo da carreira acadêmica a ponto de a Globo Filmes revelar interesse em fazer um filme sobre a sua trajetória de vida.

Também descendente de pai e mãe negros e de origem humilde, nascida em uma pequena cidade do Vale do Jequitinhonha, a cientista e empresária Jackeline Alecrim se manifestou sobre o episódio.

“As pessoas estão focadas em vender uma imagem inalcançável de sucesso ao invés de promover a igualdade de oportunidades que o ensino traz”, diz.

Especializada em cosmetologia avançada, professora universitária e de pós-graduação por 9 anos, ela comenta o ocorrido: “É uma pena o quanto os jovens e a população com maior dificuldade de acesso à educação é afetada com uma ideia de que somente quem estuda em escolas renomadas é capaz de construir uma carreira de sucesso ou alcançar o reconhecimento. Isso faz com que as pessoas se sintam desestimuladas, mas eu posso afirmar com total convicção que qualquer pessoa pode ser capaz de mudar a própria realidade com dedicação e estudo, seja em instituições públicas ou privadas. O foco deve ser: absorver o máximo de conhecimento e não somente títulos”.

Joana tem contado sobre sua vida em palestras e programas, como “Encontro Com Fátima Bernardes” e “Conversa com Pedro Bial”, e sempre mencionou o diploma em Harvard como uma de suas grandes conquistas, além do ingresso na faculdade com apenas 14 anos. Infelizmente, esses dados, segundo sondagem do Estado de S. Paulo, são inverdades.

“Como cientista, mulher negra de origem simples, penso sempre em defender a idoneidade de pessoas que vieram assim como eu de uma situação de dificuldades para vencer e conquistar seus objetivos. Eu sou formada em faculdade privada, através de bolsa PROUNI, não fiz Harvard e isso não tirou de mim a possibilidade de chegar até aqui”.

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Paty Moraes Nobre

https://jovempan.uol.com.br/guiasp

Jornalista e agitadora cultural, atuou como repórter em rádios como Jovem Pan e Band, videorrepórter na TV Cultura, editora de notícias, lifestyle, TV e Cultura nas empresas Globo.com, Editora Globo, Caras e Portal iG. Casada e mãe, escreve sobre gastronomia no Portal UOL, é colunista da Exame Vip, da Editora Abril, e coordenadora das plataformas EVA e Revista Guia SP, da Jovem Pan.

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