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Feio não é bonito

Uma linda música de Nara Leão dos tempos da Bossa Nova, fala uma coisa óbvia: “feio não é bonito”. No nosso futebol a feiura campeia pelos estádios. A opção por sistemas defensivos, bicões para frente e dificuldade na posse de bola, usado por quase todos os times brasileiros, gerou uma técnica pobre, num espetáculo que chamávamos de arte, especialmente no Brasil.

Isso foi gerado pelas gestões pobres das nossas equipes. Modelos superados de administrações onde conselheiros, sócios e até as abomináveis torcidas uniformizadas, têm poder de decisão na vida dos treinadores, geraram o comodismo da busca do resultado a qualquer custo. Ganhou fica, perdeu sai.

Então vemos jogos sem graça, amarrados e com pouquíssimos atrativos. A paixão ainda mantém os clubes e torneios vivos, mas a quanto tempo você não pára para assistir um jogo no Brasil, que não seja do seu time? Antes valia a pena ver tudo. Agora vemos partidas da Europa. Isso interessa para quem?

Eu sempre falo em discutir o jogo. Precisamos cuidar do nível do que é apresentado. Hoje há muita coisa a ser consumida. As televisões mostram todos os grandes torneios do mundo. Alguém que more em locais mais distantes, dificilmente irá, algum dia, ao Morumbi ou ao Camp Nou. Então a TV é sua referência do jogo da bola. E ele verá a melhor qualidade.

Nos dias atuais a diferença está muito grande. As crianças estão vendo mais Champions, usando camisas de clubes europeus e jogando vídeo games sempre com formações que não podem ver no Campeonato Brasileiro. O jogo está feio. E como dizia Nara Leão “feio não é bonito”. Ou mudamos rápido ou a coisa tende a piorar ainda mais.