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Em busca de heróis

Aqui no Brasil é de qualquer jeito. Só interessa imediato.

 

 

Última rodada do Campeonato Brasileiro e tem clube demitindo e outros correndo, desesperados, atrás de novo treinador. A falta de sistema de jogo e a pobreza de idéias administrativas, leva a essas situações. Eles não buscam um trabalho consistente, buscam heróis, salvadores da pátria. E eles podem vir com as velhas pranchetas ou modernos laptops . Se conseguirem resultados imediatos serão quase canonizados e passarão a ser objeto de desejo dos demais.

E a coisa é por lote. Depois que Fábio Carille deu certo no Corinthians vários auxiliares técnicos foram promovidos. Odair Hellman no Inter, Thiago Larghi no Atlético Mineiro e Tiago Nunes no Atlético Paranaense são alguns casos. Quando Roger Machado acertou seus primeiros bons trabalhos, abriu espaço para Jair Ventura, o próprio Carille e outros “jovens”. Depois com Felipão alinhando o Palmeiras, voltaram rapidamente, Levir Culpi, Cuca e Dorival Junior, “os experientes”.

A verdade é que todos são capazes. Mas precisam de estrutura e sistematização de jogo. Os clubes sérios têm suas convicções de futebol, bem definidas. Não aqui no Brasil. Aqui é de qualquer jeito. Só interessa o resultado imediato. Fora disso não serve. Não é a toa que estamos atrasadíssimos taticamente. A forma de se jogar por aqui é simplória e sem criatividade. Paramos no tempo, enquanto buscamos os heróis do imediatismo.