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O jogo bem jogado

Fluminense e Santos são atrações no Brasil. O futebol ofensivo, bem jogado, ganha valor. Fernando Diniz tem a melhor média de gols entre todas as competições e o Santos é o time do momento depois de ter dado um nó no São Paulo, até então com campanha importante.

É muito cedo eu sei, mas fico feliz. A estética do jogo é fundamental. Não basta apenas vencer, no meu conceito. É preciso fazer um espetáculo agradável. O “resultadismo” levou o nosso futebol ao estágio atual, que é de quinto nível e insignificância no cenário internacional. Vivemos da seleção. Nossos times e campeonato, simplesmente não existem. E não foi sempre assim.

Difícil que os limitados elencos de Diniz e Sampaoli suportem campeonatos maiores. Isso pesa. Então vale curtir o momento. Eles mostram que seus sistemas são funcionais e rápidos de serem implementados. Talvez não cheguem a ganhar algo. E aí voltarão as contestações.

A beleza como diria Vinicius de Moraes é fundamental, também no mundo da bola. Só vale se for assim. Pelo menos é o que me faz amar esse esporte. Por essa razão veneramos tanto times que, eventualmente, perderam e mal lembramos de alguns campeões. Vide o time de Telê Santana em 1982 e a seleção brasileira campeã do mundo em 1994.