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Trocando as bolas

Imagens Torcedores.com

 

 

O Campeonato Carioca como todos os outros regionais não serve para grande coisa. Mas há uma ideia de jogo de Fernando Diniz, sendo colocada a prova e só os resultados darão força à continuidade. No Brasil funciona assim. Aí chega um jogo decisivo, dentro dos limites de decisão num campeonatinho desses, e o Fluminense poderia mostrar que jogando ofensivamente e com posse de bola, dá também para vencer.

Então entra em campo Carlos Eduardo Nunes Braga. Ele é árbitro de futebol ou “assoprador de apito” como cabe melhor aos caras de preto por aqui. E sai um pênalti absurdo a favor do Fluminense, ele não marca nada. Minutos depois a bola vem cruzada com muita força, bate no braço do zagueiro do Flu e ele apita. Gol do Vasco. E aí foi um tal de ataque contra defesa o tempo todo, dando Vasco ganhando por 1 a 0.

Por enquanto pouco se fala do “jogo diferente” de Fernando Diniz. Mas daqui  a pouco voltará a mesma conversinha de que para se vencer é preciso jogar muito feio. Quanto mais feio melhor. Para quem assiste é torturante, mas ainda assim há quem defenda a feiura em troca do resultado. Mas nem foi o caso. Quem mudou o jogo foi o árbitro. Ele deu o pênalti que não foi e não marcou o que claramente existiu.

Bons trabalhos podem ser interrompidos por causa deste tipo de erro. E qualquer pode errar, reconheço, mas aí é incompetência pura, falta de conhecimento da regra, que fala claramente em intenção. O jogador do Fluminense nem teve tempo de ter a intenção tal a força do chute no cruzamento. E aí ouço um comentarista falar que a “ousadia” de Fernando Diniz talvez não sirva para jogadores tão limitados como os do Flu. Seguimos trocando as bolas.