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Tropeços

Santos levou uma goleada. Chamou a atenção pelo que futebol que o time vinha jogando. Mas faz parte do processo de montagem de uma equipe, que joga mais exposta ao risco. Já aconteceu com Juan Carlos Osório contra o Chile montado por Sampaoli e dirigido, na oportunidade, por Pizzi. No próprio São Paulo Osório tomou algumas pancadas fortes. Marcelo Bielsa neste mesmo final de semana com o Leeds United estava tomando 3 a 0 do Norwich, até o último minuto, jogando em casa. Fez um golzinho mas perdeu pela ousadia.

Até Guardiola já passou por vexames e no Brasil Fernando Diniz chegou a cair para a Série B do Campeonato Paulista com um Audax que atacava. A filosofia de jogo bonito e agressivo tem seus tropeços. Aliás sempre teve. O Santos de Pelé levou algumas goleadas históricas e era um time inigualável.

Mas isso não quer dizer nada. A seleção brasileira de 2014 estava longe de ser ofensiva e todos nós sabemos como ela terminou no Mundial. Ocorre no futebol e na vida. Quanto mais você ousa, mais você se expõe. E quem não ousa também fica sujeito a momentos vergonhosos.  Mas o mundo é dos ousados. Eles é que sempre fizeram a diferença.

Então vida que segue. O Santos de Sampaoli é a única coisa que valeu a pena no Campeonato Paulista até agora. E foi o maior destaque, mesmo com sua derrota de 5 a 1, no final da noite de domingo. É assim mesmo. Precisamos cada vez mais de resultados assim. É disso que o futebol vive e não de defesas fechadíssimas, bicões para frente e gols casuais em bolas paradas ou contra ataques com sorte. Vivam os que lutam pela beleza do jogo.