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Sampaoli. Que brilho!

Sampaoli. Que brilho!

Obrigado, Sampaoli. É assim que começo este texto. Agradecendo ao brinde que Sampaoli nos oferece com seu Santos e o futebol jogado do jeito que ele quer. Mesmo sem as peças que tanto pediu e insistiu para a diretoria. Seria muito fácil jogar como todos: bola pra trás e time sempre na defensiva – reativo. Ao contrário, o técnico argentino joga como quer e com os jogadores que ele dispõe. É verdade, uma hora ou outra a perna vai diminuir o ritmo, você poderá argumentar.

No entanto, o que mais chama atenção é o ímpeto do argentino, foram mais de 200 passes no jogo contra o Bragantino – dados do Footstats – com 94% de acerto e uma chance de gol a cada vinte passes. Até a quarta rodada do Paulistão, são quatro jogos, quatro vitórias, 11 gols marcados e apenas um sofrido. É espetacular ver o futebol ofensivo do Santos, em qualquer ocasião. Contra o time do interior ou em clássico.

Sampaoli nos prova que o futebol pode sim ser ofensivo, sem medo de derrotas ou contra-ataques. Não há medo nem mesmo da derrota, que irá acontecer uma hora. O futebol brasileiro tem há chance de aprender com um estrangeiro. Para bem ou mal, Sampaoli prova que o que jogamos aqui, está muito abaixo do que o futebol nos pede.