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Poder público precisa agir na preservação de pontes e viadutos

Poder público precisa agir na preservação de pontes e viadutos
Foto: Leon Rodrigues/Secom

Dois episódios recentes fizeram acender o alerta da população de São Paulo, bem como das autoridades públicas da maior cidade do Brasil: a queda do viaduto na Marginal Pinheiros, em meados de novembro, e as rachaduras no asfalto da Ponte do Limão, esta semana.

Milhares de pessoas passam por esses e outros espaços diariamente, e com a correria do cotidiano, mal dá para perceber como a ação do tempo tem prejudicado tais estruturas.

Pensando nisso, a reportagem da Jovem Pan convidou o engenheiro Rafael Timerman, membro do Instituto de Engenharia de São Paulo, sócio-gerente do escritório Engeti Consultoria e Engenharia, e diretor da Abece (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural), para uma rápida análise de pontes e viadutos importantes da capital.

Segundo o especialista, a situação é preocupante pelo fato de o município não ter ideia da real condição destes 185 dispositivos da cidade.

O mais comum é enxergar concreto quebrado, ferros expostos, enferrujados e rompidos, além de infiltração e crescimento de vegetação em vãos, frestas e juntas. (Veja na reportagem abaixo)

A atual gestão se comprometeu a contratar empresa especializada para mapear a situação das pontes e viadutos.

No fim do ano passado, estudo do Sinaenco, Sindicato Nacional da Arquitetura e da Engenharia Consultiva apontou que 73 dos 185 viadutos e pontes da capital têm problemas de manutenção, e destacou os 15 piores, que deveriam ter prioridade em sua recuperação.

Dessas, as três piores são: a Ponte Jânio Quadros, o Viaduto Pacaembu e a Ponte da Freguesia da Ó.