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Segurança digital


Não houve períodos em que a sociedade deixou de experimentar avanços tecnológicos que trouxeram, de uma forma ou de outra, incontáveis benefícios para a humanidade. O homem desenvolveu as mais poderosas ferramentas que já se conheceu. E continua nesse aprimoramento constante, dia após dia.

Mas é preciso observar, sem qualquer dose de culpa ou sofrimento, que os avanços também foram seguidos por retrocessos. Quando ferramentas caem nas mãos erradas ou têm o seu propósito modificado para o mal, a tecnologia pode se transformar em ameaça.

Os prejuízos causados por cibercriminosos vão somar trilhões de dólares nos próximos anos. Milhões de pessoas terão suas vidas afetadas por roubo de dados, sequestro de informações confidenciais ou até mesmo pela paralisação de serviços essenciais.

Discutir segurança digital e suas implicações no mundo físico se torna imperativo nos tempos atuais. Um debate que deve contemplar temas como privacidade, proteção de dados, boas práticas no uso das tecnologias e o papel das empresas e dos governos no combate aos crimes cibernéticos.

Esse é o debate da próxima edição do Fórum Mitos & Fatos - Jovem Pan discute

 

Painel 1

Segurança: o fim da fronteira entre o online e o offline

As cidades de hoje não podem se preocupar apenas com as ameaças visíveis. Combater os inimigos invisíveis é um desafio cada vez maior. No final de 2016, a cidade de São Francisco, na Califórnia, teve o sistema de Metrô inteiramente paralisado pela ação de criminosos virtuais. Um cidade com mais de 800 mil habitantes virou refém de uma ameaça que poderia estar a milhões de quilômetros de distância.

Pensar a segurança pública envolve hoje muito mais do que o treinamento das forças policiais para o confronto direto. Hoje, as armas usadas pelos governos são sistemas de monitoramento, ferramentas de análise de dados, inteligência artificial, entre outros. Qual o futuro disso? Quais os próximos passos? E como as cidades brasileiras se preparam para essa realidade?

 

Painel 2

Internet das Coisas: o risco está dentro de casa, e agora?

Até 2020, mais da metade dos negócios realizados no mundo terão algum tipo de elemento da Internet das Coisas (IoT, na siglas em inglês) incorporado. Os custos com segurança para esses dispositivos conectados vão representar 20% do orçamento das empresas. Serão mais de 50 bilhões de dispositivos conectados por meio da IoT até 2020. Essas projeções são da consultoria Gartner e mostram como, cada dia mais, nossa vida está acontecendo no mundo conectado.

A conectividade crescente leva os aparelhos para mais perto de nós, colados ao nosso corpo ou dentro de casa, na sala, na cozinha e até no banheiro. Empresas e clientes estão diretamente ligados. Os investimentos em sistemas de proteção de dados e na garantia de privacidade são bilionários, mas não há sistema 100% seguro.

Diante desse quadro, em que a exposição ao risco é maior, as empresas de segurança digital têm trabalhado em duas frentes: tecnologia de ponta e informação para conscientizar as pessoas sobre o melhor uso dos aparelhos.

Mas será que isso basta? Qual o cenário da proteção digital? Quais os riscos ocultos? O que está por vir no universos dos dispositivos conectados?

 

Painel 3

Proteção de dados: as leis de proteção de dados são o bastante?

O Congresso brasileiro aprovou no mês de julho a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O texto, que agora aguarda a sanção presidencial, promoverá mudanças significativas na rotina de empresas e também na vida digital dos brasileiros. É um caminho sem volta, uma estrada que já foi percorrida pela União Europeia, também neste ano, com a aprovação da General Protection Data Regulation (GDPR).

Mas será que apenas as mudanças na legislação bastam para frear o mau uso dos dados pessoais? Será que a partir da LGPD vamos encarar de forma séria conceitos tão delicados como privacidade e proteção de dados?

A resposta para esses questionamentos passa também pela mudança na forma como empresas, governos e cidadãos se relacionam no mundo conectado. É o início de um longo processo de transformação cultural. Estamos preparados?

 

Painel 4

Fake News: uma ameaça real à segurança?

O velho e conhecido hábito de espalhar boatos ganhou dimensões e implicações sérias com as redes sociais. E ganhou até nome em inglês “Fake News”. Essa, aliás, foi eleita a palavra de 2017 pelo dicionário britânico Collins, impulsionada pelo escândalo que envolveu a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Existe a suspeita de envolvimento de hacker russos na disseminação de notícias que influenciaram os milhões de eleitores do republicano.

Há questões importantes que envolvem segurança digital e também o papel do jornalismo, como instrumento capaz de ir a fundo nos temas, investigar e trazer luz para os fatos com o objetivo de colocar fim aos boatos.

Mas como separar para os cidadãos, de forma clara, o que é notícia do que é fake news? Como identificar se há “bots” atuando de forma direcionada para confundir internautas? Como tirar as pessoas das bolhas de informação? E como evitar que a boataria se transforme em uma ameaça efetiva para a segurança dos cidadão?