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‘Futuro da saúde terá simbiose entre homens e inteligência artificial’, aponta Mariana Perroni

Um dos escritores mais proeminentes da atualidade, o israelense Yuval Noal Harari tem, entre seus best-sellers, o livro “Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã”. Na obra, o historiador aponta os desafios para o futuro do ser humano em um mundo repleto de problemas. Entre as dúvidas para os próximos séculos, uma se destaca: é possível alcançar a vida eterna através da tecnologia?

No primeiro painel do Fórum Mitos e Fatos sobre Saúde promovido pela jovem Pan, especialistas em pesquisas científicas direcionadas a tratamentos de doenças se reuniram para discutir as novidades, as possibilidades e os limites da tecnologia na manutenção da vida humana.

Uma das principais pautas da conversa foi o armazenamento e o uso de dados dos pacientes para facilitar consultas e cirurgias. “Nunca tivemos tantos dados circulando no mundo. Em saúde, isso é ainda mais proeminente”, diz a médica Mariana Perroni, especialista no uso de tecnologia para a saúde. “Informação armazenada e acumulada pode empoderar médicos para encontrar curas de problemas grandes. O futuro que começa agora vem da simbiose entre homens e inteligência artificial“.

Os possíveis danos causados pelo uso excessivo dos dispositivos tecnológicos no cotidiano dos seres humanos também entrou na discussão. Professor do MBA de Gestão de Tecnologias da FGV (Fundação Getúlio Vargas), André Miceli critica aponta o poder nocivo dos chamados “wearables” e “insideables”, aparelhos conectados diretamente ao corpo para gerar informações sobre o estado de saúde do usuário.

“Nosso corpo nem sempre nos avisa de disfunções que temos ao longo da vida. Ele vai se regulando. Geralmente ficamos sabendo de problemas quando eles estão em estágio avançado”, diz Miceli. “Equipamentos dentro e fora do corpo monitorando todas as anomalias vão fazer com que fiquemos o tempo todo doentes”.

Assista à íntegra do painel no vídeo abaixo: