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Izabella Camargo fala sobre efeitos da Síndrome de Burnout na própria carreira

A jornalista Izabella Camargo já trabalhava por seis anos e meio na cobertura de notícias da madrugada quando percebeu que algo não estava bem. Enjoos, inflamações intestinais, tremedeiras, taquicardia e desorientações mentais denunciavam que o corpo, exposto e estimulado a funcionar em condições fora do normal, havia desenvolvido um problema sério: a síndrome de burnout.

Camargo contou sua história de esgotamento decorrente de atividades profissionais na abertura do Fórum Mitos e Fatos da Jovem Pan nesta segunda (18). “Eu acordava às 0h, 1h, para dar conta de tudo. De um simples chá para estimular o raciocínio a esse horário, cheguei até a tomar metanfetamina”, diz. “Foi aí que vi precisava de tratamento para algo que eu mesma achava que não tinha”.

Ainda em tratamento, a jornalista diz que a questão ainda é tratada de forma preconceituosa no país. “Alguns amigos profissionais acham que é frescura, que são as condições normais de trabalho. Mas isso não reflete a realidade. É preciso falar mais sobre os excessos cometidos pelas empresas e até mesmo os custos gerados por esse tipo de transtorno”.

Izabella dividiu o painel com a psiquiatra Camila Magalhães, que apresentou dados de um estudo da USP com moradores da região metropolitana de São Paulo. Segundo a pesquisa, cerca de 30% da população possuem problemas de ordem psicológica com origem, entre outras causas, no trabalho.

“Violências psicológicas às quais as pessoas estão submetidas nesses locais, como transporte cheio e demorado todos os dias podem gerar transtornos”, aponta Camila. “É preciso olhar para a periferia também com esse cuidado”.

Assista a um dos trechos da abertura desta edição do Mitos e Fatos: