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Empresas antigas têm política interna “catastrófica”, critica Peter Thiel, co-fundador do PayPal

Um dos destaques desta edição do Mitos e Fatos, organizado pela Jovem Pan junto ao Fórum Liberdade e Democracia do Instituto de Formação de Líderes (IFL), foi a participação de Peter Thiel, co-fundador do PayPal. Em uma conversa com David Vélez (CEO do Nubank) realizada entre os painéis, ele falou mais sobre sua visão de negócio, desconstruindo, inclusive, alguns conceitos bastante difundidos no meio empresarial no mundo todo. Como a concorrência, por exemplo.

“As pessoas costumam dizer que negócios tem a ver com concorrência. Mas um negócio de sucesso às vezes é quando não tem! Concorrência é boa? Um negócio bom é o que tem muita concorrência? Será? Ou quando é um monopólio, construindo algo melhor e diferente? Às vezes penso que o capitalismo e a concorrência são opostos”, disse.

Mas o que levaria uma pessoa a empreender em algo novo, nunca antes explorado, se ela poderia tentar atuar dentro de uma empresa já consolidada no mercado? Vontade de inovar, inquietação, sonhos. Sim. As respostas aqui são várias. Mas Thiel destacou outra que costuma ser escondida.

“De uma maneira bem genérica, quando a companhia tem uma economia de escala, possui mais recursos, trabalha naquilo há muito tempo, a política interna se torna catastrófica. A maioria das pessoas não mantém uma honestidade sobre o quão ruim é sua política interna e como é difícil transformá-la em algo mais novo. Quando fomos atrás de grandes bancos quando estava abrindo o PayPal, por exemplo, percebemos que era como jogar uma pedra enorme em um lago. As ondas que eram criadas sumiam e nada acontecia de novo”, afirmou.

Durante sua palestra, ele ainda detalhou o liberalismo em que acredita e, controverso, defendeu pontos da administração de Donald Trump. Mesmo em meio a algumas ações questionáveis, o presidente, segundo ele, proporcionou uma correção em um sistema em que muita coisa era escondida para se manter as aparências. “Com todas as falhas, acho importante ele articular sobre como as instituições não estavam funcionando. É melhor que falar mentiras bonitas sobre o país”.