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Flávio Augusto, Alberto Saraiva e Yaron Brook: histórias reais de persistência, ousadia e sucesso

O terceiro e último painel do evento foi, na verdade, um conjunto de palestras inspiradoras para, depois de tantas discussões profundas, levantar o ânimo dos empreendedores presentes na plateia. Os responsáveis pelos discursos foram Flávio Augusto da Silva (fundador da Wise Up), Alberto Saraiva (presidente do grupo Habib’s) e Yaron Brook (presidente do Ayn Rand Institute).

“O Brasil é um país de muitos direitos. Votar, por exemplo. Votar é um direito. Mas ele é o que? Obrigatório. Temos o FGTS também. É um direito. Mas é obrigatório ficar retido sob custódia do governo. E quem é protegido pelas leis trabalhistas? Tem direito à CLT. Mas não terá a opção de adotar outro regime se preferir. E tem aposentadoria. Direito à previdência. Mas não tem a escolha de administrar seu próprio dinheiro. Talvez você não seja competente para isso. A gente ganha, mas não é capaz de cuidar. Não por acaso, segundo os rankings, o Brasil sempre figura entra as últimas posições em termos de liberdade nos negócios. Desgraça! Atrás de países inacreditáveis que tem ambientes mais favoráveis que o nosso. Estamos atrás da China! Há mais liberdade lá! O cara tem que ser corajoso. Remar contra a maré, ir contra os conselhos. Se vai empreender, já é um desafio. Tem que vencer pressões. Vai ser chamado de louco. Não é para amador”, iniciou Flávio.

“Falamos sobre como os empreendedores são algo ‘legal de ter’. Parece algo que ‘adicionamos’ no Brasil. Acontece que os empreendedores são as pessoas que fazem com que a vida seja possível. Fazem com que o mundo seja possível. Não existe mundo moderno sem empreendedores. Não é algo que se adiciona aqui ou ali. Eles são essenciais. Estamos aqui por causa deles! Nossa vida depende deles. Eles que descobriram oportunidades, criaram coisas, motivação, lucro, crescimento. Se eu pudesse mudar uma coisa no Brasil para garantir um futuro positivo seria isso. Valorização. Motivação. A principal característica de um negócio é que os dois lados sempre saem ganhando. Eles estão aí para elevar o padrão de vida de todos. Para isso, o que eles precisam? Apenas ficar em paz. Estarem livres para exercitar suas atividades sem coerção e poder pensar”, continuou Brook.

“A primeira coisa que quero dizer é que empreendedor precisa ter vontade de vencer, criar, inovar, buscar novos caminhos, encontrar soluções. Esse é o espírito. E precisamos ter liberdade para colocar nossos princípios e conceitos. Mas no Brasil a coisa se complica um pouco. E nós sobrevivemos! Por isso digo que os brasileiros são os maiores empreendedores do mundo! Não temos somente criatividade, temos saco grande. Resiliência. Levamos pancada! Problema toda hora! E resistimos”, seguiu Saraiva.

E sabe o que ele usou como exemplo? A famosa coxinha de mortadela lançada pelo Habib’s na época do impeachment de Dilma Rousseff (PT). A ideia ali foi unir os brasileiros antes separados politicamente (e apelidados ou de “coxinhas” ou de “mortadelas”). “Temos tudo para dar errado. Mas se formos empreendedores ousados, criativos, crentes, sonhadores, vai dar certo. Só tem que ter colhão”, finalizou.