De acordo com dados da polícia, 500 pessoas ficaram feridas e 290 vieram a óbito depois dos atentados contra igrejas e hotéis neste domingo de Páscoa, no Sri Lanka. Os ataques coordenados atingiram três igrejas e quatro hotéis.

A polícia não divulgou a lista das vítimas e o Ministério das Relações Exteriores acredita que 35 estrangeiros estão entre os mortos. A BBC informa que entre eles, estariam os três filhos do bilionário dinamarquês Anders Holch Povlsen, dono da grife Bestseller. Também foram relatadas pela imprensa mortes de cinco britânicos, um português, seis indianos, dois turcos, dois chineses, dois australianos, um holandês e um japonês.

Oito explosões foram registradas em Colombo, capital do Sri Lanka, por volta das 8h45 (0h15, no horário de Brasília) de domingo. foram alvos três igrejas, nas quais aconteciam as missas da Páscoa, hotéis cinco-estrelas ( Shangri-La, Kingsbury e Cinnamon Grand) e ainda foi registrada uma explosão em um complexo de casas. As explosões foram resultado de ataques suicidas.

Durante as buscas da polícia, ainda no domingo, a Força Aérea disse ter encontrado mais um explosivo caseiro em uma área próxima ao principal aeroporto de Colombo, e houve ainda duas explosões uma perto do zoológico, no sul de Colombo, e outra no distrito de Dematagoda, que resultou na morte de três policiais.

Apesar de nenhum grupo ter reivindicado a autoria dos ataques, o governo atribui as ações ao grupo radical islâmico National Thowheeth Jama’ath (NTJ). O governo também acredita que os ataques tenham sido realizados com ajuda estrangeira, e precisará de ajuda externa para rastrear ligações internacionais que possam esclarecer o ocorrido. Nas investigações, 24 pessoas foram detidas. Hoje, a polícia encontrou 87 detonadores de bombas na principal estação rodoviária da capital do Sri Lanka, e houve ainda uma explosão em uma van, perto de uma das igrejas alvo de ataque no domingo.

Além de impor um toque de recolher das 18h às 6h, o Governo decretou estado de emergência o que concede à polícia e aos militares amplos poderes para deter e interrogar sem ordem judicial. Também foi decretado um dia de luto nacional para terça-feira. O país não via tamanha violência desde o fim da guerra civil há 10 anos.

Também estão bloqueadas as redes sociais, para evitar circulação de notícias falsas. A medida é polêmica, já que muitas pessoas não conseguem obter informações sobre parentes e amigos para saber se estes estão bem após os ataques.

 

 

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