A minissérie Chernobyl, coprodução da HBO com a SKY, estreia nesta sexta-feira às 21h, no canal HBO. O trailer aguçou a curiosidade dos amantes das séries por apresentar os bastidores da história de uma das piores catástrofes humanas,a explosão da Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em abril de 1986.

Claro que sabemos das consequências do acontecido: a liberação de material radioativo que afetou não só o país, mas também a Bielorrússia, a Rússia, a Escandinávia e o oeste da Europa. As autoridades tentaram encobrir o acidente, e mais tarde tiveram que reconhecer o impacto da tragédia que fez com que um total de 116 mil pessoas tivessem que deixar seus lares. Nos anos seguintes, outras 230 mil pessoas também tiveram de abandonar áreas afetadas e cerca de 5 milhões de ucranianos, russos e bielorrussos vivem ainda hoje em zonas onde a quantidade de radiação segue alta.

Mas o que se passou naquele momento? Como foram tomadas as decisões quando na madrugada de 26 de abril de 1986, o reator nuclear número quatro da usina nuclear de Chernobyl explodiu durante um teste de segurança? É sobre isso que tratam os cinco episódios de Chernobyl, protagonizada por Jared Harris (rei George VI de The Crown e Lane Pryce de Mad Men), tendo ainda no elenco Stellan Skarsgård e Emily Watson.

Acompanharemos personagens que lutaram para evitar um desastre ainda maior. Harris interpreta Valery Legasov, um físico nuclear soviético que foi um dos primeiros a entender a dimensão, sem precedentes, do desastre; Skarsgård faz o papel do vice-primeiro-ministro soviético Boris Shcherbina, designado para liderar a comissão do governo em Chernobyl logo após o acidente; e Watson é Ulana Khomyuk, a física nuclear escalada para esclarecer o caso. Também temos Paul Ritter no papel do engenheiro Anatoly Dyatlov;

Até hoje muitas das ações tomadas ali são questionadas. Desde a chegada dos primeiros agentes, que entraram em contato com material radioativo por não estarem usando proteção para enfrentar a nuvem tóxica, até a construção do chamado sarcófago para conter a radiação, que mais tarde teve de ser refeito.  Dados do Comitê Científico sobre os Efeitos da Radiação Atômica da ONU mostram que ocorreram 30 mortes entre os agentes enviados para conter os efeitos do acidente logo depois do desastre.

Outro dado trágico: mesmo quando sobrevivem, 80% das crianças que tiveram contato com a radiação desenvolvem uma ou várias doenças crônicas.

Mesmo três décadas depois do acidente, não se chega à um consenso sobre o número de vítimas. Um relatório da Organização das Nações Unidas publicado em 2005 estimou cerca de 4 mil vítimas. No ano seguinte, o Greenpeace falou de 100 mil.

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