Em New Haven, Connecticut, cidade da famosa Universidade de Yale, mais de 70 pessoas passaram mal em uma praça depois de usar maconha sintética. Os casos começaram a acontecer depois da 8 da manhã de quarta, e seguiram seguem sendo relatados. Não houve morte registrada, mas duas vítimas chegaram a passar por risco de vida, e muitos relataram perda de consciência, vomito, enjoo e letargia.

As ocorrências foram registradas no parque New Haven Green, e agora policiais, bombeiros e equipes médicas de emergência formaram um posto de comando no parque, com assistentes sociais e agentes de saúde à disposição.

Testes toxicológicos testaram positivo para o opiáceo fentanil, em algumas pessoas, mas o consenso entre os médicos é de que as overdoses tenham sido causadas por um potente lote de maconha sintética chamada K2, que é feita com plantas pulverizadas com drogas e produtos químicos. Muitas das vítimas melhoraram com a ajuda da naloxona, uma droga de reversão de overdose de opiáceos, outras não reagiram ao tratamento.

Não é o primeiro caso de overdose causado por K2, aliás, um surto muito similar aconteceu no mesmo parte em 4 de julho, e também houveram casos de overdose de maconha sintética no final de janeiro. Já houve overdose em massa por K2, em um bairro do Brooklyn, em NY. Com efeitos semelhantes aos da erva natural, a droga vai além causando convulsões e danos irreparáveis ao cérebro, sendo uma droga perigosa que pode levar sim ao risco de vida. Pelo que pude entender, a maconha sintética é uma mistura de produtos químicos industriais com moléculas sintéticas de THC pulverizados sobre qualquer erva seca. A droga sintética é mais barata, mas por seus efeitos, combatida e proibida em vários países.

Três pessoas já foram presas por conta dos casos de overdose, incluindo um homem que estaria distribuindo amostras grátis de K2.

Documentário sobre overdose: Heroína(s), Netflix

Huntington, uma cidade metalúrgica em decadência de West Virginia se tornou o epicentro da epidemia de opioides nos Estados Unidos. Com uma taxa de overdose dez vezes mais alta do que no resto do país, a crise é uma grande ameaça para a comunidade. O documentário trata do trabalho de três mulheres (  chefe do corpo de bombeiros, uma juíza e uma missionária) empenhadas em mudar o rumo dessa história e colocar fim ao ciclo devastador do consumo de drogas. Heroína(s), é um curta documental Netflix que chegou a concorrer ao Oscar .

Uma das personagens é  Jan Rader, primeira chefe da brigada de bombeiros mulher da Virginia, que está na linha de frente no combate dessa epidemia todos os dias. Ela salvou inúmeras vidas e tem sido inflexível em seu compromisso de ajudar as pessoas que lutam com transtornos por uso de substâncias a retornarem para levar vidas produtivas. Por esse motivo, foi eleita este ano uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time.

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