Um bar em Portland, nos Estados Unidos, resolveu promover um tal Happy hour da Reparação. Ali, pessoas negras e indígenas receberam uma nota de dez dólares ao chegar, dinheiro que foi doado por brancos.

O evento foi organizado por um grupo ativista local chamado Brown Hope que pretende criar um espaço para

“conhecer, organizar, discutir políticas públicas e potencialmente planejar várias outras ações”.

O evento foi criado a fim de chamar atenção para a questão da reparação histórica, conceito em que os brancos de hoje são “responsáveis” por dar compensação monetária para a escravidão, as leis Jim Crow e a lacuna de riqueza entre famílias brancas e negras.

Leis Jim Crow foram leis locais e estaduais, promulgadas nos Estados do sul dos Estados Unidos, que institucionalizaram a segregação racial, afetando afro-americanos, asiáticos e outros grupos étnicos. Vigoraram entre 1876 e 1965. O nome veio de uma música de 1832, Jump Jim Crow, que era cantada e dançada pelo ator Thomas D. Rice, com maquiagem blackface, caricaturando os negros. Em consequência disso, o termo Jim Crow tornou-se, em 1838, uma forma pejorativa de se referir aos negros.

Em uma pesquisa de 2016, o conceito de reparação histórica foi apoiado por 58% dos negros e 46% dos hispânicos. Entre os brancos 68% desaprovam.

A ideia de que os efeitos da escravidão ainda recaem sobre a população negra e precisam ser compensados para que possa haver igualdade tem até uma conta: um economista chamado Robert Brown, chegou a um número de quanto seriam estas reparações: entre US $ 1,4 trilhão e US $ 4,7 trilhões. Valor que daria à comunidade negra a riqueza e a posição na comunidade que perdeu devido à escravidão e discriminação.

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