A última temporada de GoT tinha uma pergunta para responder: quem sentaria no trono de ferro? Claro que depois do churrasco do penúltimo episódio, essa questão se tornou quase que enigmática, pois pouco se sabia sobre a ainda existência do trono, que bem poderia ter sucumbido com o desabamento das estruturas de Porto Real. 

O trono estava intacto. Por direito seria de Jon Snow. Daenerys conseguiu concretizar a derrota de Cersei, a frente de seu exército jurou libertar qualquer outro povo escravizado. Para estes, que a seguiram, é ela a rainha. Arya e Tyrion, que observaram a desgraça do povo queimado, da cidade destruída, sabem bem do risco que o herdeiro real ao trono corre. São eles que informam e pautam as ações de Jon Snow. 

O amor entre Jon e Daenerys, já frio, distante e abatido pelas decisões tiranas da conquistadora seria o único caminho para mudar a história. Depois de conversar com Arya e Tyrion, Jon percebe que é sua responsabilidade proteger esta e outras gerações de guerras, combates propostos no fervor da vitória obstinada da sua amada. Ao confrontá-la com questionamentos sobre o futuro, a certeza de que é melhor “não saber nada”, do que acreditar que sabe sobre o bem e ignorar a versão de qualquer outra pessoa. Jon Snow pouco fez nesta temporada, mas ao fim, cumpriu sua missão, eliminando a última ameaça para a busca de um cenário de paz.

Mas e o direito ao trono? Tanto se discutiu sobre quem deveria sentar no trono por direito. Hierarquias, árvores genealógicas mal resolvidas, traições, bastardos e no fim, a série fecha seu ciclo destruindo o trono de ferro através do fogo do dragão ( que de fato o forjou), e escolhendo seu rei por merecimento e trajetória ( sim, podemos questionar que a de Bran talvez não tenha sido a mais valorosa).

Teve até uma quase democracia:

Questões espinhosas como o Norte independente são facilmente desenroladas. Sansa, que já foi uma passarinha sonsa, finalmente é rainha. Tyrion, articulador, tanto se livra da prisão como indica o novo rei e assume como sua Mão. Jon, que nunca se interessou pelo torno, é exilado para a muralha. Pelo menso não virou herói de última hora, já que se mostrou muito abatido nesta temporada final. E Arya parte para descobrir terras ainda desconhecidas numa versão pirata.

Foi incrível? Não. Foi razoável? Sim. Tinha como ser melhor? Talvez. Mas confesso estar feliz com o término da série. Não era sobre dragões, sobre matança ou amor. Era sobre poder. A busca pelo poder e como ele corrompe, atrai, frustra. Como o poder se consolida e impacta. O poder de poucos sobre o todo, de um sobre o resto. Ao fim, o poder concedido por mérito, e não por hereditariedade. O poder de contar e ouvir a história para decidir pela paz.

CURIOSIDADES SOBRE GOT

A série é um conjugado de sucesso! É caríssima, mas arrecada demais. Tem audiência incrível e também arrecada prêmios!

Nesta oitava e última temporada, cada episódio custou US$ 15 milhões. Pode parecer muito, mas atende para o dado do jornal The New York Times: Game of Thrones arrecada US$ 1 bilhão por ano para a HBO, com números de audiência maravilhosos! A final da sétima temporada foi vista por 16,5 milhões de pessoas apenas nos Estados Unidos, os números da exibição do episódio de ontem devem superar este.

Ficou famosa esta cena do público em um shopping do Maranhão, assistindo ao penúltimo episódio dessa oitava temporada:

Até agora, a saga recebeu 110 indicações a prêmios. O Emmy, considerado o Oscar da TV americana, foi entregue 38 vezes para técnicos, produtores, atores e diretores de GoT.

Exibida em 186 países a adaptação da saga A song of ice and fire, escrita por George R. R. Martin, foi lançada para a tevê em 2011. Em 2014, Game of Thrones acumulava 20 milhões de telespectadores ultrapassando em popularidade o clássico The Sopranos. Além de mais de 90 milhões de cópias de livros vendidas no mundo, o sucesso da série registrou o aumento nas assinaturas do serviço HBO. Apenas na primeira semana de exibição da penúltima temporada o app HBO Now contabilizou 500 mil downloads, somados na Apple Store e no Google Play.

Quando se imagina que é um erro encerrar essa fonte de dinheiro, a resposta que os fãs querem: o universo de George R. R. Martin ainda será explorado em mais cinco spin-offs já programados pela HBO.  Um deles já em produção, sob o título de A Long Night e com a confirmação de Naomi Watts no elenco.

Tudo o que vai acontecer no final de Game Of Thrones Juntos e SHALLOW NOW, na íntegra.

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