Quando a gente vê o vídeo de alguma coisa, quase sempre se convence de que aquilo realmente aconteceu. Esse princípio pode mudar a qualquer instante, e tudo graças ao cientista Supasorn Suwajanakorn, da Universidade de Washinton, e pesquisador do Google Brain (equipe que pesquisa inteligência artificial do Google).

Em uma palestra do TED 2018, que aconteceu no sábado em Vancouver, no Canadá, foram mostrados 4 versões de um vídeo do ex-presidente dos EUA Barack Obama fazendo o mesmo discurso. A pergunta era simples: qual era a versão falsa do vídeo?

O que surpreendeu mesmo foi a resposta: todas as quatro eram falsas. Os vídeos foram criados a partir de fotos, que serviram de base para modelos em 3D dos rostos em movimento. O programa que cria os vídeos estuda as variações de expressão da pessoa retratada em outros vídeos, e assim simula os trejeitos no modelo animado. Para os vídeos de Obama, o software analisou mais de 14 horas de imagens do ex-presidente. Depois é só pegar um áudio com a voz da pessoa e jogar no programa, que transforma o discurso em vídeo, fazendo um lipsync do audio.

Na palestra do cientista, ele também mostrou vídeos fake de Tom Hanks, George Bush e Arnold Schwarzenegger.

A ideia do cientista partiu da vontade de preservar nossas memórias, e assim, por exemplo poder aprender sobre o holocausto com a narrativa na boca dos sobreviventes. Nesse caso específico, teríamos uma uma interação com hologramas de vítimas e mensagens pré-gravadas, mas não podemos ignorar que a possibilidade de se forjar um discurso em vídeo seja bastante assustadora em tempo de fake news.

“Imagine se escritores, vivos ou mortos, pudessem ler seus livros para qualquer pessoa interessada?”

Existe uma preocupação para o mal uso da tecnologia, e por isso, o grupo trabalha com a comunidade internacional de inteligência artificial num aplicativo que eles chamam de reality defender. Ainda inédito, o programa funcionará em navegadores de internet alertando sobre vídeos e fotos falsas. A detecção usa algoritmos e moderadores para detectar os fakes.

 

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