O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, produção que chega aos circuito comercial apena em 15 de novembro. A comissão de seleção apontou como qualidades a força poética da produção e a presença da música brasileira, que fizeram com que o longa-metragem fosse escolhido entre outros 21 possíveis candidatos. O filme fez sua estreia mundial no último Festival de Cannes, fora da mostra competitiva.

Participaram da escolha a comissão formada por Jorge Peregrino, vice-presidente da ABC, a atriz Bárbara Paz, os diretores Flávio R. Tambellini (A Glória e a Graça), Jeferson De (O Amuleto), João Jardim (Janela da Alma) e Hsu Chien (Ninguém Entra, Ninguém Sai) e a produtora Lucy Barreto (Flores Raras).

O 18º longa-metragem de Carlos Diegues é inspirado em um poema de mesmo título de Jorge de Lima que nos ano 1980, também foi origem para o espetáculo de dança de Naum Alves de Souza e um álbum musical homônimo de Chico Buarque e Edu Lobo. Algumas canções como Beatriz, A História de Lily e Ciranda da Bailarina também foram usadas no filme.

Esta é a sétima vez que um filme do diretor em possibilidade de emplacar como representando brasileiro na festa mais popular do cinema. Em 1977, o diretor que recentemente ocupou uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, tentou com com Xica da Silva, e seguiu com outros filmes como Bye Bye Brasil (1980), Um Trem Para as Estrelas (1987), Dias Melhores Virão (1989), Tieta do Agreste (1997) e Orfeu (2000).Nenhum deles ficou na lista final de cinco indicados. Ao site da Jovem Pan, em entrevista a Eduardo F. Filho, o diretor falou da felicidade de ser o representante brasileiro no Oscar:

“Eu estou vivendo um momento áureo no cinema brasileiro. Ser escolhido já é um troféu (…). É muito difícil você prever o que vai acontecer. Em geral você não sabe o que eles querem. Esses concursos e festivais são muito volúveis”

A produção trata da história de cinco gerações de uma família dona de um circo. Desde a inauguração do Grande Circo Místico, em 1910, até os dias atuais, acompanhamos na tela cinza as aventuras e os amores da família Kieps, passando por sua decadência, e com promessa de um surpreendente final. O circo nasce do desejo de um jovem rico (Rafael Lozano) oferecer à uma artista por quem se apaixona (Bruna Linzmeyer) um lugar para se apresentar. Para o espectador, a narração de um  mestre de cerimônias, interpretado por Jesuíta Barbosa, que nos guiará por esses 100 anos de história.

O elenco é super caprichado, e conta com Jesuíta Barbosa, Mariana Ximenes, Bruna Linzmeyer, Rafael Lozano, Catherine Mouchet, Antônio Fagundes e Vincent Cassel.

Também foi anunciado pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Frederico Mascarenhas,  que o filme receberá apoio de R$ 200 mil para fazer a divulgação no exterior e melhorar as chances na competição do Oscar. Lembrando que é um primeiro momento. Ainda teremos pre listas, uma em dezembro com cerca de 10 filmes e em 22 de janeiro descobriremos os 5 filmes que de fato concorrerão ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A cerimônia de premiação será realizada no dia 24 de fevereiro, em Hollywood, Los Angeles.

Já concorreram à estatueta O Pagador de Promessas (1963), O Quatrilho (1996), O Que é Isso Companheiro? (1998) e Central do Brasil (1999). No ano passado, Bingo: O Rei das Manhãs não conseguiu emplacar entre os indicados.

 

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