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É dez. Vasco 0 x 1 Palmeiras.

Foi contra o Vasco, em 45 minutos em casa que pareciam definidos como parecia o BR-18 antes da penúltima partida do campeonato, que o Palmeiras perdeu a final que parecia imperdível na Mercosul-00. Foi contra o Vasco, que era favorito no Rio, que Felipão começou a conquistar a América na Libertadores em 99. Foi contra o Vasco, base do Brasil, que no Maracanã iniciou a conquista alviverde da Copa Rio de 1951. 

Foi contra o Vasco, em São Januário, que o time do BR-18 que mais gols fez, menos sofreu (gols, que sofrimento também é alviverde), melhor visitante, melhor mandante, 22 jogos invicto (recorde desde 2003), 14 deles com time misto (recorde desde 1959), precisou só de um bom segundo tempo para vencer por 1 a 0. Gol aos 26min57s do Menino Maluquinho. 

O Deyverson que deveria ter voltado do intervalo já em campo, depois de uma primeira etapa com apenas um chute perigoso do inesgotável Bruno Henrique.  Só entrou aos 14 substituindo o inefável Borja, quando Lucas Lima enfim entrou no espírito da decisão. Quando Dudu e Willian inverteram os lados. Quando o Palmeiras já dominava o jogo como o campeonato, também pelo recuo excessivo vascaíno. Quando o Flamengo já vencia por 2 a 0 e adiava a decisão do BR-18 desde os primeiros 7 minutos em São Januário.

O Palmeiras sabia que precisava de um gol na segunda etapa.

Quando a gente verde sabe que Dudu vai desequilibrar, vai dar a bola para Willian de novo se superar, e Deyverson de novo fazer muito mais do que se imaginava no gol da vitória. E do título.

Aquele centroavante que eu não teria pago o que se investiu em 2017 foi escalado pelo treinador que que não esperava tudo que reconquistou em 2018 e o que se sabe desde a Taça Brasil de 1960 foi revisto na cidade sede da CBF. 

O Palmeiras que foi o Brasil na Copa Rio de 1951 depois de superar o Vasco voltou a superar o Vasco no Rio para ser o maior do Brasil. Continuar o maior do Brasil. 

De um Brasileirão que de velho não foi bom. Mas com um campeão que de novo não merece as críticas que está recebendo. É a primeira vez que um time alternativo saiu sete pontos atrás do líder na 15ª rodada e foi campeão uma rodada antes com cinco pontos à frente do mesmo vice-líder. 

Não riam de Felipão antes de ele estrear num clube. Não debochem de um campeão como ele. E não duvidem de um Palmeiras que começa mal um campeonato como foi lanterna em 1969 e bateu campeão. Deixem que o próprio palmeirense duvide do próprio time. Por mais que a bola saiba qual é o final previsível. O final palmeirense. 

Só pode ser decampeão como foi cada atleta que entrou em campo pelo Palmeiras em 2018 como Weverton, Mayke, Luan Garcia, Gómez, Victor Luís, Felipe Melo, Bruno Henrique, Willian, Moisés, Dudu, Borja, Fernando Prass, Jailson, Marcos Rocha, Antonio Carlos, Edu Dracena, Diogo Barbosa, Thiago Santos, Jean, Hyoran, Lucas Lima, Keno, Deyverson, Gustavo Scarpa, Guerra, Artur, Thiago Martins, Papagaio e Tchê Tchê (dirigidos por Luiz Felipe Scolari, Wesley Carvalho e Roger Machado) quem foi eneacampeão em 2016 como Fernando Prass, Jailson, Jean, Mina, Vítor Hugo, Egídio, Zé Roberto, Thiago Santos, Tchê Tchê, Moisés, Róger Guedes, Gabriel Jesus, Dudu, Vagner, Vinicius Silvestre, Fabiano, João Pedro, Thiago Martins, Edu Dracena, Fabrício, Matheus Salles, Arouca, Gabriel, Rodrigo, Cleiton Xavier, Allione, Vitinho, Rafael Marques, Barrios, Alecsandro, Cristaldo, Leandro Pereira, Erik, Luan e Artur, dirigidos por Cuca. 

Só pode ser eneacampeão quem foi octocampeão (depois da unificação dos títulos pela CBF em 2010) em 1994 como Velloso, Claudio, Antonio Carlos, Cléber, Roberto Carlos, César Sampaio, Flávio Conceição, Amaral, Amore Zinho, Rivaldo, Edmundo, Evair, Gustavo, Ferreira, Tonhão, Wagner, Juari, Fred, Paulo Isidoro, Alex Alves, Maurílio e Magrão, dirigidos por Wanderley Luxemburgo. 

Só pode ser octo quem foi heptacampeão em 1993 como Sérgio, Gil Baiano, Antonio Carlos, Cléber, Roberto Carlos, César Sampaio, Mazinho, Zinho, Edilson, Edmundo, Evair, Tonhão, Ricardo, Alexandre Rosa, Jefferson, Flávio Conceição, Amaral, Jean Carlo, Maurílio, Sorato, Magrão, Saulo e Paulo Sérgio, dirigidos por Luxemburgo. 

Só pode ser hepta quem foi hexacampeão em 1973 como Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo, Zeca, Dudu, Ademir da Guia, Edu, Leivinha, César, Nei, Raul Marcel, João Carlos, Polaco, Celso, Edson, Natálio, Zé Carlos, Careca, Zé Roberto, Ronaldo, Fedato, Mário e Pio, dirigidos por Oswaldo Brandão. 

Só pode ser hexa quem foi pentacampeão em 1972 como Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo, Zeca, Dudu, Ademir da Guia, Edu, Madurga, Leivinha, Nei, Raul Marcel, João Carlos, Polaco, Zé Carlos, Ronaldo, Fedato, Bio e Pio, dirigidos por Brandão. 

Só pode ser penta quem foi tetracampeão na conquista do Robertão em 1969 como Leão, Eurico, Baldochi, Nelson, Zeca, Dudu, Jaime, Ademir da Guia, Edu, César, Pio, Chicão, Neves, Luís Pereira, Monica, Dé, Zé Carlos, Cabralzinho, Copeu, Cardoso, Madureira, Vagner e Serginho, dirigidos por Rubens Minelli. 

Só pode ser tetra quem foi tricampeão em 1967 na Taça Brasil como Perez, Geraldo Scalera, Baldochi, Minuca, Ferrari, Dudu, Zequinha, Ademir da Guia, César, Tupãzinho, Rinaldo, Servílio, Carrosinho e Lula, dirigidos por Mário Travaglini. 

Só pode ser tri quem foi bicampeão no Robertão de 1967 como Perez, Valdir, Djalma Santos, Baldochi, Minuca, Ferrari, Dudu, Ademir da Guia, Dario, Servílio, César, Rinaldo, Doná, Jorge, Djalma Dias, Osmar, Geraldo Scotto, Zequinha, Suingue, Jair Bala, Gallardo, Gildo, Cardosinho, Zico, Helinho, João Daniel e Tupãzinho, treinados por Aimoré Moreira. 

Só pode ser bi quem foi campeão na Taça Brasil de 1960 com Valdir, Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar, Jorge, Zequinha, Chinesinho, Julinho, Romeiro, Humberto Tozzi, Cruz, Ari, Valter Prado, Enio Andrade e Nardo, dirigidos por Oswaldo Brandão. 

Parabéns a todos que jogaram e treinaram. Todos que treinaram como atletas e não entraram em campo. Todos que viram e ouviram. Todos que são os maiores campeões nacionais.