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Jefferson é Fogo

https://youtu.be/fDaF8EHQw28

Jefferson, já te disseram, como dizem pra muitos, e ainda mais pra negros do que brancos, que você é um gato. 

E você é mesmo. Felino do Fogo desde 2004, Bota pra dentro de casa desde 2009, ficou pra sempre em 2015 quando o time caiu. Jamais você. Quando caía era para defender o Botafogo dos que o atacavam dentro e fora do clube. 

Você merecia mais chances na Seleção. Se fosse Flamengo, certamente teria. Se fosse Corinthians, talvez não tivesse tanta desconfiança. 

Você foi Botafogo. E às vezes pareceu que só você foi o Botafogo. Defendeu o time indefensável. Pegou as bolas impegáveis. Foi exemplo impecável. 

Parou agora como ele parou 19 pênaltis. E, pra quem torceu contra, sei que era difícil ter pênalti contra ele. Jogar contra ele. Atacar a meta dele. Atacar o profissional com espírito amador. Com alma de Botafogo.

Paro por aqui porque quem melhor escreve e ainda melhor edita o botafoguense Jefferson é Daniel Braune. Um entre que os que não são tantos mas são bravos gostaria de ser um desses braços que retribuem no gol do Botafogo quem melhor defendeu o gol do Botafogo desde Manga. 

http://danielbraune.com.br/a-ultima-vez-do-mito-na-meta/

Meu pai dizia que só leva pedra mangueira que dá manga. Jefferson levou tudo que esse Botafogo sofre de ataque. E saiu como a manga da frase. O Manga da história. O rosto que está pintado nos muros de General Severiano nestes anos de Jefferson solitário e solidário.

Parece mesmo personagem de mangá. Super-herói. Super botafoguense.

E é tudo isso para quem tem uma estrela no peito e ele entre as traves. 

O Botafogo não tem sido o mesmo. Não será sem Jefferson, por mais que Gatito seja ótimo como é. Felino como Jefferson. Esse senhor que voltava de lesão ainda melhor e mais forte. Esse senhor que na foto não celebra com os meninos. Parece estar atento para protegê-los e evitar novos ataques. 

Como sempre foi. Como pra sempre será.  

http://danielbraune.com.br/a-ultima-vez-do-mito-na-meta/