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Colonizadores da América

É a maior final desde 1960 da Libertadores. Porque não é da América. Nem da Argentina. É de Buenos Aires. Da maior rivalidade clubística do continente. E a com o maior número de títulos continentais. 

Também por isso, e por tudo que a Argentina não tem conseguido fazer, e por tudo que deixam as bravíssimas barras e os burros mansos fazerem desde a ditadura platina nos anos 70, não teve jogo de volta como não poderia mesmo ter em Núñez.  Teve mais uma punição branda ao clube que deveria ser mais energicamente punido por responsabilidade objetiva pela barbárie. 

Não era caso como o gás de pimenta no gramado da Bombonera. Foi fora do estádio. É diferente. 

Tinha de ter jogo. E, também pelo G-20, e pelo Mundial que se aproxima, não tinha como ser em Buenos Aires. Também pelo empate inicial. 

Tinha que ser fora do país. E até do continente. 

Mas tinha que a “Libertadores” ser na terra dos “colonizadores” da América?

Já passou muito tempo e vai passar muito dinheiro. Naming rights são desprezados a torto e sem o menor direito no mundo da bola na grama e no universo das boladas de grana. 

Mas Libertadores do jugo espanhol em jogo na Espanha?

Só a Conmebol pra comer mais uma bola. 

Será fantástico o Bernabéu, casa do maior campeão europeu e mundial, receber tamanho jogo e final.  

Mas também é próprio do que não sabemos fazer. Símbolo de nossa subserviência tanto quando da prepotência. 

Mas vamos pro jogo.