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VAR é ferramenta, não picareta. Favor ler as instruções antes de usar.

Precisamos TODOS amadurecer em relação ao VAR.

Primeiro que não tem como voltar atrás. Ele está aí. E seria mesmo voltar atrás para MINIMIZAR erros. Não acabar com eles.

Além de sempre lembrar que a regra é interpretativa muitas vezes: o que acho erro você vê como acerto. Quem está certo? Ninguém. É do jogo. É da regra do jogo.

Também é dever lembrar que não é o VAR quem “erra”. É quem o opera. Quem o interpreta. Ou quem tem medo de fazê-lo.

No fim de semana, o Rio viu dois lances indiscutíveis. O pênalti no puxão de camisa de Mari contra o Grêmio. O pênalti no puxão de camisa de João Paulo contra o Athletico.

O VAR marcou o pênalti juvenil a favor do Grêmio. Como pode um profissional agarrar a camisa de outro com VAR? Um absurdo! Absurdo mesmo foi um lance ainda mais claro, na frente do árbitro, nem ele e nem o VAR terem marcado, como foi prejudicado o Furacão (que teve outro pênalti sonegado mesmo com o VAR chamando o árbitro para seguir errando. Ou piorando o erro ao não marcar o pênalti de Carli em Madson. Claro com a imagem de vídeo).

Nosso problema não é o VAR. É quem não vê. Ou não quer enxergar o VAR.

Nossa solução é a atitude athleticana no Nilton Santos e nos vestiário depois da derrota para o Botafogo. Equilíbrio e lamentação. Mais equilíbrio do que lamentação. Compreensão dos erros que são humanos. Por mais desumanos que pareçam.

A atitude de Tiago Nunes ao respeitar as decisões (erradas e/ou infelizes) é o que precisamos em campo e fora dele. Tanto quanto melhorar os árbitros que erram demais no gramado e ainda pior fora dele.

Até quando acertam em lances complicados, extrapolam no tempo para dirimir dúvidas. Ou mesmo as criar mais querendo aparecer do que arbitrar.

O VAR só vai melhorar se o futebol (atletas, treinadores, cartolas, mídia e árbitros) respeitar a ferramenta. Não é sempre que ela é picareta. Ela apenas falha. E não porque veio com defeito. Mas por falta de leitura do manual de instruções.