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Dia Nacional da Vacinação: menos mitos e mais verdade, por favor

Dia Nacional da Vacinação: menos mitos e mais verdade, por favor
Imagem: Free Images/Pixabay

Hoje, dia 17 de outubro, Dia Nacional da Vacinação, devemos refletir o que queremos para o nosso futuro e, principalmente, para o dos nossos filhos. Vacina é prevenção. E sentimos já o efeito de movimentos contra a imunização no Brasil, no caso do sarampo.  Dados do Ministério da Saúde apontam que em paralisia infantil também ocorreu queda na taxa de proteção para poliomielite, de 98% para 77%.

Para esclarecer as “fake news” sobre o tema, listamos aqui as principais, respondidas por médicos do Delboni Auriemo. Quando alguém te falar isso, saiba que não é verdade!

Algumas vacinas possuem mercúrio, um produto químico altamente tóxico quando injetado no corpo.

O timerosal (derivado do mercúrio) é utilizado como conservante em várias vacinas há décadas, como àquelas contra a gripe (formulações multidose). Diversos estudos comprovam a segurança desse fator de imunização.

Vacina é um método de controle populacional e um instrumento político.

As vacinas aumentaram a expectativa de vida da população com a redução da mortalidade causada por doenças graves, como: sarampo, varíola e poliomielite. Elas foram desenvolvidas durante o século XX para ajudar a combater doenças graves e sempre foram benéficas à população mudando o curso de doenças graves, sendo um aliado na prevenção de diversas enfermidades.

Algumas vacinas podem causar autismo.

Não há nenhuma evidência científica de ligação entre as vacinas e o autismo. Na realidade, descobriu-se que dados de um estudo publicado há alguns anos eram falsos e outros cientistas comprovaram a segurança das vacinas contendo o derivado do mercúrio, que segundo o artigo, levava ao autismo. A revista publicou um pedido de desculpas e o médico perdeu sua licença para exercer a profissão.

Se tomou a vacina ano passado, não precisa tomar esse ano de novo.

Cada vacina tem um esquema de doses recomendado. Algumas necessitam de reforço e outras não. Em alguns casos, é recomendado aplicação anual, como a vacina contra gripe. É fundamental seguir a orientação médica de dosagem e respeitar o calendário de vacinação.

 

Vacina pode fazer com que a doença seja adquirida, porque usam vírus vivo.

Grande parte das vacinas contém apenas partículas do agente ou o vírus inativo, ou seja, morto e, por isso não causam doenças. Nas vacinas que possuem vírus vivo atenuado, é possível ter a doença pelo vírus vacinal que, normalmente, é leve e não causa repercussões, sendo muito menos grave que a doença causada pelo vírus selvagem. Este sim pode causar doença séria e até matar.

 

Algumas vacinas já mataram milhares, por isso não são seguras.

Não há nenhum relato de vacinas que causaram morte em um grande número de pessoas. As vacinas são seguras e servem para proteger as pessoas de doenças graves que matam.