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Faça nudes, mande nudes…

Faça nudes, mande nudes…

NUDE…mas tome cuidado! A primeira recomendação que vão fazer quando o assunto surgir é para você não registrar momentos de intimidade e principalmente, feitas as imagens, para você nunca, em hipótese alguma, compartilhar com alguém. Esse é um ponto questionável.

Eu explico: na intimidade cada um faz o que bem entende. Se o casal acha que trocar fotos sensuais apimenta de alguma forma a relação, excelente! Se os namorados querem filmar ou fotografar aquele momento a dois, ótimo! O que deve ser pensado é de que forma isso vai ser feito.

Me refiro aqui a um cuidado maior do que simplesmente dizer “amor, não manda pra ninguém” ou “fique tranquila (o) isso aqui vai ficar no meu HD externo e ninguém vai ter acesso”. A psicóloga e terapeuta sexual Paula Napolitano entende que a primeira pergunta que a pessoa deve fazer é “estou preparado para o que pode acontecer depois?”.

Sabemos que, em algum momento, as pessoas podem se desentender e o ser humano tem a capacidade de ferir o outro quando quer: essas fotos/vídeos vão ser lembrados (de forma pouco carinhosa) e, pior, publicados.

“Se você quer apimentar a relação, quer fazer uma brincadeira, tome cuidado para não expor o rosto, uma marca de nascença ou uma tatuagem específica”, orienta a sexóloga. Entendeu? Deixe o rosto de fora, porque, se você mandou um nude para alguém eu garanto que o menor interesse estará no sorriso estampado na imagem.

Outra dica interessante é apagar a foto/vídeo. “As pessoas têm dificuldade de se desprender”, pondera Paula Napolitano, sobre a prática pouco adotada pelos casais: usar o botão “apagar”. Filme, fotografe, faça os registros que achar necessários, mas apague no instante seguinte porque aquele momento só vale ali, para os dois.

Vazou. E agora?

Por mais que você e seu parceiro (a) tomem todos os cuidados do mundo, as imagens feitas para registrar o momento de intimidade podem vazar (ou serem vazadas, o que é pior!). O caso mais recente, que gerou uma repercussão enorme, é o do ator Stênio Garcia. Alguns nudes dele e da mulher foram divulgados na internet.

As imagens estavam no celular da mulher dele, daí podemos entender que, se o casal não as divulgou por vontade própria, as fotos foram roubadas. E não importa como isso aconteceu, o fato é que isso é crime, enquadrado na lei 12.737/2012, a chamada Lei Carolina Dieckmann.

Uma vez feito o registro do crime e aberta a investigação, os responsáveis pelo vazamento e principalmente pelo roubo das imagens vão ser procurados. Há formas de fazer isso e cada vez mais a polícia usa do expediente de acionar os provedores de acesso e conteúdo para rastrear usuários.

Mas a investigação por si só não garante que a imagem ou o vídeo vazado pare de ser replicado. “O jeito mais eficaz de remover conteúdo é solicitar ao Google que aquele conteúdo não seja mais indexado nos resultados das buscas. Outra forma é entrar com ações judiciais contra todos os sites que publicaram o conteúdo, demandando que ele seja removido e nunca mais publicado”, orienta a advogada especializada em direito digital Isabela Guimarães.

“Quem curte e compartilha hoje pode ser responsabilizado, porque a gente não pode simplesmente achar que o problema está apenas no primeiro vazamento”, argumenta a advogada, chamando atenção para a replicação do conteúdo em ferramentas de mensagens instantâneas e sites.

 

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