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Facebook: compartilhamento de dados de usuários era maior do que se pensava

Facebook: compartilhamento de dados de usuários era maior do que se pensava

O jornal norte-americano The New York Times revelou em uma extensa reportagem, nesta quarta-feira, que o compartilhamento de usuários com terceiros era uma prática recorrente do Facebook e numa escala muito maior do que se pensava. Pelo menos 150 empresas se beneficiaram de acordos para mergulhar nos dados do Facebook, que tem 2,2 bilhões de usuários.

De acordo com a publicação, Microsoft, Amazon, Spotify, Netflix, entre outras, se beneficiaram do acordo com a rede social criada por Mark Zuckerberg. Em um documento que tem 270 páginas está demonstrado como os dados de usuários compartilhados sem consentimento eram usados para sustentar o modelo de negócio irregular.

Alguns tipos de compartilhamento revelados pelo New York Times: 

– Ao Bing (o buscador da Microsoft) Facebook autorizou acesso aos nomes das amizades dos usuários.

– À Netflix, ao Spotify e ao Royal Bank of Canada era permitido ler, escrever e apagar as mensagens privadas dos usuários.

– À Amazon e ao Yahoo era permitido acesso ao nome e ao contato dos usuários.

 

Nem mesmo o New York Times, autor da reportagem, escapou. O jornal conseguia ver as publicações das amizades dos usuários. Boa parte dos privilégios vigorou até meados deste ano, quando após sucessivos escândalos o Facebook encerrou as atividades que envolviam o fornecimento de dados de usuários.

As empresas citadas negam que informações dos usuários fossem coletadas para outras finalidades que não as aplicações que mantinham integradas aos serviços do Facebook. O Facebook, por meio de seu diretor de privacidade, Steve Satterfield, afirmou que nenhum destes acordos violou os acordos de privacidade ou compromissos com os reguladores federais.

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