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“Nenhuma dessas parcerias concedeu acesso sem a permissão dos usuários”, diz Facebook

“Nenhuma dessas parcerias concedeu acesso sem a permissão dos usuários”, diz Facebook

O Facebook já havia se manifestado diretamente ao New York Times sobre a reportagem que mostrou como empresas parceiras da rede social obtinham acesso a dados de usuários. O jornal destaca o grau de compartilhamento de informações com a possibilidade, em alguns casos, de leitura dos conteúdos de mensagens trocadas por meio do aplicativo Messenger. Em postagem no blog oficial, o Facebook rebate as alegações da matéria.

“Nossos parceiros de integração precisavam obter autorização das pessoas. Você teria que entrar com sua conta do Facebook para usar a integração oferecida pela Apple, Amazon ou outro parceiro de integração”, diz um trecho do texto.

Leia a íntegra da nota:

Hoje, estamos recebendo perguntas sobre se o Facebook forneceu a grandes empresas de tecnologia acesso às informações das pessoas e, em caso afirmativo, por que fizemos isso.

De forma objetiva, este trabalho tinha como objetivo ajudar as pessoas a fazer duas coisas. Primeiro, as pessoas podiam acessar suas contas do Facebook ou recursos específicos do Facebook em dispositivos e plataformas desenvolvidas por outras empresas como Apple, Amazon, Blackberry e Yahoo. Tais empresas eram conhecidas como parceiras de integração. Segundo, as pessoas poderiam ter mais experiências sociais – como ver recomendações de seus amigos no Facebook – em outros aplicativos e sites populares, como Netflix, The New York Times, Pandora e Spotify.

Para ser claro: nenhuma dessas parcerias ou recursos deu às empresas acesso a informações sem a permissão das pessoas, nem violaram nosso acordo de 2012 com o órgão regulador FTC, nos Estados Unidos.

Como as pessoas usavam estes recursos?
As pessoas usaram esses recursos de várias maneiras, inclusive por meio de:

  • Aplicativos que permitem às pessoas acessarem suas contas do Facebook em seus dispositivos Windows Phone
  • Notificações sobre sua atividade no Facebook que podiam ser ativadas enquanto usavam o Safari ou outros navegadores de internet
  • “Hubs sociais” que consolidavam seus feeds no Facebook, Twitter e outros serviços
  • Integrações de mensagens que permitiam que as pessoas fizessem recomendações, como músicas do Spotify, para amigos
  • Resultados de pesquisa no Bing e em outros lugares com base em informações públicas compartilhadas por seus amigos
  • Ferramentas que os ajudaram a encontrar amigos no Facebook ao carregar seus contatos de provedores de e-mail como o Yahoo

Temos falado sobre esses recursos e parcerias ao longo dos anos porque queríamos que as pessoas realmente os utilizassem – e muitas pessoas o fizeram. Eles foram discutidos, revisados e examinados por muitos jornalistas e defensores da privacidade.

Mas a maioria desses recursos foi desativada. Em 2014, nós encerramos a personalização instantânea, que reforçava os recursos do buscador Bing. Meses atrás, encerramos nossas parcerias com empresas de dispositivos e plataformas, seguindo anúncio que fizemos em abril. Ainda assim, reconhecemos que precisamos de um gerenciamento mais rigoroso sobre como parceiros e desenvolvedores podem acessar informações usando nossas interfaces de programação (APIs). Já estamos no processo de analisar todas nossas APIs e quais parceiros podem acessá-las.

Quem são esses parceiros de integração e por que o Facebook trabalha com eles?
As pessoas querem usar os recursos do Facebook em vários dispositivos e produtos, muitos dos quais nós mesmos não temos suporte. Isso aconteceu especialmente no início de nossa história, antes que o Android e o iOS se tornassem as formas predominantes pelas quais as pessoas acessam a internet em seus telefones. Os telefones somente de texto e com recursos básicos eram muito populares. Em todo o setor, empresas como o Facebook se uniram a outras para construir integrações. Um exemplo disso é o aplicativo Blackberry Hub. As pessoas que usavam dispositivos Blackberry podiam fazer login no Facebook usando esse recurso, permitindo que eles vissem o mesmo Feed de Notícias do Facebook que eles veriam se tivessem feito login em um desktop. Os dados que fornecemos permitiram que as pessoas acessassem sua própria conta no seu celular Blackberry. A Blackberry não podia usar nenhuma das informações para seus próprios fins.

O Facebook teve parcerias de integração semelhantes ao longo dos anos com a Amazon, Apple, Microsoft, Yahoo e outras empresas, e que foram supervisionadas por nossos times de parcerias e de produtos. Esses parceiros criaram muitos tipos de integrações, incluindo versões mobile do Facebook e hubs de feeds sociais, que agregavam conteúdos do Facebook e de outras empresas. Nós encerramos quase todas essas parcerias nos últimos meses, exceto com a Amazon e a Apple, as quais as pessoas continuam achando úteis e são cobertas por contratos ativos; Tobii, uma integração que permite que pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ELA) acessem o Facebook; e notificações do navegador para pessoas que usam Alibaba, Mozilla e Opera.

Isso significa que essas empresas tiveram acesso às minhas informações no Facebook sem que eu tenha autorizado?
Nossos parceiros de integração precisavam obter autorização das pessoas. Você teria que entrar com sua conta do Facebook para usar a integração oferecida pela Apple, Amazon ou outro parceiro de integração.

O que foi a personalização instantânea e como isso funcionou?
A personalização instantânea foi um produto que oferecemos a parceiros selecionados de 2010 a 2014, envolvendo informações públicas no Facebook, e ela é diferente dos tipos de parceria que descrevemos acima. Com a personalização instantânea, as pessoas poderiam vincular sua conta do Facebook a outros serviços, como o Rotten Tomatoes ou o Yelp, para ver informações públicas compartilhadas por seus amigos. Ao pesquisar no Bing por artigos sobre uma próxima viagem à Europa, você poderia obter resultados com base no que seus amigos compartilharam publicamente. As pessoas podiam desativar a personalização instantânea a qualquer momento.

Os parceiros tiveram acesso a mensagens?
Sim. Mas as pessoas precisavam fazer login no Facebook para usar o recurso de mensagens de um parceiro. Vamos tomar o Spotify como exemplo. Depois de fazer login na sua conta do Facebook no aplicativo do Spotify para desktop, você poderia enviar e receber mensagens sem sair do aplicativo. Nossa API forneceu aos parceiros acesso às mensagens para ativar esse tipo de recurso.

Por que alguns parceiros têm acesso a dados até 2017, mesmo depois que a personalização instantânea foi desativada?
A personalização instantânea envolveu apenas informações públicas, e não temos evidência de que os dados foram usados ou mal utilizados após o encerramento do programa. No entanto, não devíamos ter deixado as APIs em funcionamento após encerrarmos a personalização instantânea. Tomamos uma série de medidas este ano para limitar o acesso de desenvolvedores às informações das pessoas no Facebook e, como parte desse esforço contínuo, estamos no meio de uma análise de todas as nossas APIs e dos parceiros que podem acessá-las. Esse é um trabalho importante que se baseia em nossos sistemas existentes que rastreiam APIs e controlam quem pode acessá-las.

 

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